21/11/2013

MANUELA ARCANJO

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Masoquismo, milagres
e delírios

Num grau superior de delírio estará a afirmação da ministra das Finanças sobre a exequibilidade de Portugal sair do actual resgate financeiro à semelhança da Irlanda, sem qualquer apoio ao financiamento no mercado.

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Nas últimas semanas tem-se verificado quer a entrada no discurso político de expressões curiosas como seja o milagre económico e o masoquismo dos portugueses, quer a produção de afirmações que só podem ser explicadas por estados, desejavelmente transitórios, de delírio.

O termo masoquismo foi proferido pelo Presidente da República (PR) quando se referiu a todos aqueles que consideram que a nossa dívida pública não é sustentável num quadro económico de estagnação ou de fraco crescimento económico. Duas razões podem justificar a expressão usada pelo PR, economista de formação. Por um lado, pode ter havido um simples lapso de vocabulário. Por outro, o PR e os seus assessores económicos podem desconhecer que existem modelos económicos que permitem prever, com reduzida incerteza, a evolução a prazo da dívida pública perante hipóteses alternativas do desempenho da economia, incluindo as adoptadas pelo Governo.

Donde, a chave para um processo de desaceleração da dívida pública radica num crescimento mais expressivo da economia e, claro, na redução das necessidades de financiamento, seja por via do défice público seja pelas operações não orçamentadas, mas que todos temos pago (caso, por exemplo, do BPN).

Mas talvez o PR apenas tenha conseguido antecipar o milagre económico identificado pelo ministro da Economia. Fora a má escolha da palavra, já que a economia é uma ciência não conduzida por mão divina, o que estaria em causa seria a saída da recessão. Os indicadores divulgados pelo INE são positivos, claro, mas devem ser interpretados com toda a prudência. Por um lado, referem-se a um período com forte contributo do sector do turismo e das exportações em combustíveis que pode não ser sustentável. Por outro, ignoram os dados relativos a um abrandamento do crescimento económico da Zona Euro e ao próprio efeito recessivo do Orçamento do Estado para 2014.

Mas pensando bem, poderemos ter um milagre no próprio OE: não se consegue evitar um corte retroactivo de 100 M€ nas pensões de sobrevivência, mas aparece uma folga orçamental superior ao dobro daquele valor para novas escolas com contrato de associação. Não teria sido preferível, em nome da boa gestão dos dinheiros públicos, avaliar as existentes e a sua fundamentação?

Mas, infelizmente, também temos tido afirmações que ultrapassam os limites da racionalidade e da honestidade intelectual.

Temos o ministro da Saúde a afirmar que a situação financeira do sector está controlada quando o valor da facturação em dívida tem continuado a aumentar; a comprovação de que uma das maiores operações de desorçamentação realizadas em Portugal foi um insucesso surgirá quando o governo tiver de reclassificar os hospitais com estatuto empresarial no perímetro das administrações públicas.

Num grau superior de delírio estará a afirmação da ministra das Finanças sobre a exequibilidade de Portugal sair do actual resgate financeiro à semelhança da Irlanda, sem qualquer apoio ao financiamento no mercado. Ora, apenas não teremos um segundo resgate pelo facto de a Troika necessitar de isolar o insucesso grego. Mas teremos um qualquer programa cautelar que exigirá a continuidade da austeridade.

Nada há a acrescentar, são os actuais actores políticos portugueses.

Professora universitária (ISEG) 
e investigadora. Economista. 

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
19/11/13

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10.UNIÃO




EUROPEIA




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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Chairman da Google acredita 
que a censura pode ser 
“eliminada numa década”

Eric Schmidt prevê que a censura ao nível mundial possa terminar numa década. Chairman da Google defende ainda que a encriptação vai ajudar as pessoas a ultrapassar a vigilância governamental.
Eric Schmidt, chairman da Google, considera que a censura, ao nível mundial pode terminar numa década. Numa palestra realizada ontem – dia 20 de Novembro – na Universidade Johns Hopkins, nos EUA, o responsável sustentou que acabar com a censura, em países como a China, pode ser possível permitindo que todos tenham acesso à Internet e protegendo as comunicações contra a espionagem, escreve a Reuters.

“Em primeiro lugar [os países] tentam bloquear-nos. Em segundo, tentam infiltrar-se. Em terceiro, nós vencemos. Penso realmente que é assim que funciona porque o poder está a mudar”, afirmou Eric Schmidt. “Acredito que há a oportunidade de eliminarmos a censura, e a possibilidade de censurar, numa década”, acrescentou.

Limites à liberdade de expressão
O responsável da Google há muito que vem falando sobre as limitações à liberdade de expressão em vários países.

Eric Schmidt viajou para a Coreia do Norte – um dos países mais fechados do mundo – no início deste ano a título pessoal. Na sequência desta viagem, Schmidt afirmou, à época, que “falhou” na sua missão de tentar lançar as bases que permitam o acesso à Internet naquele território, contudo, o responsável não descarta a possibilidade de voltar a tentar.

“Do meu ponto de vista, se conseguirmos alguma conectividade [na Coreia do Norte], depois pode haver uma abertura no país e a Coreia do Norte pode começar a entender os outros sistemas” políticos e económicos que existem, sinalizou o responsável, após a visita aquele país.

São vários os países que impõe restrições à liberdade de expressão. A China, que está a tentar alterar as suas políticas, é um desses casos. Recentemente, no passado dia 15 de Novembro, vários meios de comunicação internacionais avançaram que a China tinha bloqueado os sites da Reuters e do Wall Street Journal, na versão em mandarim. A versão em inglês, quer da Reuters quer do Wall Street Journal, estava, contudo, a funcionar com normalidade.

A explicação para este bloqueio, segundo vários meios de comunicação mundiais, deve-se facto de ter sido noticiado a existência de ligações entre o banco norte-americano JP Morgan Chase e a filha do antigo primeiro-ministro Wen Jiabao. Wen Ruchun, filha do ex-governante, trabalhava como consultora neste banco, utilizando o nome de Lily Chang. A notícia foi, inicialmente divulgada pelo “The New York Times” e posteriormente, lançada pela Reuters, alcançando uma escala global.

Esta não foi a primeira vez que a China impediu o acesso à conteúdos da Internet.

Encriptar informação
Depois de Edward Snowden ter sinalizado que a NSA (a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) pode ter acedido às comunicações da Google – e de outras empresas de comunicação – para reunir informações, Schmidt defendeu ontem que, se isso de facto aconteceu, é um ultraje e potencialmente uma ilegalidade. “A solução para a vigilância governamental é encriptar toda a gente”, sublinhou, segundo a Reuters.

Recentemente, e de acordo com a Reuters, a Google tem vindo a aumentar a complexidade das chaves de encriptação. “É claro para mim que a vigilância governamental, e a forma como os governos estão a fazê-lo, vai manter-se de alguma forma. Isto porque é a maneira dos cidadãos se expressarem e os governos vão querer saber o que fazem os cidadãos”, afirmou.

* Espionagem, contra espionagem e fazem dos povos produtos de contrabando.

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MIXÓRDIA



VAI BEBÊ-LA?



VAI ENRIQUECER QUEM


INSULTA OS PORTUGUESES?





SEJA ORGULHOSAMENTE


PORTUGUÊS




PASSE A MENSAGEM, 



NÃO BEBA! 



A P...I QUE OS PARIU!!


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1- A VIDA SECRETA


DOS PÁSSAROS






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HOJE NO
"DESTAK"

Estudo identifica língua portuguesa como "idioma para o futuro" no Reino Unido 

O Português foi considerado como um dos 10 idiomas estrangeiros mais importantes nos próximos 20 anos no Reino Unido, segundo um estudo do instituto British Council, divulgou hoje o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.
 
CAMPEONATO DE LÍNGUA PORTUGUESA
"Pela primeira vez, a língua portuguesa integra esta espécie de pequena lista das línguas consideradas 'vitais' num horizonte temporal de 20 anos, partilhando esse estatuto com o Espanhol, Árabe, Francês, Mandarim, Alemão, Italiano, Russo, Turco e Japonês", sublinhou o instituto português, num comunicado. 

No relatório "Languages for the Future" (Línguas para o Futuro), que analisa as prioridades linguísticas do Reino Unido, é referido que a seleção de idiomas baseia-se "em fatores económicos, geopolíticos, culturais e educacionais, incluindo as necessidades das empresas do Reino Unido no que respeita aos seus negócios com o exterior, as prioridades diplomáticas e de segurança e a relevância na Internet", indicou a mesma nota informativa.

* A língua portuguesa é fonte de cultura.

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Madonna



Justify My Love





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