17/04/2013

LEONETE BOTELHO

.



O telefone não toca no Rato

A política joga-se sempre em dois tabuleiros: um público, mediático, outro reservado, de gabinetes.

No xadrez mediático, tudo é dito e feito de forma a provocar um efeito sobretudo na opinião pública, e por essa via fazer pressão sobre o visado da comunicação. Os verdadeiros consensos, os acordos de substância, as negociações políticas eficazes cozinham-se em privado, atrás dos reposteiros dos gabinetes, com as pinças cirúrgicas dos verdadeiros políticos. E quando saem à luz do dia, resultado de um longo processo de maturação, normalmente surpreendem a guarda avançada do debate.
Passos Coelho e Cavaco Silva sabem disto melhor que qualquer comentador. E sabem como o simples facto de conversarem, mesmo que ninguém saiba sobre o quê, provoca no campo mediático o efeito que desejam, seja pelos temas que deixam sair para a opinião pública, seja pelos timings escolhidos para os seus encontros. É por isto que é legítimo duvidar das suas verdadeiras e reais intenções quando vêm a público apregoar a necessidade de consensos políticos, leia-se o acordo do maior partido da oposição para as soluções que defendem — e nunca como agora Passos e Cavaco se mostraram em tão grande sintonia. O Presidente bem pode dizer que continuará a trabalhar por consensos políticos quando, pelas suas acções e omissões, deixa perceber coisa diferente. E o primeiro-ministro já não consegue esconder o quão ocos são os apelos públicos ao PS. Se de facto o desejam ou ainda o acham possível, por que não fazem o mais simples e telefonam a António José Seguro?

IN "PÚBLICO"
13/04/13

.

 HOJE NO
" DESTAK"

Metade dos jovens de alto risco 
volta à delinquência dois anos 
após medidas tutelares 

Metade dos jovens de alto risco acolhidos pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais voltam à delinquência 26 meses depois de aplicadas medidas tutelares, conclui um estudo hoje apresentado na Maia. 

 A conclusão resulta da aplicação pela DGRSP de "uma forma padronizada de avaliação de jovens ofensores" que contém 42 fatores de risco, entre os quais o rendimento escolar, a tolerância à frustração, a participação em atividades organizadas, os tempos livres e a própria família, explicou Alberto Pimentel, técnico daquela entidade, durante o II Encontro Internacional Brasil-Portugal sobre Violência na Contemporaneidade que terminou hoje na Maia. 


O instrumento de avaliação do risco criminógeno em jovens ofensores foi aplicado entre maio de 2010 e maio de 2011 e abrangeu todos os 2.363 indivíduos que chegaram à DGRSP nesse período. 

* Muito grave esta avaliação, a reinserção é ineficaz.

.
.
MISTÉRIOS FANTÁSTICOS


2. PIRAMIDES DE GIZÉ




.
.
HOJE NO
"i"

O mundo delirante das 
previsões iniciais da troika

Volvidos quase dois anos desde que foi desenhado o programa de ajustamento da troika para Portugal, olhar para as previsões então feitas para as contas públicas parece uma visita a um mundo delirante. O desemprego não passaria do pico de 13,5%, a dívida pública ia ficar controlada abaixo dos 114,9% e o défice deste ano seria já de 3%, em linha com as regras europeias e sobretudo com o grande objectivo de regressar em força aos mercados ao longo de 2013. Mas é hora de voltar à realidade.


O governo ameaçou com a demissão e Vítor Gaspar congelou o funcionamento do Estado: culpa do Tribunal Constitucional e da sua recusa em aceitar os artigos inconstitucionais do Orçamento do Estado para este ano. Foram cerca de 1200 milhões de euros que ficaram em xeque com a decisão do TC. Falamos de 0,7% do PIB previsto para este ano - que considerando a contracção de 2,3% deverá situar-se nos 161,6 mil milhões de euros - valor que, a julgar pela reacção do governo e da troika, põe em causa todo o programa português. Contudo, fazendo as contas às sucessivas derrapagens nas previsões para o défice público desde o lançamento do ajustamento, nota-se que o chumbo do Constitucional representa qualquer coisa como 18% das derrapagens totais dos orçamentos de Vítor Gaspar. Somando os défices previstos - em valor - pela troika quando chegou a Portugal para 2011, 2012, 2013 e 2014, chegamos a um valor acumulado de 27,19 mil milhões de euros. Mas, e segundo as últimas previsões, o défice acumulado no período do programa de ajustamento deverá atingir pelo menos 33,7 mil milhões, mais 6,5 mil milhões que o previsto.


Esta diferença de 6,5 mil milhões, porém, é atenuada pelas várias receitas extraordinárias que o governo foi encontrado para compensar as previsões que foi fazendo. Nas contas do i, considerámos que Portugal em 2011 registou um défice de 7,5 mil milhões de euros, que foi o valor efectivamente reportado pelo INE. Mas 2011 foi quando Passos Coelho decidiu “ir além da troika”, forçando um défice de 4% com receitas extraordinárias, isto quando Bruxelas e o FMI exigiam 5,9% - 10 mil milhões de euros. Caso não considerássemos estas receitas extraordinárias, a derrapagem acumulada no défice neste período poderia saltar para mais de 12 mil milhões, diluindo o peso da decisão do TC para 10% das derrapagens totais.

Ao ano do “brilharete” de ir além da troika, seguiu-se a realidade. Os ganhos conquistados em 2011 - cerca de menos 2,5 mil milhões de euros de défice do que o previsto pela troika - foi quase totalmente desperdiçado no ano passado, com Gaspar a fechar as contas do ano com um prejuízo para o Estado de 10,6 mil milhões de euros, contra os 7,6 mil milhões pedidos pela troika, devendo este ano engrossar ainda mais o buraco: o défice previsto este ano é de 8,9 mil milhões de euros quando segundo o programa de ajustamento não deveria ultrapassar os 5,23 mil milhões de euros. Para o ano, o cenário é idêntico: Na versão inicial do programa Portugal deveria terminar com um défice de 2,3% mas a troika já aceitou que esse valor fique nos 4%.

Considerando o valor do PIB com que Portugal deverá chegar ao final deste ano, 161,6 mil milhões de euros, podemos calcular que durante a vigência do programa (2011-2014) Portugal devia acumular um défice máximo equivalente a 16,8% do PIB. As últimas previsões, contudo, apontam já para um défice total de 20,8% no período - um valor já muito ajudado com receitas extraordinárias.

Dívida, desemprego e recessão
Com as derrapagens nas previsões, naturalmente que além do défice também os cálculos da trajectória da dívida ou da recessão que a economia ia acumular no período ficou longe do antecipado.
Bruxelas e o FMI calculavam que a economia portuguesa entre 2011 e 2014 iria acumular uma contracção do PIB de 0,3% - défice de 2,2% e 1,8% em 2011 e 2012, seguido de crescimento de 1,2% e 2,5% em 2013 e 2014 -, valor que agora saltou para uma contracção total de 6,6% entre 2011 e 2014. É neste indicador que reside também a explicação para as previsões feitas sobre o desemprego: uma contracção acumulada de 0,3% nestes anos resultaria, no entender do governo e da troika, numa taxa de desemprego máxima de 13,5%, que começava em queda acentuada já em 2014, ano em que deveria chegar aos 12,5%. 


Actualmente a taxa de desemprego vai nos 17,5% e ainda em tendência ascendente.
Quanto à dívida pública, e não bastassem os défices maiores que o previsto nas contas, também sofre neste exercício de um outro factor: a maior contracção do PIB que o projectado. A troika previu que a dívida portuguesa não passaria do pico de 114,9% do PIB, que seria atingido este ano - que representava então perto de 200,8 mil milhões de euros, já que o PIB português naquelas contas seria hoje de 174,8 mil milhões. Este valor compara com a previsão actual de uma dívida de 204,5 mil milhões de euros com que Portugal deve fechar as contas de 2013, valor que dada a contracção maior que o esperado corresponde todavia a uma dívida de 123,6% do PIB.

* ESTAMOS TROIKUDIDOS

.
.

 COUPLE COFFEE


O COMBÓIO DESCENDENTE





.
.
HOJE NO
"A BOLA"

Meo Rugby Festival é festa para 
1500 praticantes em Lisboa

As mais jovens promessas nacionais e internacionais do râguebi vão estar em ação nos próximos dias 4 e 5 de maio, no Estádio Universitário de Lisboa, por ocasião da 5ª edição do MEO Portugal Rugby Youth Festival.
Mais de 200 jogos vão entreter os amantes da modalidade durante o fim de semana no recinto lisboeta, num evento que é anualmente celebrado desde 2009 e que voltará a ter entrada gratuita para o público.
A iniciativa é apoiada por A BOLA, jornal oficial do certame, e contará com 1500 praticantes de râguebi, com idades entre os 10 e os 18 anos.
«É o maior evento de râguebi juvenil na Europa. Pretendemos assegurar a continuidade do festival, para que aqui nasçam os futuros Lobos [seleção]. Será uma prova intensa, onde estão representados os melhores clubes nacionais e algumas da melhores equipas estrangeiras », afirmou António da Cunha, diretor da Move Sports (entidade organizadora), na apresentação do evento, que decorreu em Lisboa.
A estrutura competitiva da prova mantém-se: 60 equipas nacionais e estrangeiras vão disputar o torneio em quatro diferentes escalões etários: sub-13, sub-15, sub-17 e sub-19.
«O râguebi transmite valores que queremos associados à nossa marca, como o espírito de equipa, desportivismo, honra e lealdade. Não podíamos ficar de fora», disse Miguel Miguel Guerra, representante do MEO (e da PT), que mais uma vez se associou ao certame.
«É, acima de tudo, um prazer estar aqui ao lado destas pessoas que têm engrandecido o râguebi português», afirmou também na cerimónia o presidente da Federação Portuguesa de Râguebi, Amado da Silva.
Um ‘coaches center’, para os treinadores das diferentes equipas trocarem ideias e conviverem, e um ‘fun park’ para as famílias – com muita animação música, jogos eletrónicos, insufláveis e outras atrações – estão disponíveis durante o evento.

O festival irá decorrer em sete campos relvados e envolve 30 árbitros, além de milhar e meio de jogadores em ação e 200 jogos agendados. 

* Promover assim o desporto é fixe.

.
.

POLÍCIA ATENTO





.