31/05/2013

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HOJE NO
" JORNAL DE NOTÍCIAS"

Taxa de desemprego em Portugal 
atingiu novo recorde de 17,8% em abril

 A taxa de desemprego em Portugal alcançou um novo máximo, de 17,8%, em abril, com o desemprego jovem a subir também para um nível recorde de 42,5%, segundo dados divulgados pelo Eurostat, esta sexta-feira.

Relativamente ao mês anterior, a taxa de desemprego subiu uma décima (em março atingira os 17,7%, segundo os números revistos pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia), enquanto entre os jovens (até aos 25 anos) subiu de março para abril mais de um ponto percentual, de 41,2 para 42,5%.


Ambos os valores ficam muito acima da média europeia, já que em abril a taxa de desemprego foi de 12,2% na zona euro (mais uma décima que em março, 12,1%) e manteve-se nos 11,0% no conjunto da União Europeia, enquanto o desemprego jovem registou uma subida de uma décima tanto na zona euro (de 24,3& em março para 24% em abril), como na UE a 27 (de 23,4% para 23,5%).
Portugal continua assim a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada entre os Estados-membros da UE -- apenas atrás de Grécia, com 27% (dados de fevereiro) e da Espanha (26,8%) -, o mesmo sucedendo com o desemprego jovem, somente superado pelos mesmos países (62,5% na Grécia em fevereiro e 56,4% em Espanha).

Na comparação com os valores de há um ano, Portugal registou a quarta maior subida da taxa de desemprego global, com uma evolução de praticamente 2,5 pontos percentuais (15,4% em abril de 2012 para os 17,8% de abril deste ano), enquanto na zona euro subiu 1 ponto, de 11,2 para 12,2%.
Segundo o Eurostat, atualmente há 26,5 milhões de homens e mulheres desempregados na União, 19,3 milhões dos quais na zona euro, o que significa que, no espaço de um mês, entre março e abril de 2013, mais 104 mil pessoas estão sem emprego no conjunto dos 27 Estados-membros, sendo que só no espaço monetário único o número aumentou em 95 mil pessoas.

Relativamente ao desemprego jovem, são cerca de 5,6 milhões de pessoas até aos 25 anos que se encontravam desempregadas na UE em abril último, 3,6 milhões dos quais na zona euro.
Relativamente a Portugal, o Eurostat estima que em abril o número de desempregados tenha subido para os 945 mil (mais 8 mil pessoas que no mês anterior), e o número de jovens sem emprego subiu para os 172 mil (mais 9 mil que em março).

O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

* A taxa agora anunciada já tinha sido ultrapassada em Dez/2012, o desemprego real deve rondar agora os 23%, andam a tapar o sol com uma peneira.

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 A COBRA




 Arte de giz em 3D

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 HOJE NO
" JORNAL DE NEGÓCIOS"

Siza Vieira: 
"A solução mais lógica seria demolir" 
o Pavilhão de Portugal 

"A solução mais lógica, depois de tantos anos passados, é demoli-lo". Ao telefone com o Negócios, Álvaro Siza Vieira antecipa um futuro sombrio para o Pavilhão de Portugal, que projectou antes da Expo 98.
Uma coisa é certa: não faz sentido deixá-lo como está, vazio e praticamente abandonado. A utilização actual do pavilhão, residual e esporádica, "aumenta ainda mais a degradação".

Quando questionado sobre a seriedade da ideia de mandar abaixo o edifício, o arquitecto reforça a intenção. "Em vez de se deixar o tempo demoli-lo, ao menos devia tomar-se a iniciativa para demolir e poupar trabalho ao tempo". Diz não estar triste com o estado a que chegou o Pavilhão de Portugal. Diz que muitos dos seus edifícios já estão em ruínas. "Talvez seja culpa minha".

A obra de Lisboa, celebrada pela pala suspensa sobre uma praça, foi pensada sem um destino exacto. Tanto poderia albergar um conjunto de escritórios como um museu.

Após a exposição universal, foram elaborados dois projectos, um para instalações do Governo (que não agradava ao arquitecto e que ficou para trás), outro para um centro cultural. Projectos existiram, concretização não. Também se falou na possibilidade de Joe Berardo lá colocar a sua colecção mas, segundo Siza Vieira, o governo de então considerou que, por ser um edifício de interesse público, não deveria ter essa utilização. "Agora é um bem público, embora com muito pouco público".


* O pavilhão de Portugal situado no que resta da Expo 98, é um dos maiores e claros exemplos da exiguidade de inteligência que polui o cérebro dos nossos governantes. Siza Vieira é um ícone da arquitectura mundial e tem a coragem, é um homem sério, de sugerir a demolição do edifício.
Antes transformá-lo num lupanar de luxo do que destruí-lo, o sr. arquitecto que perdoe esta vilanagem!

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4-PROTESTANDO














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HOJE NO
" DESTAK"

Metade das empresas com um volume de negócios abaixo dos 11 mil euros em 2011 

 Metade das empresas registou um volume de negócios inferior a 111 mil euros em 2011, enquanto 10% das maiores ultrapassaram um milhão de euros, num ano em que apenas as empresas exportadoras contrariaram a queda dos principais indicadores financeiros. 


 As grandes empresas, um universo restrito de 0,4% do total das sociedades (1.095 em 300.923), deram, por outro lado, emprego a 28,8% do pessoal ao serviço das empresas portuguesas (2,786 milhões de pessoas), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Este grupo de empresas gerou 43,4% do volume de negócios (143,2 mil milhões de um total de 329,9 mil milhões de euros) e foi responsável por 42,3% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da economia nacional (32 mil milhões de um total de 75,6 mil milhões de euros).

* O  empreendedorismo da miséria

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NEW DAFT PUNK




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HOJE NO
"i"

 Chip. 
Aperto de mão vem substituir 
dinheiro e cartões

A montra parece-lhe bem e decide entrar. É uma loja de roupa. Passeia um pouco, olha em redor e pára diante de uma camisola do seu agrado. Experimenta-a, vê que assenta bem e decide que é para comprar. Aproxima-se do balcão, dá um aperto de mão ao lojista, pega no saco de compra e pronto. Sem notas, moedas ou cartões de crédito envolvidos. 

Não é um roubo, mas antes um truque que está em dois chips - um colocado perto da sua mão, na manga da camisa, por exemplo, e outro na do vendedor. Tudo isto implica contacto físico e é isso que a criadora do Money No Object pretende, porque sente falta da "mais valiosa divisa física de todas: o toque humano".

E não só de apertos de mão se faz esta ideia. Além da tradicional forma de cumprimentar, o projecto prevê o abraço, o high-five e um breve sapateado como formas de concretizar uma transacção financeira. São quatros gestos físicos à escolha, com um objectivo tão claro como inusitado: "tornar as transacções divertidas, edificantes e com significado", explicou Heidi Hinder ao i. Uma diversão que preferiu classificar como "uma nova luz" dirigida às pessoas.
A missão que se propôs quer convencer as pessoas a deixarem o dinheiro físico em casa e a pagarem com apertos de mão, abraços ou um passo de dança qualquer coisa que comprem. "É um método de pagamento adicional, alternativo e mais enriquecedor", defende Heidi.
A missão mais fácil do projecto até estará no lado da tecnologia a usar. O método implica a utilização de chips, como se de etiquetas se tratasse. A técnica em causa denomina-se Identificação por Radiofrequência, ou RFID, na sua sigla inglesa. Os chips contêm dados que são identificados automaticamente por um outro chip, que serve de leitor - colocado do lado do vendedor/lojista - através da transmissão de sinais por via rádio. Ao detectar o chip, o leitor acciona a transacção depois de ter acesso aos dados da conta do utilizador. A autora do projecto sublinha que a fórmula "é muito segura" e apresenta um "enorme potencial".
Para o comum dos cidadãos, a tecnologia "seria bastante rentável" e custaria uma libra ou 1,16 euros. O preço a pagar por um chip "embebido num objecto usável". Aos vendedores caberia a fatia mais pesada do bolo, porque é ainda necessário "comprar a tecnologia para ler os dados". O método é semelhante ao já utilizado há algum tempo em muitas redes de transportes públicos, por exemplo em Portugal - um cartão de viagem electrónico assente no sistema pagar, carregar e utilizar.

A parte difícil 
 A outra carta deste baralho, a inovadora, parece trazer consigo maiores dificuldades - a aceitação das pessoas. "Receio estar a ficar para trás perante todas estas inovações", foi a reacção desconfiada das pessoas a quem foi proposto apertar a mão ou abraçar pessoas para cada transacção financeira.
"Dá-me a impressão que o problema que se pretende levantar é um falso problema", defendeu Manuel Villaverde Cabral. "Ou melhor, é um problema diferente."
O investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa aponta a "falta de calor humano" como a incubadora da ideia de Heidi Hinder, mas trata-se de uma carência que, para estes lados da Europa Meridional, de que fazem parte os portugueses, "não se sofre".

A questão 
Será possível, num futuro próximo, que essa tecnologia comece a fazer parte dos hábitos nacionais? O sociólogo não teve dúvidas: "Tem zero probabilidade de ir por diante", considera, lembrando a tendência actual das transacções financeiras, "cada vez mais afastadas de qualquer coisa de concreto, pessoal e humano".
E basta pensar em instrumentos do quotidiano para entender quão menos físico se está a tornar o dinheiro: há caixas multibanco, cartões de crédito ou pagamentos online que são, para o investigador, exemplos de processos que hoje remetem para "relações cada vez mais longínquas e desconhecidas" entre as pessoas. É contra esta tendência que o método de Heidi Hinder terá de marchar.

Investimento 
 Além de ter de lutar contra hábitos e questões culturais, o rumo do projecto está ainda condicionado por transacções comerciais: "Estamos a discutir com várias empresas em Londres a possibilidade de conseguir um maior investimento no projecto", revelou a autora do conceito, na esperança de que, "no mínimo", o método seja "inicialmente introduzido em museus ou outras instituições culturais".
A ideia de Heidi Hinder será criar uma espécie de "microeconomia", em que cada um dos quatro gestos previstos pelo sistema de chips para compras "funcione como uma maneira de fazer um donativo". Se funcionar no Reino Unido, a tecnologia pode não demorar a saltar para outros países, incluindo Portugal. Mas para o sociólogo Manuel Villaverde Cabral é ainda no lado britânico que o projecto apresenta problemas, já que essa é "das culturas que evitam a todo o custo" o que, por cá, os portugueses usam "bastante": o tal toque humano que Hinder quer tornar mais comum.

* MIRABOLANTE, desejamos que jámais inventem uma coisa semelhante para o acto sexual.

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