14/02/2013

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 HOJE NO
"RECORD"

Jorge Jesus: «Falta a segunda parte» 

Depois de ver a sua equipa ganhar por 1-0 em Leverkusen, na primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, Jorge Jesus surgiu bastante satisfeito no “flash interview” da SIC. Contudo, embora confiante no sucesso na eliminatória, fez questão de salientar a qualidade da formação germânica e o facto de ainda existirem 90 minutos por disputar.

“Foi um bom resultado, ainda por cima poupando alguns jogadores já a pensar no jogo de domingo com a Académica. Alcançámos objectivos que tínhamos previsto. Estivemos muito fortes tacticamente, nomeadamente a defender. Defrontámos uma equipa muito forte, mas soubemos estar à altura. É preciso relembrar que este Bayer é a única equipa alemã que ganhou ao Bayern esta temporada. E em Munique! Tentámos marcar primeiro, sabendo jogar com o tempo. Depois do golo, procurámos defender essa vantagem. Ganhámos um jogo, mas falta a segunda parte da eliminatória”, resumiu.

Apesar da satisfação da vitória, Jesus não entra em euforia. “Este resultado dá tranquilidade, mas qualquer outro que não fosse perder também já seria bom. Isso, claro, é melhor, como até poderia ter sido ainda mais saboroso se tivessemos conseguido marcar mais alguma vez. Mas, atenção, esta equipa pode fazer o mesmo em Lisboa que nós fizemos aqui”, disse.

A lesão de André Gomes foi a única nota negativa da partida. E segundo Jesus, dificilmente o jovem médio poderá ser opção para a partida com a Académica, domingo, em embate respeitante à 19.ª jornada da Liga.

“O André Gomes tem uma entorse e dificilmente estará em condições para domingo. E o Matic está castigo. Hoje voltou a fazer um jogo espectacular é um elemento preponderante na equipa. Quem viu o onze antes da partida começar, provavelmente pensou noutro resultado, mas como viram foi positivo.E para isso muito contribuiu a força da equipa, mas também a dos adeptos. Os emigrantes foram notáveis. Para todos os portugueses que nos vieram ajudar o nosso obrigado. Felizmente conseguimos dedicar-lhes uma boa prenda”, finalizou.

* Como portugueses saudamos as vitórias de qualquer clube luso nas competições internacionais.
Jorge Jesus esteve bem ao ser parco nas palavras, parabéns.

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 III- O UNIVERSO

  1- COLISÕES CÓSMICAS
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HOJE NO

"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Rui Pedro Soares nega ter pedido
 a Figo para apoiar Sócrates 

O arguido do processo Taguspark, Rui Pedro Soares, disse hoje nunca ter pedido a Luís Figo para apoiar a candidatura de José Sócrates às legislativas e que espera ser absolvido do crime de corrupção passiva para ato ilícito. "Nunca tive essa conversa com Luís Figo. 

Nunca esteve presente no meu espírito", disse Rui Pedro Soares aos jornalistas à saída do tribunal de Oeiras. Rui Pedro Soares, ex-administrador não executivo do polo tecnológico de Oeiras, Américo Tomatti, à data dos factos presidente da comissão executiva do Taguspark, e João Carlos Silva, antigo administrador do polo, estão acusados de corrupção passiva para ato ilícito e começaram hoje a ser julgados. 

Em causa estão alegadas contrapartidas que a Taguspark terá dado, por intermédio do ex-administrador Rui Pedro Soares, ao ex-futebolista Luís Figo para este apoiar a campanha de José Sócrates a primeiro-ministro nas legislativas de setembro de 2009. Rui Pedro Soares adiantou aos jornalistas que espera ser absolvido e que está satisfeito por, ao fim de três anos, poder estar em tribunal onde hoje respondeu "a todas as perguntas" colocadas quer pelo coletivo de juízes quer pelo procurador do Ministério Público. A sessão da tarde foi maioritariamente dedicada à audição de outro arguido, Joao Carlos Silva, que afirmou considerar que, ao ter aceitado o cargo no Taguspark, estaria a desempenhar funções numa empresa privada e não numa de maioria de capitais públicos. 

Este arguido explicou aos juízes que o Taguspark estava a desenvolver um plano de promoção internacional quando o polo tecnológico convidou Luís Figo e José Mourinho para participarem numa ação publicitária. Adiantou que as duas figuras ligadas ao futebol aceitaram participar nesta campanha a troco de 250 mil euros por cada um dos três anos de contrato. Joao Carlos Silva disse ao coletivo de juízes que a mediatização deste processo, iniciado com buscas policiais, pôs em causa o plano de promoção do polo tecnológico que tinha como objetivo arrendar os cerca de cinco mil metros quadrados de espaços disponíveis no polo a empresas, que se traduziria no aumento de 900 mil euros de receitas. 

De acordo com a acusação, o Ministério Público considera que Rui Pedro Soares "pôs em execução uma estratégia para obter o apoio à candidatura do PS" através do contrato de cedência de direitos de imagem do ex-futebolista ao Taguspark, no valor de 750 mil euros. "A formalização destes negócios era, nos termos genericamente acordados entre Rui Pedro Soares e Luís Figo (...) determinante da concretização do apoio deste ultimo à referida campanha político-partidária", refere a acusação. 

 Na sessão de hoje, a presidente do coletivo de juízes adiou para o fim do julgamento a resposta a um requerimento apresentado pela defesa de Américo Thomati para despronúncia dos arguidos do processo por considerar que a sociedade Taguspark é uma sociedade de capitais mistos e não maioritariamente de capitais públicos. A presidente do coletivo de juízes justificou que esta questão só pode ser apreciada depois de produção de prova em julgamento.

* Nunca se mentiu tão bem em Portugal como agora.

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Munir Virani
 O porquê de adorar abutres





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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Ministro da Economia atribui quebra no 
PIB português a desempenho da Europa

Álvaro Santos Pereira atribuiu hoje a queda do PIB português acima das previsões do Governo ao impacto do desempenho da economia europeia, que se revelou inferior ao esperado.
Álvaro Santos Pereira falava, em Trás-os-Montes, à margem de uma sessão de apresentação do programa "Portugal Sou Eu", no dia em que foi conhecida uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) nacional de 3,2% em 2012, superior às previsões do Governo.
BUFANDO P'RÁ EUROPA
Para o ministro da Economia, "como a Europa está em crise e muitos países europeus estão em recessão" e "mais de 70% das exportações portuguesas vão para a Europa, é natural que haja um impacto significativo". "Foi o que aconteceu", afirmou.

Álvaro Santos Pereira lembrou que a previsão do Governo para a quebra na riqueza nacional "rondava os 3%", mas reiterou que "as previsões macroeconómicas são sempre sujeitas a um grau de incerteza que depende obviamente de circunstâncias que muitas vezes são externas à economia portuguesa".

"Nos últimos meses é sabido que a economia europeia teve um comportamento bastante inferior ao que estava a ser esperado e isso reflectiu-se nas nossas exportações, ou seja na procura externa e obviamente teve um impacto no PIB nacional ", declarou.

O ministro considerou "importante referir que ao nível da procura externa Portugal teve um desempenho bastante bom no ano passado, principalmente para os mercados extracomunitários". "As nossas exportações cresceram quase a 20% para os mercados extracomunitários. O que se passou no ano passado também foi um movimento importante dos nossos exportadores, não só de reforço das exportações, mas também de diversificação dos nossos mercados externos", concretizou.

O ministro da Economia admitiu que a procura externa "teve também impacto ao nível do desemprego no país" e contribuiu para a taxa recorde de 16,9% registada em 2012, mas escusou-se a perspectivar que a quebra no PIB possa ter impacto nas previsões do Governo para a taxa de desemprego em 2013.

"Existe uma relação muito directa entre o desempenho económico e a criação de emprego, ou seja, quando uma economia está em recessão sempre destrói mais emprego do que cria, é isso mesmo que está a acontecer em Portugal", afirmou.

Álvaro Santos Pereira acrescentou que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para que Portugal "volte a crescer rapidamente, trabalhando com os parceiros sociais, melhorando a eficácia das políticas activas de emprego e principalmente apostando na requalificação e na formação profissional".

* Um habilidoso a sacudir a água do capote.

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SOFIA CANHA

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Aos pais, 
encarregados de educação e população 

Esta luta não diz respeito apenas aos professores e educadores, mas a todos os cidadãos que acreditam num País melhor e mais desenvolvido 

A Educação, a Escola Pública e os Professores vivem um período de grande complexidade, sem dúvida o mais difícil de sempre no pós-25 de Abril de 1974.
Face a tais políticas e às medidas que as concretizam, a FENPROF decidiu promover uma "Semana de Luto e de Luta pela Profissão de Professor e em defesa da Escola Pública".
O luto que os professores decidiram fazer na próxima semana é de protesto pelas políticas que estão a comprometer a qualidade do ensino e a própria escola pública.

Uma escola pública democrática, gratuita e com acesso para todos é essencial para o desenvolvimento humano e, consequentemente, do País.
Nos últimos dois anos, sobretudo, o sentido das políticas desenvolvidas, os fortíssimos cortes orçamentais e as medidas impostas pela tutela educativa, Ministério da Educação e Ciência e Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos, agravaram problemas existentes e criaram novos:
- As condições de trabalho nas escolas deterioraram-se; - Os encargos das famílias com a educação aumentaram; - O aumento de propinas no ensino superior; - Os horários de trabalho dos docentes ficaram sobrecarregados, constituindo uma das principais causas de desgaste físico e psicológico; - A estabilidade dos docentes, quer profissional, quer de emprego, sofreu sério revés; - A redução de professores nas escolas; - A escola desumanizou-se e desorganizou-se pedagogicamente com os mega-agrupamentos a nível nacional; - A concessão de escolas públicas à gestão privada.
Esta situação criada com a aplicação de tais medidas é potenciadora de elevados e preocupantes quebras da qualidade do ensino, com efeitos que, não sendo imediatamente visíveis, constituirão, para muitos jovens, irreparáveis perdas na sua educação e formação.

Todavia, sujeito a imposições exteriores e, simultaneamente, revendo-se em políticas de desinvestimento nos serviços públicos, desvalorização do rendimento de trabalho e eliminação de direitos laborais e sociais, o Governo, em conveniente parceria com o FMI, vem tornando pública a intenção de cortar ainda mais na Educação (entre 800 e 1.000 Milhões de euros) no âmbito de uma violenta redução de 4.000 Milhões nas funções sociais do Estado.
Por tudo isto, esta luta não diz respeito apenas aos professores e educadores, mas a todos os cidadãos que acreditam num País melhor e mais desenvolvido, assente numa educação integral e de qualidade, não só ao nível científico, mas também humano. 

Coordenadora do SPM

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA"
13/02/13

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HOJE NO
"DESTAK"

Núncio em Damasco diz que se caminha sobre sangue e o mundo lava as mãos 

O núncio apostólico (embaixador) em Damasco afirmou na quinta-feira, na Rádio Vaticano, que na Síria "caminha-se sobre o sangue das vítimas" e tem-se a impressão de que a comunidade internacional "lava as mãos". "Estamos a viver uma Sexta-Feira Santa [comemoração da crucificação de Jesus] que dura, dura, e não deixa antever a luz da Páscoa (...). 
 Receio que o gesto da Sexta-Feira Santa [do governador romano Pôncio Pilatos durante o processo de Jesus] se repita: o de lavar as mãos", afirmou Mario Zenari. Durante a sua intervenção, o núncio apelou ao socorro e fez uma crítica severa à inação da comunidade internacional.

* Um drama sobre o qual os políticos coçam a micose.

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