02/09/2013

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1-ACHTERLAND
 COREOGRAFIA DE 
ANNE TERESA DE KEERSMAEKER




Achterland, filmé par le chorégraphe flamand Anne Teresa De Keersmaeker, est une nouvelle manifestation de son intérêt pour les différences entre hommes et femmes. Elle se concentre sur la diversité et la multiplicité du concept de la féminité. Dans Achterland, la chorégraphe fait appel pour la première fois à des musiciens qui, en plus de jouer en direct, prennent également part au jeu théâtral. Des caractéristiques récurrentes de son travail peuvent être observées dans sa chorégraphie: références à des travaux antérieurs, mouvements maintenus jusqu’à la limite de l’endurance, répétitions, courses en rond rapide, ainsi que les rencontres intenses entre hommes et femmes.

FONTE: Carloes Hreis

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HOJE NO
" JORNAL DE NEGÓCIOS"

Passos Coelho vai a Angola em Outubro
. para a primeira cimeira bilateral

Passos Coelho vai participar na primeira cimeira bilateral, entre Portugal e Angola, agendada para o final de Outubro ou início de Novembro. Os dois países tencionam que esta cimeira passe a ocorrer de dois em dois anos.
 
NÃO VÃO À CIMEIRA
O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, durante uma conferência de imprensa no Palácio das Necessidade depois de ter tido o primeiro encontro com um homólogo estrangeiro desde que tomou posse enquanto ministro.

O responsável anunciou assim, para finais de Outubro ou início de Novembro, uma reunião dos chefes do Executivo dos dois países.
NÃO VÃO À CIMEIRA

“Vamos propor uma periodicidade de dois anos” para a cimeira, afirmou George Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola.
Outubro vai assim marcar a primeira cimeira bilateral de Angola e Portugal.


* O ZEDU cada vez mais desacreditado internacionalmente precisa deste "beijo na boca", talvez fique com o seu nome numa rotunda em Massamá com o seguinte título "Zedu, patrão do governo português".
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SECTOR RH JESUS

Aviso aos Srs. Visitadores 

Este vídeo tem um linguagem imprópria e grosseira para ouvidos sensíveis. No entanto temos todo interesse em divulgá-lo pois tanto o texto como a interpretação dos actores são de bom nível. 

Oxalá a vossa curiosidade 
seja mais forte que o pudor





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HOJE NO
 "DESTAK"

Mais de 1.200 efetivos das 
Forças Armadas participaram 
no combate aos incêndios 

Mais de 1.200 efetivos das Forças Armadas já participaram este ano no combate aos incêndios, assinalou hoje o ministro da Defesa Nacional, que destacou o seu "papel de grande relevo" ao serviço das populações. 

 "Mais de 1.200 efetivos já participaram este ano no combate a incêndios. A força aérea também tem colaborado no âmbito do que tem sido solicitado pela Proteção Civil", afirmou José Pedro Aguiar-Branco em visita às instalações do Hospital Militar do Porto que vai funcionar como "polo norte" da nova unidade única do hospital das Forças Armadas. 

Segundo aquele governante, "as forças armadas estão sempre disponíveis e prontas para, assim que a Proteção Civil deseje e precise de reforço, o fazer", realçando o seu "papel de grande relevo ao serviço das populações".

* Alguma utilidade.

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 1.O CRISTAL A DROGA
MAIS PODEROSA



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HOJE NO
"i"

Estado gastou 8,6 milhões por dia
. em compras por ajuste directo

Mais do que tentar saber se o dinheiro dos contribuintes está a ser bem ou mal gasto, esta nova rubrica pretende dar uma ideia sobre as despesas que são efectuadas pelos vários serviços e organismos públicos no seu dia-a-dia. Quanto custam os vários procedimentos de contratação, a comparação dos preços, quem paga e quem recebe serão alguns dos dados que a partir de hoje, e de forma regular, passarão a ser analisados e noticiados no “Mercado da República”

Os gastos dos organismos públicos efectuados por ajuste directo atingiram os 26 milhões de euros em apenas três dias, o que dá uma média de 8,6 milhões por dia. Entre os dias 24 e 26 de Agosto, foram publicados 701 contratos para a aquisição dos mais variados produtos, equipamentos, empreitadas de obras públicas e prestação de serviços por parte de organismos da administração central directa e indirecta, autarquias e freguesias, regiões autónomas, empresas públicas e municipais, entre outras entidades com estatuto público como instituições particulares de solidariedade social e fundações.
De acordo com a análise que o i fez aos procedimentos de contratação publicados no portal Base: contratos públicos on-line (http://www.base.gov.pt/base2/), o mais elevado foi da responsabilidade da câmara de Setúbal, que pagou 1,6 milhões à Repsol para receber 1 575 000 litros de "gasóleo para abastecimento da frota municipal, pelo período previsível de 24 meses."
Carlos Alberto Cordeiro Serralha, um estofador contratado pelo Centro Hospitalar de Lisboa Norte, foi o que recebeu o valor mais baixo (quatro facturas de 25 euros) mas, em contrapartida, conseguiu ser o "adjudicatário" que mais contratos fez com o Estado (11), ainda que "só" tenha recebido 1 360 euros no total.
As autarquias foram, aliás, as entidades que mais compras fizeram com um total de 223 contratos por um valor global de 10,4 milhões. A seguir surgem os organismos tutelados pelo Ministério da Saúde, sobretudo, os hospitais e centros hospitalares, com 181 contratos celebrados por 3,7 milhões, a maioria para comprar medicamentos e os mais diversos dispositivos médicos. 


É nesta área que se encontram os organismos com o maior número de ajustes directos efectuados: os centros hospitalares Universitário de Coimbra e de Lisboa Norte, ainda que neste último caso, o valor monetário não seja muito expressivo.

Cadeirão de relax  
A unidade da região Centro celebrou 38 contratos por cerca de um milhão de euros, sendo que quase metade foram para adquirir reagentes. Os gastos variaram entre os 106,46 euros em "ortoteses para o tornozelo" e os quase 300 mil euros pagos à Astrazeneca para adquirir o medicamento "Propofol 20 mg/ml". Na lista de compras é de destacar ainda os quase nove mil euros em "leites".
Já o Centro Hospitalar Lisboa Norte publicou 26 contratos, dos quais 13 para estofar cadeiras e cadeirões, um deles de "relax no serviço de neurocirurgia internamento".

 Dos 375,5 mil euros gastos pela maior unidade hospitalar do país, destacam--se os 123,7 mil euros na aquisição de "Factor VIII recombinante 1000 UI (Octolog alfa)", os 22 mil na compra de "artigos de higiene pessoais" e os 5850 euros na "empreitada para fornecimento e montagem de porta automática no conselho de administração". Entre os hospitais é de salientar ainda as três compras efectuadas pelo Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, não tanto pelo seu custo, mas pelo objecto: "reparação urgente da central de bombagem de água dos depósitos"; a "substituição do troço de conduta de abastecimento de águas" e o "alcatroamento da área da estrada junto às cozinhas". No seu conjunto estes três contratos custaram 43 114,50 euros.
Em terceiro lugar do ranking por sector de actividade aparecem instituições da área da Defesa. Foram poucos em número (25) mas os montantes envolvidos são dos mais elevados entre todos os que foram publicados no portal.
As empresas públicas e municipais publicaram 59 contratos com facturas de cerca de um milhão de euros e as regiões e empresas regionais 20 no valor de 956,5 mil euros. Deste total, mais de metade (11) foram da Atlânticoline, que pagou 541 mil euros em combustíveis à Galp Açores e Bencom.

educação 
 A fechar o ranking dos ajustes por sectores de actividade está a área da Educação e o Ensino Superior com gastos de mais de um milhão de euros. As universidades e politécnicos celebraram 31 contratos por um montante global de 539 mil euros, enquanto que as escolas e agrupamentos escolares assinaram 17 por 545,7 mil euros. O ajuste mais elevado é da Universidade de Coimbra (UC). Esta instituição gastou 56 448 euros para alojar as "entidades que colaboram nas diversas actividades" da Universidade no Hotel Dona Inês. A UC pagou ainda 7800 euros na aquisição de "serviços de apoio à imprensa".
Já as prioridades da Universidade do Porto foram para "28 computadores, 10 monitores e 18 suportes para acoplação", que custaram 15,1 mil euros; uma "base de dados OECD i-Library" por igual montante, e a aquisição de "serviços de desinfestação" para a Faculdade de Engenharia, por 2247 euros.

 Entre as quatro fundações que publicaram contratos, o valor mais elevado (86 mil euros) foi pago pela Fundação D. Ana Paula Águas Vaz de Mascarenhas e Garcia e Dr. Álvaro Augusto Garcia - Centro infantil de Figueira de Castelo Rodrigo na "remodelação das instalações sanitárias". A Fundação Luís de Molina, por seu lado, contratou a empresa ALS Czech Republic S.R.O. por 14 950,58 euros para prestar serviços de "ensaios acreditados em amostras de águas", a Fundação INATEL gastou quase seis mil euros na "aquisição de serviços de transporte de passageiros" e a Cidade de Guimarães, 550 euros na "captação de imagem e som da sessão de apresentação do estudo de impactos de Guimarães 2012".

* O dinheiro lava mais branco.

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HELENA GARRIDO

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A rigidez do FMI

"Se os números não confirmam a teoria então é porque os números estão errados". Esta ironia é em geral usada nos meios académicos para reduzir ao absurdo a defesa de uma tese que se revela manifestamente errada. Mas parece ter sido transformada em regra no caso dos dados salariais desaparecidos na folha de cálculo que estava incompleta. Era fundamental que o FMI passasse a respeitar a realidade e procurasse outras razões para o desemprego em Portugal que não se limitassem aos salários. Ou corremos o risco de levar bastante mais tempo a ter menos desemprego.
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Para quem ainda não conhece o caso, a história conta-se em poucas linhas. O jornalista Rui Peres Jorge viu no relatório do FMI relativo à sétima avaliação um gráfico sobre a evolução dos salários. E quis ter acesso aos dados que deram origem a essa ilustração que nos dizia que apenas 7% dos trabalhadores inscritos na Segurança Social tinham sofrido uma redução salarial em 2012. Quando tem acesso aos números verifica que a folha de "Excel" enviada pelo FMI continha erros. Tinham desaparecido quatro mil trabalhadores de uma amostra que se dizia ter 18.600 pessoas.

A pergunta seguinte é: qual terá sido a variação salarial dos trabalhadores omitidos? É aí que se descobre que boa parte deles tinha tido cortes na sua remuneração. Com estes dados conclui-se que, afinal, cerca de 20% dos trabalhadores ganhou menos em 2012 do que em 2011 e não apenas 7% como se dizia no relatório do Fundo.

A omissão daqueles quatro mil trabalhadores deu da evolução dos salários um retrato falso e fundamentou, pelo menos parcialmente, nova recomendação de redução de salários no sector privado por parte do FMI. Uma insistência que vem desde a assinatura do Memorando de Entendimento (traduzida na política da desvalorização interna e na medida de redução da TSU suportada pelos empregadores).

O raciocínio do Fundo é muito simples. Usando a ferramenta mais popular entre economistas, que é a lei da oferta e da procura, conclui-se que o emprego diminui porque o salário (o preço) não baixa. E daqui conclui-se que se os salários baixassem o desemprego diminuiria ou, pelo menos, não aumentava tanto. Ou seja, as empresas não despediriam tantas pessoas ou, no limite, algumas não teriam de falir, uma vez que poderiam praticar preços mais baixos.

Ninguém sabe exactamente como nem porque desapareceram quatro mil trabalhadores da amostra dos salários e porque foram, na sua maioria, casos de reduções de salários. Pode ter sido um erro, uma tentativa (mal sucedida) de correcção de observações irregulares (’outliers’). Esperar-se-ia uma explicação convincente, segura. Mas nada disso aconteceu. O FMI revelou-se desorientado numa primeira fase, como se tivessem perdido a sua principal prova para a necessidade de redução dos salários, com intervenção do Estado, no sector privado.

Um economista de mente aberta, colocado perante a observação de redução dos salários por efeito das forças do mercado, ficaria, não se pode dizer satisfeito, mas animado pela flexibilidade da economia. Um país que se adapta é capaz de ultrapassar as suas dificuldades mais rapidamente. Mas parece ter acontecido o contrário.

O FMI parece mais preocupado em salvar a sua face, em defender as suas receitas do que em compreender o que realmente se está a passar na economia portuguesa, no que efectivamente pode ser feito para combater o desemprego. A rigidez parece existir mais no FMI do que na economia portuguesa. 

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS" 
28/08/13

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