24/06/2013

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ALIENÍGENAS DO PASSADO

2. CONSTRUÇÕES MISTERIOSAS






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HOJE NO
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Ex-administradora da Gebalis fez 15 viagens ao estrangeiro em 22 meses

A ex-administradora da Gebalis, empresa municipal de gestão dos bairros municipais de Lisboa, Clara Costa, acusada de peculato e de administração danosa, disse hoje em tribunal que, nos 22 meses de funções, fez 15 viagens em trabalho ao estrangeiro.

Entre 2006 e 2007 - período em que esteve no cargo -, Clara Costa assumiu a realização das 15 viagens "sempre ao serviço da Gebalis", pagas com os dois cartões de crédito da empresa, os quais, em conjunto, tinham um "plafond" mensal de 12.500 euros.

A ex-gestora, o ex-presidente da Gebalis Francisco Ribeiro e outro ex-administrador, Mário Peças, terão, alegadamente, feito despesas de cerca de 200 mil euros utilizando os cartões de crédito atribuídos pela empresa para adquirir objetos de usufruto pessoal - como bens de luxo, DVD, CD e livros -, refeições, prendas e viagens.
Em 2006, quando os três arguidos assumiram funções, a Gebalis tinha um passivo de 20 milhões de euros e receitas entre os 17 e os 20 milhões. Um ano depois, o passivo era de 25 milhões de euros.

Segundo o Ministério Público (MP), os três administradores terão gastado, entre 2006 e 2007, mais de 80 mil euros em viagens.
Em relação às deslocações ao estrangeiro - Londres, Belfast, Barcelona, Sevilha, Cracóvia, Dublin, Marraquexe, Copenhaga, Roma, entre outros destinos -, a ex-administradora, assegurou que foram todas "ao serviço" da Gebalis, nomeadamente para receber "formação", estar presente em "feiras internacionais" ou participar em "conferências".

Sobre a viagem a Marraquexe, Clara Costa explicou ao coletivo de juízes da 5.ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, que pagou uma diária de 380 euros devido ao facto da marcação do hotel "ter acontecido muito em cima da hora".
Além disso, frisou que "60 a 70% das viagens" foram realizadas em companhias de baixo custo (low cost).

A ex administradora acrescentou que, inicialmente, as deslocações eram feitas por decisão da própria, e que só mais tarde passaram a ter de ter também o aval de um dos outros dois administradores.
Sobre o uso dos cartões de crédito da Gebalis, Clara Costa esclareceu que não havia um limite imposto para gastos mensais, a não ser o próprio plafond do cartão e o "bom senso".

Na sessão de hoje - a segunda em que foi ouvida -, a arguida reiterou que os almoços e os jantares pagos com o cartão de crédito da empresa "foram sempre em trabalho", e que os DVD, CD e livros, também comprados com recurso ao cartão de crédito da Gebalis, faziam parte de um projeto para a criação de "uma videoteca" para sessões de cinema e tertúlias com os colaboradores.
Mário Peças, o outro administrador, manteve-se hoje em silêncio, e só irá prestar declarações após a produção de prova da acusação.

A próxima audiência de julgamento está agendada para a manhã de 02 de julho, com a presença dos peritos da Polícia Judiciária.

* Getachos..

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BERNARDO SASSETTI



Sonhos dos Outros e


Promessas






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HOJE NO
"A BOLA"

Laurent Jalabert ter-se-á dopado 
na Volta a França de 1998

O antigo ciclista francês Laurent Jalabert ter-se-á dopado na Volta a França de 1998, segundo avança o diário gaulês L´Équipe.
«Laurent Jalabert deu positivo por EPO no Tour de 1998. É o que revelam os testes retroativos realizados em 2004 pela Agência Francesa Antidopagem (AFLD) a uma amostra de urina do corredor francês», pode ler-se no site do jornal francês.

Jalabert nunca reconheceu que se dopou mas assumiu que o recurso ao doping era recorrente no pelotão internacional nos anos 90. Em 1998, na Volta a França, o francês corria pela ONCE e abandonou a prova na 17.ª etapa.
O Tour de 1998 ficou marcador pelo caso Festina, primeiro grande escândalo de doping numa equipa de topo do ciclismo mundial. 

* O ciclismo está a ser uma montra de doping.

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 TORNADO DE FOGO





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HOJE NO
"PÚBLICO"

Quatro prémios Nobel em Lisboa para discutir o futuro da ciência

O evento na terça-feira, na Culturgest, é de entrada livre

O convite é aberto a todos. Amanhã na Culturgest, em Lisboa, quatro prémios Nobel e outros investigadores estrangeiros de renome vão estar à disposição da comunidade científica. O objectivo do A Nobel Day in Lisbon é, segundo Renata Gomes, o de "ouvir os "problemas", desafios e soluções dos cientistas portugueses e perceber o que se passa a nível europeu através dos interlocutores estrangeiros", explica-nos a investigadora que está a organizar o evento.
 
ROBERTS
Os quatro prémios Nobel da Medicina que estarão presentes são o inglês Richard J. Roberts, em 1993, o norte-americano Paul Greengard, premiado em 2000, o norte-americano de origem inglesa Oliver Smithies, que ganhou o prémio em 2007 e o inglês John Gurdon, que recebeu o galardão no ano passado.
A biomedicina, como se pode ver pela escolha dos quatro cientistas, é a aposta forte desta primeira edição. "É uma área muito relevante e de sucesso em Portugal, com muito potencial para se desenvolver ainda mais", explica Renata Gomes, que deseja que este dia se repita por mais anos e com prémios Nobel de outras áreas. "Este evento é uma forma de estimular todos a não desistirem da investigação científica. A motivação e o incentivo são das coisas mais importantes na vida de um cientista além da criatividade."
 
GREENGARD
A investigadora portuguesa está a terminar o doutoramento na Universidade de Oxford, Reino Unido. Desde 2007 que tinha a ideia de realizar este dia, o que foi agora possível graças ao apoio de uma empresa de consultadoria (Cunha Vaz Associates).

Durante a manhã, haverá dois painéis sobre questões de fundo: qual o futuro da investigação científica e como esta será financiada. Na página na Internet do evento (www.anobelday.com), pode-se fazer o registo para participar. No mesmo sítio, John Martin, professor na University College of London, resume, num vídeo-testemunho, o contexto internacional deste dia: "Todos os países europeus estão em dificuldades por causa do financiamento da ciência. Há uma necessidade de demonstrar que a ciência é útil para a sociedade e isso pode levar a que a ciência fundamental deixe de ser suficientemente financiada, o que é perigoso."

Segundo Renata Gomes, estarão pelo menos 400 portugueses envolvidos nos dois painéis para a discussão destes temas com os conferencistas estrangeiros. O objectivo é "combinar os dois pontos de vista para gerar ideias e novas formas mais aperfeiçoadas de agir de forma a fomentar a inovação e o progresso", sublinha Renata Gomes.

No testemunho, John Martin expõe a sua visão sobre o que Portugal deverá fazer em relação à aposta na ciência: "Penso que Portugal tem de se perguntar se quer investir em toda a ciência de uma forma modesta ou apostar num aspecto da ciência com todos os seus recursos humanos e financeiros. Essa é uma aposta arriscada mas que torna possível uma descoberta portuguesa que tornará Portugal reconhecido."
 
SMITHIES
Para o investigador, a segunda escolha é a mais correcta. Renata Gomes concorda que o país deve centralizar o financiamento e os serviços. "O dinheiro é pouco e investir numa área a fundo permite resultados com mais impacto", defende, adiantando que Portugal é forte em áreas como as neurociências, bioquímicas e nas bioengenharias.

Sangue, moléculas e ADN
À tarde haverá palestras sobre temas específicos relacionados com as áreas de trabalho de três dos quatro prémios Nobel convidados. A primeira, sobre o sistema sanguíneo, vai contar com Oliver Smithies que, apesar dos seus 88 anos, continua a fazer ciência. Na década de 1980, este investigador desenvolveu uma técnica decisiva para a produção dos ratinhos alterados geneticamente onde se bloqueia um gene para estudar doenças, um trabalho que lhe deu o Nobel. Hoje, continua a testar as suas ideias para saber mais sobre a hipertensão e as mutações nas células sanguíneas.
GURDON

Paul Greengard vai estar na segunda sessão sobre moléculas e doenças. O investigador ganhou o Nobel pelas suas descobertas sobre a forma como as células neuronais comunicam entre si. Na palestra, o investigador vai falar sobre como a depressão poderá ser tratada ao manipular-se apenas uma pequena molécula.
 
RENATA GOMES
A terceira e última palestra tem como título Do ADN até à função. Richard J. Roberts, que ganhou o Nobel por descobrir a existência dos intrões - regiões de ADN dentro de um gene que não contêm informação útil para fabricar a proteína que o gene codifica -, irá falar da sua investigação que faz nas bactérias.

John Gurdon, que ganhou o Nobel por reprogramar células adultas em células pluripotentes, só participa como orador nas palestras da manhã.

* Um luxo, este encontro em Lisboa.

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4-INFORMAÇÃO AO


CONSUMIDOR






















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