06/01/2014

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HOJE NO

"JORNAL DE NOTÍCIAS"

PSD e CDS criticam Sócrates por 
"não assumir erros nenhuns"

O eurodeputado social-democrata José Manuel Fernandes lamentou, esta segunda-feira, que José Sócrates continue sem assumir erros, enquanto o eurodeputado do CDS Diogo Feio criticou a ausência de Teixeira dos Santos na reunião sobre a "troika" em Portugal. 

Estas posições foram assumidas pelos dois eurodeputados da maioria PSD/CDS no final de uma reunião entre a delegação da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu com o ex-primeiro-ministro José Sócrates destinada a avaliar o trabalho da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

"Nunca vi José Sócrates assumir erros nenhuns, porque alega que os erros são sempre dos outros, são sempre dos mercados. Na sua perspetiva, só houve 'troika' porque o PEC IV não foi aprovado, mas a verdade é que só houve 'troika' porque havia um primeiro-ministro chamado José Sócrates e havia um Governo do PS", declarou o eurodeputado do PSD. 

Após a reunião, que durou quase duas horas e meia, o ex-chefe de Governo socialista (que se encontrava acompanhado pelos ex-ministros Pedro Silva Pereira e Vieira da Silva), recusou-se a falar aos jornalistas.
Na versão transmitida por José Manuel Fernandes, notou-se que o programa de assistência financeira desenhado pelo então primeiro-ministro, José Sócrates, em maio de 2011, "tinha objetivos que tiveram de ser revistos". 

"Agora, não podemos criticar as revisões pelo facto de se ter desenhado um programa com objetivos irrealistas e inatingíveis. As revisões só foram possíveis graças à credibilidade do atual Governo. As taxas de juro que pagamos agora permitem uma poupança de muitas centenas de milhões de euros", sustentou o eurodeputado do PSD.

Já o eurodeputado do CDS Diogo Feio referiu que gostaria que a delegação do anterior Governo tivesse integrado o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos.

"Os deputados da comissão [do Parlamento Europeu] não participaram na marcação da agenda, mas gostaria muito de ter ouvido a visão do professor Teixeira dos Santos. Seria uma versão muito relevante para o nosso trabalho", disse.


Diogo Feio defendeu também a utilidade do trabalho da delegação do Parlamento Europeu, sustentando que, para futuro, poderão terminar as diferenças entre o que dizem os responsáveis das instituições da 'troika' e que fazem depois os seus técnicos nas negociações com os governos dos países sob assistência financeira.

"Esse aspeto tem de ser tratado. Depois, penso que não pode haver uma receita única para todos os Estados-membros. Até 16 de janeiro, teremos tempo para apresentar as nossas emendas", referiu o dirigente do CDS.

A versão final do relatório da comissão do Parlamento Europeu sobre a atuação da 'troika' nos países sob assistência financeira deverá ser conhecida entre o final de março e início de abril.

Depois desta reunião com membros do anterior Governo português, a delegação do Parlamento Europeu terá esta tarde encontros com os parceiros sociais, com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa e com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

* José Socrates conjuga a vulgaridade com a peneirice e por causa dele entrámos numa crise profunda, a verdade é que o estilo de  governação de agora  é igual, houve mudanças de moscas.


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VOANDO POR UMA FENDA






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HOJE NO

"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Montepio mantém previsão de 
queda do PIB apesar de 
melhoria no retalho e indústria

Últimos indicadores económicos divulgados são positivos, mas insuficientes para alterar a estimativa do Montepio, que aponta para uma queda de 0,2% no PIB de Portugal no quarto trimestre. 
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O Montepio manteve inalterada a sua estimativa de queda de 0,2% no PIB português no quarto trimestre, contra os três meses anteriores, mesmo depois de terem sido divulgados indicadores económicos que “mostraram comportamentos mensais tendencialmente favoráveis”.

No final de 2014 o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que a produção industrial observou um acréscimo mensal de 1,4% em Novembro, mais do que revertendo a queda do mês anterior.

Já as vendas a retalho aumentaram 3,1% em termos mensais, “uma subida intensa, mas que não conseguiu reverter a queda acumulada nos dois meses precedentes”.

O Montepio cita ainda o aumento das vendas de automóveis, mas conclui que apesar destes dados terem sido “favoráveis”, eram também “aguardados”, “acabando, assim, por não colocar em causa as nossas perspectivas de um regresso da actividade económica às quedas no quarto trimestre de 2013”.

A confirmarem-se estas estimativas, a economia portuguesa regressará assim a uma contracção, depois de dois trimestres consecutivos de alta. “Os dados não vieram também alterar as nossas perspectivas relativamente ao perfil do crescimento económico no derradeiro trimestre de 2013, com a contracção da actividade a ser provocada pela diminuição da procura interna” refere o Montepio, antecipando que o investimento e o consumo privado serão “penalizados pelo anúncio de um incremento na austeridade no âmbito da Proposta de OE 2014, com as exportações líquidas, por sua vez, a acabarem por compensar, mas apenas parcialmente, a contracção da procura interna”.

O indicador compósito do Montepio para o consumo privado, aponta agora para um decréscimo entre 0,5% e 0,7%, “penalizado pela já referida dinâmica ligeiramente desfavorável das vendas de carros, mas essencialmente pelas vendas a retalho e pela também provável queda no consumo de serviços”.

O banco assinala que esta estimativa é feita ainda com muita informação em falta para o quarto trimestre e surge depois do consumo privado ter crescido 1,1% em cadeia no terceiro trimestre. 

* A melhoria dos retalho e indústria não está consolidada, a queda do PIB até pode ser um pouco maior.


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FOTOS COM 
REBELDIA
















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HOJE NO
"DESTAK"

Centro de Nanotecnologia de
. Famalicão criou meias com
. medicamentos para varizes 

 Meias que libertam medicamentos para tratamento de doenças venosas ou azulejos que funcionam como interruptores são duas das criações do Centro de Nanotecnologia de Famalicão, que já exporta "inovação portuguesa" um pouco para todo o mundo, foi hoje anunciado. 


Criado em 2006 por três universidades e três centros tecnológicos, o Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CeNTI) de Famalicão registou, nos últimos três anos, 16 patentes, estando na calha mais 20 para 2014.

 "O que nos diferencia de outros centros é que nós desenvolvemos tecnologia a pensar nas empresas que temos, os nossos projetos nascem por encomenda das empresas", explicou o diretor executivo do CeNTI.

* Inteligência portuguesa a destacar-se!


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ARROZ DE BRAGA





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HOJE NO
"i"

Conheça os bancos onde os seus
. depósitos estão protegidos

Big e Best são considerados os bancos mais seguros. Já o Banif é encarado como uma das instituições financeiras a evitar

Quer investir o seu dinheiro num depósito a prazo e não sabe qual o banco que deverá escolher? Antes de decidir não olhe só para a taxa de juro oferecida. Há outros cuidados que deve ter, já que há instituições financeiras mais expostas ao risco do que outras. Pelo menos é esta a conclusão de um estudo realizado pela Associação Portuguesa de Consumidores (Deco) depois de ter feito uma ronda pelos vários bancos. "Analisámos os bancos que propõem depósitos aos particulares com intuito de aferir o risco. Chegámos à conclusão que existem três grupos de depósitos bancários: os mais seguros, os de risco aceitável e os que são de evitar". No entanto, a associação lembra que "todos, incluindo até os do último grupo, estão abrangidos por um mecanismo de protecção que assegura os valores depositados". 
 
DE CONFIANÇA

Pela análise feita, a entidade concluiu que o Big e o Best Bank são os dois bancos mais seguros e, ao mesmo tempo, também aparecem como os mais generosos no pagamento de juros. "Não há dúvida que são bons destinos para as suas aplicações de curto prazo", alerta a associação. Já na cauda da classificação surge o único banco no qual deve evitar constituir depósitos, devido a um risco elevado: o Banco de Caja España de Inversiones, Salamanca y Soria, que opera em Portugal com a marca Caja Duero. A explicação é simples: o banco fechou o ano passado com capitais próprios negativos, o que significa que está em falência técnica. 

Também o Banif, no entender da Deco, é um banco a evitar tendo em conta o balanço de 2012. "Embora o rácio de solvabilidade estivesse acima do limite mínimo, os restantes três indicadores ficaram abaixo dos valores aceitáveis. Entretanto, após o Estado ter entrado directamente no seu capital, tornando--se accionista, os indicadores do Banif melhoraram substancialmente e o banco passou para o grupo dos depósitos de risco aceitável", diz 

Fundo de garantia  
A verdade é que os depósitos nos bancos portugueses estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que protege o valor depositado até um montante de 100 mil euros por depositante. A maioria das Caixas de Crédito Agrícola participa de um sistema próprio: o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo, que também protege até 100 mil euros por depositante. Mas nem tudo é assim tão simples: há bancos estrangeiros a operar em Portugal, cujos sistemas de garantia de depósitos são diferentes dos dos portugueses. "É o caso dos depósitos constituídos no Barclays, que beneficiam da garantia de reembolso prestada por um fundo britânico, no Deutsche Bank, abrangido pelo sistema alemão, e no PrivatBank, que participa no da Letónia. As instituições espanholas Caja Duero e Novagalicia Banco fazem parte de dois sistemas espanhóis de protecção diferentes", salienta a associação. 

No entanto, e devido às regras europeias, todos os depósitos nestes bancos estrangeiros estão também garantidos até 100 mil euros. No Barclays, a protecção é até 85 mil libras por titular, o equivalente a cerca de 101 mil euros. "Embora o limite de protecção seja o mesmo, na prática, as distâncias podem dificultar a resolução e, em rigor, a segurança pode não ser a mesma". Por isso mesmo, e para evitar desagradáveis surpresas, a Deco aconselha: "antes de fazer o depósito leia a Ficha de Informação Normalizada que o banco tem de lhe entregar. Tenha atenção à garantia do capital e à possibilidade de mobilização antecipada e respectiva penalização no rendimento". 

Riscos 
 O certo é que, apesar de a segurança estar controlada pelos fundos de garantia, também estes podem vir a tornar-se insolventes ou incapazes de satisfazer todos os seus compromissos em caso da falência de um dos maiores bancos. "Actualmente, o Fundo de Garantia de Depósitos português recebe contribuição dos bancos para o dotar de fundos necessários no caso de ser preciso accioná-lo. Porém, o montante disponível no fundo pode não ser suficiente para salvar os depositantes de um grande banco. No relatório de 2011 do Fundo de Garantia de Depósitos (o último publicado), os seus administradores revelam que o dinheiro disponível em caso de emergência cobria 1,3% dos depósitos abrangidos pela protecção. Dos números publicados é possível deduzir que, caso um dos cinco maiores bancos vá à falência, não haverá dinheiro suficiente para todos os depositantes", salienta a associação. 

A mesma lembra, no entanto, que é possível que, caso os depósitos de um banco fiquem indisponíveis, o governo possa intervir de forma a minimizar o impacto nas famílias. "Naturalmente, a solução dependeria da dimensão da instituição financeira", salienta a Deco. 

Para evitar dissabores para situações acima dos 100 mil euros, reparta por mais do que um banco ou coloque outro titular de conta em cada instituição financeira. Se a sua conta tiver dois titulares, a protecção sobe para 200 mil euros. "Mas a garantia não é absoluta, pelo que além de comparar as condições de rendimento e de liquidez que são oferecidas por cada banco, deve também ponderar a escolha da instituição para constituir depósitos", conclui a Deco, acrescentando ainda que "de acordo com a análise que fizemos, há diferenças significativas e existe um banco a evitar dado o risco elevado dos seus depósitos. Nos restantes casos, compare as condições entre os vários bancos, nomeadamente o rendimento, a possibilidade de mobilização antecipada e a respectiva penalização nos juros. Se, todavia, não pretender mudar de banco, então procure negociar as melhores condições na instituição na qual já é cliente, embora o nosso teste prático revele que actualmente é muito difícil negociar".

* As informações da DECO são criteriosas.



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