08/01/2014

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HOJE NO
"i"

Guerra santa no Porto. 
Cancelado encontro de diálogo
.entre judeus e católicos

Conflito entre padre católico e Comunidade Israelita do Porto levou ao cancelamento de oração conjunta. Na origem do conflito está a construção de um museu judaico

Estava marcado para a próxima semana, mas foi adiado. O Encontro Diálogo e Reconciliação ia juntar católicos e judeus numa oração comum no Porto, mas uma guerra que envolve a construção do Centro Interpretativo da Memória Judaica, liderado por um sacerdote católico, levou ao cancelamento.

Foi o próprio padre Agostinho Jardim, que lidera o projecto e estava por detrás da organização do encontro, quem decidiu adiar. "Já tínhamos as presenças confirmadas de rabinos e chefes de comunidades de todo o país, mas entendi que não havia condições", adiantou ontem o sacerdote ao i.

Na origem do cancelamento está uma disputa entre católicos e judeus do Porto em torno de uma espécie de museu dedicado ao judaísmo, que Agostinho Jardim quer construir. A história começa em 1997, quando o padre, responsável pelo Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, decidiu comprar uma casa para fazer um lar de idosos. Meses depois percebeu que havia uma parede falsa e quando a mandou derrubar encontrou vestígios de uma antiga sinagoga.

A parede tinha um ehal, um nicho onde se guardava a Tora. "Desde essa altura começámos a receber visitas de turistas e judeus de todo o mundo", conta o sacerdote, que passou a fazer visitas guiadas. "Até que pensámos em criar uma espécie de museu, para valorizar o espólio e receber os turistas de forma adequada", recorda. O antigo embaixador de Israel em Portugal chegou a visitar a casa várias vezes e, segundo Agostinho Jardim, foi um dos principais responsáveis por conseguir que o imóvel fosse considerado monumento nacional - o que veio a acontecer. 

* As religiões são o ópio dos povos ...

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IV-OS SUPER
 HUMANOS
3-HIPER MEMÓRIA






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HOJE NO
"A BOLA"

Dulce Félix tenta recuperar o título

Elvas foi a cidade escolhida para receber o Campeonato Nacional de estrada, que se realiza no próximo domingo, às 11.30 horas. Ontem, na apresentação da prova de 10 km, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, justificou a opção com a necessidade da «descentralização da competição, que permite associar, na mesma corrida, campeões e populares».

Certa é a consagração de novos campeões, uma vez que Manuel Damião, vencedor das duas últimas edições, e Sara Moreira, que conquistou o título no ano passado, não estarão em Elvas. «Falei com o Carlos Lopes [responsável pela secção de atletismo do Sporting] que me confirmou que o Nacional de estrada não é objetivo do clube este ano. Assim, decidi não competir, preparando-me para os Nacionais de crosse longo [2 de março] e curto [15]», explicou o bicampeão, garantindo não sentir tristeza por não tentar o tri. «Tenho pouco mais de dois meses de treino e o objetivo é estar em forma nas provas importantes para o Sporting», acrescentou Damião, que é igualmente bicampeão de crosse longo e apostará, depois, na obtenção de mínimos nos 10.000 m em pista, para os Europeus que se realizam em agosto. «Se o Sporting tivesse a estrada como objetivo, correria. Assim, também é melhor para mim», sublinhou.

O Benfica é o atual campeão masculino - subiu uma posição depois de o Maratona ter perdido o título devido à suspensão de José Rocha por anomalias no passaporte biológico -, título que tentará revalidar, tendo sido anunciadas as presenças de Rui Pedro Silva e Ricardo Ribas, ontem, na apresentação. Alguns atletas que rumaram à nova The Cleans, que não terá conseguido os patrocínios prometidos, desejam competir, mesmo que a equipa não esteja inscrita.

Em femininos, e na ausência da recem mamã Sara Moreira (Maratona), Dulce Félix é a favorita a recuperar o título que conquistou em 2012 e 2011 (pelo Maratona). A atleta compete com a camisola do Benfica (2.º no ano passado), clube que chamou Vanessa Fernandes, vice-campeã olímpica de triatlo em Pequim-2008. O Maratona, detentor de 13 títulos femininos (o último dos quais conquistado em 2013), conta com Doroteia Peixoto, confirmada ontem, além de Anália Rosa, estando por anunciar as restantes inscritas - apenas hoje a Federação disponibilizará as listas. 

* Vai ser uma festa em Elvas e que ganhem os melhores.

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MARIA JOÃO AVILEZ

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Eusébio

Usava o instinto da pantera, mas tinha a delicadeza da gazela. Era um homem bom e de repente não sei bem o que dizer.

Não por medo de ser banal – há mais pungentemente banal que a morte? – mas pela dificuldade de me expressar face à partida de alguém que, coisa tão, tão improvável numa vida, só me deu alegrias e o que se diz de alguém capaz de tal proeza?
Incontáveis, esfuziantes, fulgurantes, delirantes, disparadas alegrias. Tantas vezes, centenas de vezes, milhares de vezes. Alegrias com uma bola mas, bem vistas as coisas, só pode perceber isto quem – como ele, como eu – gosta de bola quase sobre todas as coisas. A sua história confunde-se com a minha história no Benfica que vai longa, tinha 13 anos quando deixei a família em suspenso ao afirmar a minha novíssima identidade encarnada – no Campo Grande não se era do Benfica.

Eusébio tocou-me desde o seu primeiro momento diante de nós todos. Não era só a ferocidade do génio, o golpe de asa do sobredotado, a pantera. Não era só o deus que rematava e era golo, o felino que marcava de qualquer ângulo do relvado e a bola entrava. Não era só o ter sido universal antes de se ser “global”. Não: era por ser ele. Eusébio como ele era. Eusébio da Silva Ferreira. Homem afável e amável, determinado pela circunstância da sua inteira e intacta, até ontem, simplicidade. A mesma de quando ele aterrou em Lisboa, vindo do mais belo lugar do desaparecido Império e começou a tocar na bola como nunca víramos. Mas não é senão essa circunstância que fez a sua espantosa diferença: o dono do génio não era contaminável pela poção tóxica da glória mesmo que quase só tivesse havido glórias. O mito não era corrompível, mesmo quando mundialmente mitificado. E porque era simples, acreditava. Acreditou no Portugal-Coreia do Norte, já quase na pré-história, mas eu lembro-me e foi acreditando. Até ontem.

E depois era um sentimental e eu gostava disso: Eusébio chorava nos momentos “impossíveis”, os de estado de graça e os de estado do demónio. Chorava dentro e fora das quatro linhas, não é qualquer um que tem a simplicidade de expor a raiva ou o supremo júbilo e vivi com ele dois momentos antagónicos desses, sombra e luz: uma derrota em Bruxelas numa Taça Europeia, há já muitos anos, onde viajei a convite do Benfica e conheci melhor a pantera, mas foi um momento sombrio, duas almas penadas chorando sobre o leite derramado. A alegria foi a maior que me lembro num estádio de futebol quando, frente à Inglaterra, Ricardo defendeu um penalty, e Eusébio chorou, agarrado a uma toalha e eu chorei, a dois metros de distância de Victoria Beckham que em má hora tinha vindo a Lisboa ver jogar o marido. (Emoldurei o bilhete desse desafio por achar que humanamente não poderia haver emoção que superasse o que ali se viveu nem o instante improbabilíssimo e por isso absolutamente milagroso da defesa desse penalty, estado de graça é isso.)

Eusébio fez por Portugal o que é difícil conceber e ainda mais contabilizar: levou-o ao mundo, a vários e longínquos mundos, uniu o sempre desunido mosaico da lusofonia, representou todos e cada um de nós, tornou indestrutível o elo que ligava o seu nome ao do país.

Genialmente. Dignamente. Simplesmente. Patrioticamente. Sei eu e não sou adepta do Fado/ Futebol/Fátima como explicação de um destino. Não haverá outro como ele, também sei, mesmo se houve Figos e há Ronaldos mas ele há animas e animas.

Há bocadinho abri o portão cá de casa e fui sozinha – é sozinho que se fazem estas coisas – para a rua, com o meu cachecol do Sport Lisboa e Benfica e deixei-me estar na berma do passeio até Eusébio passar, era o que deveria fazer neste momento. Identificar a minha pertença ao nosso clube e agradecer-lhe.

De manhã cedo, na outra casa do Oeste onde estava, tinha apanhado umas camélias, também não me ocorreu melhor que a minha flor preferida na hora da despedida. Já estão numa jarra.


IN "PÚBLICO"
07/01/14

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54.UNIÃO



EUROPEIA




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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"
Cobrança de contribuição audiovisual
. passa a ser obrigatória na Região
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 Ministro Maduro confirma que Electricidade da Madeira vai pagar dívida de 10 milhões de euros à RTP
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A Electricidade da Madeira vai pagar a dívida de 10 milhões de euros à RTP, como anunciou o DIÁRIO na edição de terça-feira, com a cobrança da contribuição audiovisual (CAV) a passar a ser obrigatória na Região Autónoma, segundo garantiu à Lusa fonte oficial do ministério de Poiares Maduro.


A dívida da Electricidade da Madeira remontava a 2005, mas estava dependente do governo da República liquidar dívida de 53 milhões à EEM. A notícia que faz manchete na edição de terça-feira do DIÁRIO sublinhava que pagou finalmente a dívida à Empresa de Electricidade da Madeira, que derivava da convergência tarifária acertada em 2003. O vice-presidente Cunha e Silva, que liderou as negociações, anunciou que a Região também iria liquidar de imediato os 10 milhões devidos à RTP, da taxa de audiovisual.

A partir deste mês, a empresa vai passar a cobrar a CAV na Madeira, o que anteriormente era opcional, disse a mesma fonte do gabinete do ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional.

A RTP passa a ser financiada pela CAV, deixando de receber indemnização compensatória este ano.
 O Governo aumentou a taxa da CAV de 2,25 euros para 2,65 para compensar a RTP do fim da indemnização compensatória. 

*  Ai a insularidade...

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O PO(L)VO JUDEU





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