18/10/2013

.

HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Autor do livro "Austeridade" diz que o
. Orçamento português é inútil

Mark Blyth, professor de Economia Política, e autor do livro "Austeridade - uma ideia perigosa", lançado hoje em Portugal, disse à Lusa que os cortes orçamentais anunciados pelo Governo de Passos Coelho não servem para nada.

"[Os cortes orçamentais] São totalmente inúteis. O problema é a forma como os bancos portugueses e a economia portuguesa estão agarrados a um sistema monetário que tem um banco central mas não dispõe de um sistema de coleta de impostos (a nível Europeu) capaz de resolver o problema. Podem espancar a despesa pública portuguesa até a rebaixarem a 'níveis neolíticos'. É como instalar uma instituição bancária na Idade da Pedra. Não resolve o problema. O que estão a fazer é totalmente inútil", disse à Lusa Mark Blyth a propósito dos cortes orçamentais anunciados pelo Governo português.


O escocês Mark Blyth, professor de Economia Política no departamento de Ciência Política da Universidade de Brown, em Providence, Estados Unidos, é autor do livro "Austeridade - uma ideia perigosa" em que defende que as medidas drásticas não são adequadas para a solução da crise económica.

"Quando tudo começou a arrebentar em 2007 e 2008 ficámos a saber tudo sobre as fragilidades das economias do sul da Europa, mas também sobre o elevado nível de endividamento do sistema bancário e que esteve escondido durante mais de uma década", disse o académico, sublinhando que as medidas impostas pelos governos dos países expostos à crise não fazem sentido porque apenas servem o sistema bancário em crise.

"O que são necessárias são políticas - caso contrário - a mobilidade laboral vai tentar afastar o problema justificando-a como uma medida económica afastando as pessoas com qualificações que simplesmente vão abandonar os países. E depois quem paga os impostos?", questiona Mark Blyth, recordando que na Irlanda milhares de académicos já abandonaram o país.

Para o professor de Economia Política, pressionar o sistema com austeridade "como se fosse um estilo de vida" só pode dar maus resultados e a crise não pode ser solucionada enquanto se tenta resolver, "ao mesmo tempo", uma crise bancária "através de reformas governamentais, porque uma coisa não tem nada que ver com a outra".

"A austeridade é uma forma de deflação voluntária em que a economia se ajusta através da redução de salários, preços e despesa pública para 'restabelecer' a competitividade, que (supostamente) se consegue melhor cortando o Orçamento do Estado, promovendo as dívidas e os défices" (página 16), escreve Blyth no livro "Austeridade - uma ideia perigosa", realçando que não se verificam à escala mundial casos que tenham sido solucionados com políticas de austeridade.

"Os poucos casos positivos que conseguimos encontrar explicam-se facilmente pelas desvalorizações da moeda e pelos pactos flexíveis com sindicatos (...) A austeridade trouxe-nos políticas de classe, distúrbios, instabilidade política, mais dívida do que menos, homicídios e guerra" (páginas 337-338), escreve o autor.

"Mas também é uma ideia perigosa porque o modo como a austeridade está a ser apresentada, tanto pelos políticos como pela comunicação social - como o retorno de uma coisa chamada 'crise da dívida soberana' supostamente criada pelos Estados que aparentemente 'gastaram de mais' - é uma representação fundamentalmente errada dos factos", defende Blyth.

Como alternativa, o autor da investigação defende a "repressão financeira" assim como um esforço renovado na coleta de impostos "sobre os mais ganhadores", a nível mundial, assim como a procura de riqueza que se encontra "escondida em offshores" e que os Estados "sabem" onde está.

"Na verdade, um novo estudo da Tax Justice Network calcula que haja 32 mil biliões de dólares, que é mais duas vezes o total da dívida nacional dos Estados Unidos, escondidos em offshores, sem pagar impostos" (página 358), conclui Mark Blyth no livro "Austeridade - A história de uma ideia perigosa" (editora Quetzal, 416 páginas).

* Fala quem sabe, mas nós, os comezinhos portugueses, só por aquilo que vemos chegámos à mesma conclusão!

.
.
MARKETING 
NO METRO 

 Promoção da Nintendo DS no exterior duma carruagem de metro no Japão


 Simulação, através de pintura, de inundação da estação do metro "Cantagalo" no Brasil

Sofás do Ikea em carruagem de metro japones

Óculos Rayban numa carruagem madrilena

Estação de metro transformada em relvado para a marca  Dairy Fresh Meadow
Dairy Fresh Meadow
Dairy Fresh Meadow
Dairy Fresh Meadow


Batata frita de pacote Lays

Promoção do filme Mad Men em Nova York

Ikea volta a decorar desta vez no metro de Paris

Promoção a um ginásio

Promoção a uma estância de turismo de inverno


.
.
HOJE NO

"CORREIO DA MANHÃ

Vendidos menos 470 mil livros
 que em 2012

Quebra de 5% nas vendas não se reflete da mesma forma nas receitas, que recuaram apenas 1% (um milhão). No terceiro trimestre até subiram 2%

De janeiro a setembro foram vendidos 8,9 milhões de livros em Portugal (excluindo manuais escolares), o que representa uma redução de 5% face aos mesmos meses de 2012, revelam os números da GfK Portugal, que refletem uma cobertura estimada entre os 75% e os 80% das vendas do mercado nacional de livros não escolares. Contas feitas, nos primeiros nove meses do ano, foram comprados em Portugal menos 470 mil livros, um recuo superior a 50 mil exemplares por mês. 

Neste período, as editoras faturaram cerca de 97 milhões de euros, uma quebra de 1% (aproximadamente uma perda de um milhão de euros). Como a queda nas vendas é superior à descida da faturação, isto significa que, em média, cada livro foi comprado por um preço superior ao do ano passado.

Esta tendência é comprovada pelos números do terceiro trimestre do ano (de julho a setembro). Nestes meses foram vendidos cerca de três milhões de exemplares de livros em Portugal, um recuo de 6% em comparação com o período homólogo. Contudo, nos mesmos meses, as receitas subiram 2% (cerca de 700 mil euros), para um total de 35 milhões.
A diminuição da compra de livros já se tinha verificado em 2012, quando o mercado vendeu menos um milhão de unidades. No total, no ano passado foram comprados 13,65 milhões de livros, com um volume de negócios superior a 149 milhões de euros. Um montante que representa uma quebra de 9% (mais de 15 milhões) face a 2011. 

* Menos leitura, menos cultura, menos liberdade.

.
.


CORAGEM E



PERÍCIA





.
.
HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Grupos organizados lucram 
milhares de milhões de dólares... 
Mais de 800 mil pessoas são vítimas 
de tráfico todos os anos 

Mais de 800 000 pessoas no mundo são vítimas de tráfico todos os anos, prática liderada por grupos organizados que lucram milhares de milhões de dólares com a exploração de pessoas, denunciou hoje a Organização Internacional das Migrações. 

A agência das Nações Unidas assinalou ainda que os países que tradicionalmente eram considerados como lugares de destino, como o Reino Unido, são neste momento também países de origem das vítimas de tráfico humano. Estes dados são divulgados por ocasião do Dia Internacional Contra o Tráfico de Seres Humanos, hoje assinalado. 


 Segundo a Organização Internacional das Migrações (OIM), organismo que luta contra o tráfico humano desde 1994, o número de vítimas de exploração sexual, laboral e de mendigagem forçada tem vindo a aumentar. Em 2012, a organização, que promoveu mais de 900 projetos em cerca de 100 países, prestou assistência direta a 6.499 vítimas de 89 nacionalidades diferentes em todo o mundo. A OIM também ajudou mais de 20.000 imigrantes vítimas de tráfico de seres humanos e de outras formas de exploração. 

 Para promover a contratação legal e ética de trabalhadores e impulsionar a redução da exploração de imigrantes e do trabalho forçado, a OIM patrocinou a criação de um consórcio internacional, o Sistema Internacional de Recrutamento Ético (IRIS, na sigla em inglês), que pretende estabelecer um processo de seleção e normas de contratação justas. 


 Neste âmbito, a agência das Nações Unidas lançou uma campanha de sensibilização, intitulada “Consumo Responsável”, que pretende consciencializar os consumidores sobre a origem dos produtos que compram.

* Numa palavra, ESCRAVATURA.
Enquanto houver governos que promovam eles próprios a escravatura serão sempre insuficientes as boas vontades das pessoas e organizações, apesar do grande trabalho humanitário que efectuam.

.
.
 E TEM MUITO POR 
ONDE ESCOLHER

1


.
.

HOJE NO
" DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

90 mil acidentes e 382 mortos
 nas estradas este ano

Perto de 90 mil acidentes rodoviários ocorreram nas estradas portugueses este ano, registando-se um aumento de 585 em relação ao mesmo período de 2012, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). 
Em contrapartida, o número de mortos diminuiu 17,6 por cento este ano, tendo-se registado 382 vítimas mortais, contra os 464 do mesmo período de 2012, adianta a ANSR.


A Segurança Rodoviária, que reúne dados da PSP e da GNR, indica que, entre 01 de janeiro e 15 de outubro, registaram-se 89 765 acidentes com vítimas, mais 585 do que no mesmo período de 2012, quando ocorreram 89.180 desastres nas estradas portuguesas. Os distritos com mais acidentes e vítimas mortais são Lisboa, Porto, Aveiro e Braga.

Os feridos graves também diminuíram este ano, tendo sofrido ferimentos graves 1496 pessoas, menos 9,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Os 89 765 acidentes causaram ainda 27 854 feridos ligeiros, menos 349 do que em 2012.

* 311 acidentes  que causaram um morto e 5 feridos graves, dos quais muitos morreram, todos os dias neste país. É um atestado horrível sobre o grau de  educação cívica dos portugueses. 
Tenhamos vergonha!

.