25/06/2013

SARAGOÇA DA MATTA

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Sem justiça... o caos!

Toda a injustiça é uma ofensa profunda da dignidade humana, porque desrespeita a inteligência, viola a essência dos processos racionais e emocionais e gera a insegurança

Não se pode viver sem justiça. Não só por razões económicas ou sociais. A justiça é um imperativo da humanidade. Não apenas, como se ensina nas faculdades, porque o homem seja um ser gregário, que como tal carece de ter um sistema de normas que regule as respectivas interacções pessoais e sociais. Não.

O imperativo da justiça é ínsito a cada ser humano. Ainda que viva isolado. A necessidade de um quadro normativo impõe-se mesmo no solipsismo. Se é verdade que onde há sociedade tem de haver direito, não menos verdade é que o direito, e os valores primeiros e fundamentais da justiça de que aquele deriva, é conatural a todo o ser humano, viva onde viver, viva com quem viver, ainda que afastado de qualquer agrupamento familiar ou social.

É que mesmo no isolamento, mesmo nos momentos de pura e simples reflexão interior, todo o ser humano carece de ter um quadro normativo interno de referência. Um padrão de apreciação do real. Um sistema de enquadramento do que lhe é exterior. E nenhum padrão dessa natureza e com essa função pode prescindir, lógica e psicologicamente, dos quadros de referência constituídos pelos princípios da justiça.

Assim que toda a injustiça seja uma ofensa profunda da dignidade humana. Ofensa porque desrespeita a inteligência, porque viola a essência dos processos racionais e emocionais de qualquer ser humano, porque gera a insegurança típica do inesperado e do incontrolável.

A justiça, e o direito, por muito complexos que sejam, por muitas doutrinas e teorias que os pensadores de- senvolvam, reduzem-se sempre aos velhos e básicos princípios milenares do viver honestamente, do atribuir a cada um aquilo que é seu e o de não prejudicar ninguém.

Daí que a injustiça resultante de uma "justiça atrasada" seja hoje o menor dos problemas com que nos debatemos.

A ofensa à dignidade humana é muito maior quando aqueles que oficialmente são os guardiões do direito pretendem condenações seja a que custo for, apenas para satisfazer o anseio social de encontrar bodes expiatórios, em vez de pugnarem pelo cumprimento rigoroso das regras. Nada aprenderam com as bruxas de Salém.

A ofensa à dignidade humana é muito mais gritante quando aqueles a quem cabe fazer justiça incumprem as regras mais básicas de um processo são, apenas a benefício da rápida condenação dos socialmente caídos em desgraça. Aquelas regras que foram forjadas por milénios de história, para garantir que se chega a uma solução que, mais do que verdadeira, seja justa. E justiça que implica tantas vezes prescindir da verdade em benefício da civilidade. Nada aprenderam com o caso Dreyfus.

Ora o processo judicial na prática quotidiana é hoje, em muitos casos, uma escola de misérias. Disse-o Carnelutti, sobre o processo penal. E sentem-no todos aqueles que diariamente se levantam para participar nos rituais encenados de uma justiça em que, séria e honestamente, já muito poucos acreditam. E sem uma justiça verdadeira, honesta, civilizada, balizada por regras estritas de procedimento, não populista, nem simplista... é o caos!

Advogado

IN "i"
21/06/13

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HOJE NO
" JORNAL DE NEGÓCIOS"

Provedor de Justiça avisa deputados de que não tem "paciência ilimitada"

O provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, deixou hoje o aviso de que não tem "paciência ilimitada", como o seu antecessor, Nascimento Rodrigues, que teve de esperar mais de um ano até ser substituído.

Alfredo José de Sousa esteve hoje a ser ouvido no Parlamento, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, para apresentar o mais recente relatório de actividades, relativo a 2012, e foi perante os deputados que deixou o aviso.

O provedor de Justiça falava acerca da lei sobre a limitação dos mandatos, defendendo que a Assembleia da República (AR) deveria ter esclarecido se a lei define que "não se pode recandidatar a esta câmara" ou se "não se pode recandidatar a qualquer câmara".

Na opinião de Alfredo José de Sousa, que fez questão de sublinhar não se tratar de uma crítica, a AR deveria ter contribuído para esclarecer a lei, apontando que bastaria chegar a acordo por via de negociação entre os deputados.

"Os senhores também vão arranjar dois terços para me substituir", apontou o provedor para logo de seguida afirmar: "Não tenho paciência ilimitada. Pelo menos não tenho na medida do meu antecessor".

Alfredo José de Sousa referia-se ao facto de o anterior provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, ter esperado mais de um ano até que a Assembleia da República indicasse o seu sucessor.

Sublinhou também que deixa o cargo de provedor de Justiça com muita satisfação e com a percepção de deixar um trabalho com visibilidade.

O provedor de Justiça disse receber muitas queixas personalizadas e que também é alvo das queixas dos cidadãos, nomeadamente depois da entrevista dada à rádio Antena 1, em que muitas pessoas o criticaram pelas declarações feitas, acusando-o de querer alcançar outros cargos, sustentando que o provedor não deve ter posições políticas.

Alfredo José de Sousa aproveitou para defender que o provedor pode ter posições políticas, não pode é ter posições partidárias, aproveitando assim para responder ao deputado social-democrata Hugo Velosa que defendeu que o provedor de Justiça não deve fazer política.

Hugo Velosa esclareceu depois que, quando fez esse comentário, se referia apenas ao que consta do relatório de actividades, mas Alfredo José de Sousa respondeu: "Eu tenho dois capacetes. Sou membro do Conselho de Estado".

O deputado social-democrata tinha já antes criticado "alguns deputados" que, na sua opinião, aproveitaram a ronda de perguntas para "fazer política", depois de o provedor de Justiça ter afirmado que vinha à primeira comissão parlamentar, pela última vez.

"Não quero deixar de lamentar aquilo que alguns grupos parlamentares aqui vieram fazer, que é aproveitar politicamente uma audição para discutirmos um relatório para fazer política, que nesta comissão não é habitual. Não é habitual vir aqui dizer que o Estado de Direito está em causa ou perguntar a vossa excelência se as instituições funcionam ou não", disse o deputado.

O deputado social-democrata referia-se às questões colocadas pela deputada do Bloco de Esquerda Cecília Honório, que pediu a Alfredo José de Sousa que medisse a relação entre os cidadãos e as instituições públicas.

A deputada disse também, na altura, que receava que, com a saída de Alfredo José de Sousa do cargo de provedor de Justiça, não houvesse no futuro nenhum "actor político imparcial e não comprometido com os grupos políticos".

Na resposta, Alfredo José de Sousa disse que o provedor tem uma perspectiva política, "partidária é que não".

* A estenose mental do PSD faz com que Alfredo José de Sousa se vá embora, ele não faz falta a esta democracia, faz muita falta ao povo português. Votamos nele para próximo PR.

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 VI-TABU
AMÉRICA LATINA

3.Ayahuasca - Santo Daime




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 HOJE NO 
  "DESTAK"

Crédito às famílias e empresas cai mais de mil milhões de euros em abril - BdP

 O crédito que os bancos concederam às famílias e empresas caiu mais de 1,1 mil milhões de euros em abril, com a maior redução a registar-se nos empréstimos às famílias, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal. 


 No final de abril, o total do crédito concedido pelos bancos aos particulares ascendia a 131.838 milhões de euros, menos 608 milhões de euros que o verificado no final de março, refere o Banco de Portugal (BdP). O crédito considerado de cobrança duvidosa no crédito aos particulares caiu 23 milhões de euros.

* Isto quer dizer que as famílias e empresas pagaram, sabe-se lá com que sacrifício, parte das suas dívidas à banca mas não contraíram mais empréstimos, economia ao fundo!

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SÉRGIO GODINHO


É TÃO BOM





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HOJE NO
"i"

Ingleses detidos e multados por jogarem bingo com biscoitos no Algarve

Proprietária do bar em Albufeira foi multada em 700 euros por permitir o jogo com apostas... de bolachas

Multa de 700 euros e uma pena de prisão de quatro meses, com pena suspensa, foi a sentença aplicada a Marianne Pittaway . Tudo, porque no bar The Yorkshire Tavern, em Albufeira, Algarve, na última sexta-feira, estava um grupo de cerca de 30 britânicos a jogar bingo com apostas. Sendo que as apostas eram de bolachas, segundo revelou ontem a BBC.


Marianne Pittaway vive em Portugal há oito anos e disse à estação pública britânica que estava “em choque” com a legislação do país sobre o jogo, porque estava “errada em vários aspectos”. Pittaway garante que o seu bar não voltará a ter um jogo de bingo depois da rusga de que foi alvo e que levou as 28 pessoas, com idades entre os 23 e os 76 anos a um tribunal de Albufeira sob a acusação de exploração de jogo ilegal, jogo ilegal e testemunho de jogo ilegal.A acusação acabou por levar algumas pessoas que estavam no bar, e que não participavam no jogo de bingo, a serem multadas em 150 euros e a terem uma pena suspensa de três meses pelo crime de testemunho de jogo ilegal.

Marianne Pittaway explicou à BBC que costuma organizar o bingo “apenas como entretenimento e diversão. De repente fomos postos em três carrinhas das autoridades e levados ao posto”. Segundo a proprietária do bar, a rusga terá começado pelas 23h e só depois das 3h da manhã puderam sair do posto da GNR. As autoridades de Faro disseram que a acção foi desencadeada a partir de “denúncias de cidadãos anónimos” e que os militares encontraram pessoas envolvidas em jogos de azar num local não autorizado.

Alegadamente, estariam elementos da GNR no bar, que esperaram que fossem entregues os prémios simbólicos do jogo para chamarem 12 outros militares para deter as pessoas. A máquina do bingo, os cartões e os prémios foram apreendidos. O jornal “The Portugal News”  exibe mesmo uma imagem dos cartões, de algum dinheiro (usado para comprar os prémios) e da máquina de bingo que foram apreendidos. Segundo o “The Telegraph”, a detenção deste grupo deu-se duas semanas depois de dois outros elementos da GNR terem estado naquele bar à paisana.


A GNR adiantou ainda ao “The Portugal News” que a acção se integra numa operação para acabar com o jogo ilegal na região e sublinhou que as pessoas foram apenas levadas ao posto para serem interrogadas e que não ficaram detidas em celas. Receberam depois uma notificação para comparecer em tribunal e saíram em liberdade.
Para já, a corporação portuguesa parece ter dado um sério rombo na utilização de bolachas como prémio nos jogos no bingo. Tão cedo a britânica Marianne Pittaway não  pratica um crime de tanta gravidade.

* Se o "crânio" da GNR tivesse o Tico e o Teco a funcionar, teria pedagogicamente alertado a dona do bar para a situação, aconselhando-a a acabar com esta "ilegalidade". Mas o "crânio" quiz apresentar "serviço", fardando-se de autoridade impoluta(???) e trata de deter 28 pacíficos cidadãos, o Turismo do Algarve está-lhe grato!
Nas casernas da GNR não se joga à lerpa, a dinheiro???

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SE CONDUZIR...




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