21/11/2013

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HOJE NO
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Malala, “ícone global”, recebe
 Prémio Sakharov em Estrasburgo

Mais de duas dezenas de antigos laureados compareceram à cerimónia, em que o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, lhe chamou "ícone global"

Quando o júri do Prémio Sakharov para a Liberdade de Expressão se reuniu para escolher o laureado deste ano, a decisão foi unânime: Malala Yousafzai, atirada para o estrelato internacional há pouco mais de um ano depois de ter sido atacada pelos talibãs no vale do Swat, Noroeste do Paquistão, era uma escolha óbvia. Facto que Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, escolheu sublinhar ontem na cerimónia de entrega do prémio à jovem paquistanesa, agora com 16 anos, em Estrasburgo.

Foi uma das entregas mais concorridas de sempre, com centenas de pessoas a vaguear pelos corredores à espera da oportunidade de avistar a jovem que foi baleada na cabeça pelos talibãs a 9 de Outubro de 2012, quando regressava da escola, por defender publicamente o direito das raparigas à educação.

Como noutras entrevistas e discursos, Malala escolheu começar por agradecer a Deus, o mesmo Deus invocado pela milícia fundamentalista para a atacar. Esse facto era sublinhado, horas antes, por Taslima Nasreen, feminista secular laureada com o mesmo prémio há 19 anos, que pareceu ter sido a única céptica entre os presentes.

Nasreen queria encontrar-se com Malala para lhe falar sobre secularismo e o perigo de defender publicamente uma religião que oprime as mulheres numa altura em que a jovem que sonha ser política se tornou famosa nos quatro cantos do mundo. Mas nem Nasreen nem os jornalistas tiveram hipótese de conversar com a paquistanesa, que entrou à pressa e saiu a correr, falhando até a conferência de imprensa marcada antecipadamente para depois da entrega do prémio, no valor de 50 mil euros.

Aplaudida com entusiasmo pelas poucas dezenas de pessoas que conseguiram um lugar no plenário (muitas ficaram de pé, à maioria foi recusada entrada), Malala começou por citar Voltaire - "Posso não concordar com as vossas opiniões, mas defenderei até à morte o vosso direito a tê-las" -, dedicando o prémio "aos heróis desconhecidos do Paquistão" e pedindo depois ao Parlamento Europeu que "olhe para fora da Europa" e ajude "os 57 milhões de crianças que precisam de nós e que não querem um iPhone, uma X-Box, uma PlayStation ou chocolates, mas sim um livro e uma caneta". Os presentes fotografam-na com os seus iPads.

Aniversário
Malala foi o centro das atenções, mas não a única estrela do passeio Sakharov em Estrasburgo. A concorrida cerimónia coincidiu com os 25 anos do prémio, criado em honra do cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov.

Ao lado de Nasreen, o dissidente chinês Wei Jingsheng, vencedor do Sakharov em 1996 e várias vezes nomeado para o Nobel da Paz, falou com os jornalistas sobre o prémio e a forma como a sua vida mudou com ele. "Assim que o recebi o governo chinês expulsou-me. Eu queria vir para a Europa, mas forçaram-me a ir para os Estados Unidos, onde ainda vivo." Com Nasreen a história repetiu-se: o governo do Bangladesh acusou-a de insultar o islamismo e expulsou-a para a Índia. Lá seria perseguida, o que a levou a fugir para a Suécia, onde conseguiu a cidadania, apenas para acabar por voltar a Nova Deli com garantia de protecção do governo indiano.

Ao longo da manhã, nos corredores de Estrasburgo, outros laureados fizeram as delícias de eurodeputados, funcionários e visitantes, a começar por Guillermo Fariñas, dissidente cubano cujo ar saudável contrasta com as famosas fotografias que lhe foram tiradas em plena greve de fome no ano seguinte a ter recebido o Sakharov (2010), quando ainda estava detido por se opor ao regime cubano. Ao seu lado, Berta Soler brilhava de branco, em honra do movimento de mulheres que se manifestam todos os domingos pela libertação de presos políticos, laureada com o mesmo prémio em 2005. "Fariñas e eu", diria ao i a fundadora do Damas de Blanco numa conversa rápida, "continuamos a ser alvo de repressão. Nada mudou com Raúl Castro".

Entre os mais de 20 laureados que compareceram à entrega do prémio a Malala contaram-se ainda Xanana Gusmão, actual primeiro-ministro de Timor-Leste, a quem o PE atribuiu o prémio em 1999, e Christophe Deloire, a representar os Repórteres sem Fronteiras, grupo laureado em 2005 juntamente com Soler. Em falta estiveram as estrelas maiores do firmamento Sakharov, Nelson Mandela e Aung San Suu Kyi.

* A dignidade no sofrimento!

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 Halloween na NASA






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HOJE NO
"A BOLA"

Uruguai carimba último bilhete 
para o Brasil (todos os apurados)

O Uruguai foi a última seleção a confirmar o apuramento para o Campeonato do Mundo do Brasil. Lotado, o Estádio Centenário, em Montevideu, pediu golos mas Luis Suárez e Edinson Cavani ficaram em branco (0-0), valendo goleada (5-0) na Jordânia para carimbar apuramento tranquilo para a fase final do Mundial.

Maxi Pereira, lateral do Benfica, esteve muito interventivo e participou em algumas das várias jogadas perigosas da equipa de Óscar Tabarez que quase resultaram em golo. A Jordânia também dispôs de boas ocasiões para marcar mas esteve longe de ameaçar o apuramento dos uruguaios.

Também esta quarta-feira, o México, que tinha vencido na primeira “mão” por 5-1, voltou a bater a Nova Zelândia, desta feita por 4-2, selando igualmente a presença no Campeonato do Mundo.

Lista das 32 seleções apuradas:

Europa: Portugal, Espanha, Holanda, Itália, Bélgica, Suíça, Alemanha, Bósnia, Rússia, Inglaterra, Grécia, Croácia e França.América do Sul: Brasil (anfitrião), Argentina, Colômbia, Chile, Equador e Uruguai.África: Nigéria, Costa do Marfim, Camarões, Argélia e Gana.Ásia: Japão, Austrália, Irão e Coreia do Sul.CONCACAF: Estados Unidos, Costa Rica, Honduras e México.

* Foi uma longa caminhada.

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DOUTRO SÉCULO


 3.AUTO CARAVANAS
VINTAGE


As moto casa devem ter tido origem no Reino Unido, com a necessidade de viajar, comer e repousar sem grandes complicações,  mas foi nos EUA que se deu a grande "explosão de modelos" a partir dos ano 20 do século passado.


As primeiras autocaravanas apareceram por iniciativa de privados, e ainda hoje se podem ver alguns exemplos de clássicos dos anos 20 e 30 aos quais, partindo de um vulgar veículo de transporte, se tentou juntar a funcionalidade de casa móvel.
IN "O portal campingcarPortugal"



Muitos "caixeiros-viajantes" da época viajavam e vendiam os seus produtos no vasto´e inóspito território americano, reduzindo despesas de instalação habitando no veículo que de dia transformavam em loja, neste exemplo estúdio  fotográfico.



Para a pratica do autocaravanismo é essencial a utilização de uma autocaravana, que é basicamente uma caravana colocada com adaptação industrial sobre um chassis de um portador, como é o caso dos furgons comerciais mais comuns, ou de um veículo similar.


O autocaravanismo constitui uma modalidade híbrida de turismo, que se pode processar com estacionamento para pernoita de modo livre, ou seja em qualquer local não proibido, ou em locais especialmente adequados para o efeito, incluindo parques de campismo.


As forças de segurança da época também usavam auto-caravanas como postos móveis de proximidade às populações


Hoje apresentámos modelos históricos representativos dos primórdios da construção das autocaravanas até à inovadora Kombi que fizeram as delícias dos modernaços da época, as imagens são pitorescas.

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HOJE NO
"PÚBLICO"

Só a Grécia gasta menos que Portugal 
nos cuidados continuados de saúde

Portugal é, depois da Grécia, o segundo país que menos dinheiro público gasta nos cuidados continuados de saúde, de acordo com os dados da OCDE que comparou este indicador em 26 países.


Os números fazem parte do relatório Health at a Glance 2013, cujos dados preliminares tinham sido avançados em Junho pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), tendo o relatório final sido agora publicado.
No campo em concreto dos cuidados de longo termo, em 2011, Portugal gastou 0,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) nesta área em termos de despesa pública, surgindo quase empatado com a Estónia e Hungria, que só por centésimas estão melhor. Pior apenas está a Grécia. Logo após a Hungria vem a República Checa, Polónia, Israel, Coreia do Sul, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Eslovénia, Luxemburgo, Áustria, Canadá, Nova Zelândia, Suíça, Islândia, Japão, França, Bélgica, Finlândia e Dinamarca.

Os três países no topo da tabela são a Holanda, que ocupa o primeiro lugar com 3,7% do PIB, mas que agrega além da despesa pública em saúde a despesa com o lado social, que é apresentada de forma separada, e de que há dados para apenas nove dos 26 países (Portugal é um dos que fica de fora). Segue-se a Suécia com 3,6% e a Noruega com 2,4%. No caso da Suécia a despesa social tem um peso de mais de dois terços.

Necessidades vão continuar a crescer
No documento, a OCDE explica que a despesa com os cuidados continuados disparou nos últimos anos na maior parte dos países e é expectável que continue a crescer com o envelhecimento da população. A organização destaca as assimetrias no investimento entre países, dizendo que apesar de as diferenças entre Holanda ou Suécia e Portugal ou Grécia reflectirem distintas estruturas na população, demonstram sobretudo diferentes níveis de desenvolvimento entre “sistemas de cuidados continuados formais, por oposição a formais mais informais baseadas sobretudo em tratamentos providenciados por familiares não remunerados”.


A OCDE analisa, ainda, a taxa de crescimento anual da despesa pública nos cuidados continuados entre 2005 e 2011 e aqui percebe-se que, apesar de Portugal estar na cauda da lista em termos do PIB, foi dos que mais cresceu, conseguindo 14,4%, logo após a Coreia do Sul que obteve 43,9%.
Neste campo a OCDE apresenta também dados sobre os profissionais que trabalham na área dos cuidados continuados e o número de camas afectas a esta área nas instituições e hospitais, mas Portugal não é incluído nessa lista.

O PÚBLICO tentou ouvir a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Inês Guerreiro, até ao momento sem sucesso.

Mais camas até ao fim do ano
Os dados dizem ainda respeito a 2011 mas, ao longo de 2013, o Ministério da Saúde tem vindo a aumentar a oferta da área dos cuidados continuados – com alguns atrasos que têm merecido críticas por parte da oposição, que também acusa a tutela de estar a reduzir o número de camas em relação ao inicialmente prometido.

Até ao final deste ano a tutela prometeu abrir cerca de 30 unidades de cuidados continuados, com um total de cerca de 800 camas. São menos lugares de internamento do que aquilo que chegou a ser anunciado no início do ano (1169 camas), mas vão permitir aumentar de forma significativa a resposta nesta área tão carenciada. As unidades que vão começar a funcionar foram construídas por Misericórdias e outras instituições de solidariedade social. Algumas estavam prontas desde o ano passado e só permaneceram encerradas por falta de verbas.

Só neste ano, o custo de funcionamento destas novas estruturas totalizará cerca de sete milhões de euros, verba que deverá duplicar no próximo ano. De acordo com um despacho publicado em Julho, a maior parte dos lugares de internamento pertence a equipamentos destinados a longa duração, e Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais novos lugares (280). Desta forma o número total no país aproxima-se das 6500 camas.

No início de Novembro a tutela também publicou em Diário da República que cerca de metade do valor das receitas dos jogos sociais atribuído ao Ministério da Saúde irá financiar, em 2014, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Despesa transferida para as famílias
Em geral, o relatório Health at a Glance 2013 olha para vários indicadores e tira uma fotografia global aos impactos da crise na saúde, referindo que em Portugal, apesar dos cortes, a situação não está a ter um impacto muito forte, apenas com ligeiros aumentos dos tempos de espera nas cirurgias. Contudo, no campo da despesa, a redução das verbas públicas está a transferir muitos dos custos para o bolso das famílias.


Em 34 países, Portugal está entre os cinco que mais cortaram na despesa pública em saúde per capita entre 2009 e 2011 e as famílias portuguesas tornaram-se nas quartas a gastar mais dos seus rendimentos. Em 2011 as famílias portuguesas gastavam 4,3% do seu bolso em saúde quando a média da OCDE era 2,9%.

Do lado positivo há a queda no consumo do tabaco e do álcool, assim como a redução de acidentes rodoviários – indicadores também atribuídos ao menor poder de compra. No campo da mortalidade, as doenças cerebrovasculares continuam a matar mais que noutros países, mas com uma tendência progressiva de melhoria.

* Mais um capítulo do miserabilismo nacional numa área em que reduzir despesas pode não ser uma poupança.

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EM PELO





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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Milhares de polícias 
concentradosem Lisboa para 
"maior manifestação de sempre"

Milhares de elementos das forças e serviços de segurança já estão concentrados no Largo do Camões, em Lisboa, para participar numa manifestação que dizem que vai ser "a maior de sempre".

Elementos da PSP, GNR, SEF, guardas prisionais, ASAE, Polícia Marítima, Polícia Judiciária e polícias municipais participam na manifestação que vai realizar-se entre o Largo de Camões e a Assembleia da República.

Segundo o vice-presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Manuel Morais, 50 autocarros de todo o país transportaram os polícias para participarem no protesto.

 O responsável sindical disse à Agência Lusa que o protesto vai ser "o maior de todos os tempos", uma vez que houve uma mobilização de todas as estruturas que congregam associações e sindicatos das forças e serviços de segurança.

Manuel Morais adiantou que "a desmotivação" e "as dificuldades são fortemente sentidas pelos polícias" pelo que aguarda uma forte participação no protesto.
Os manifestantes empunham bandeiras das várias associações e sindicatos, sendo as mais visíveis as da PSP e as da GNR.

Os polícias, espaçadamente, vão gritando "Passos escuta, os polícias estão em luta" e "Polícias, unidas, jamais serão vencidas".
Polícias de todo o setor da segurança interna participam, pela primeira vez em conjunto, numa manifestação nacional, em Lisboa, para contestar os cortes previstos no Orçamento do Estado para o próximo ano.

O protesto é organizado pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que congrega a GNR, PSP, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Polícia Marítima, Guardas Prisionais e Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) -, mas vai contar também com a presença de inspetores da Polícia Judiciária e elementos das polícias municipais.

Para o secretário nacional da CCP, Paulo Rodrigues, a participação de todo o setor deve "merecer particular atenção por parte do Governo".
Esta mobilização significa, segundo o dirigente, que os orçamentos previstos para o setor da segurança interna "podem pôr em causa não só a questão socioprofissional, mas também o funcionamento das instituições".

Os profissionais das forças e serviços de segurança protestam contra os cortes previstos nos vencimentos e nos orçamentos das próprias instituições policiais em 2014.

* Como podemos ter boas polícias se o governos atira os seus elementos para os braços da corrupção.

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