25/01/2013

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HOJE NO
"RECORD"

FPF abre processo disciplinar 
aos dragões

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) abriu um processo ao FC Porto, devido à utilização irregular de três jogadores na Taça da Liga, disse esta sexta-feira à Lusa fonte próxima ao processo.

O FC Porto pode ser desclassificado da Taça da Liga por utilização irregular de Fabiano, Abdoulaye e Seba frente ao V. Setúbal, menos de 72 horas depois de terem alinhado na equipa B, contrariando o regulamento.

Após a abertura do processo disciplinar, o CD remeteu os documentos para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), uma vez que terá de ser a Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) do organismo a desencadear a instrução e a deduzir a acusação, acrescentou a fonte. Em condições normais, uma vez que a prova é organizada pela LPFP e sujeita ao seu Regulamento de Competições e Regulamento Disciplinar, o processo deveria ter sido desencadeado pelo organismo.

A mesma fonte referiu que este processo não pode ter sido decidido esta sexta-feira, uma vez que o número dois do Artigo 259.º do Regulamento Disciplinar da LPFP, que regula a tramitação do processo sumário, estipula um prazo de cinco dias para que tal aconteça. A abertura do processo disciplinar por parte do CD da FPF suspende a homologação do resultado do encontro entre FC Porto e V. Setúbal, que, em condições normais, seria feita em 30 dias.

O Regulamento de Competições da LPFP, sobre a inscrição e participação de equipas B na 2.ª Liga por clubes da 1.ª Liga, dita, no artigo 13.º, que "qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa B decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo".

O trio foi titular na vitória caseira dos dragões sobre a formação setubalense, por 1-0, com golo de João Moutinho, no encontro da terceira jornada do Grupo A da terceira fase da Taça da Liga, disputado a 9 de janeiro, e que teve início às 17h30, ou seja, 71 horas e 45 minutos após o final do jogo anterior.

A 6 de janeiro, o guarda-redes brasileiro, o defesa senegalês e o avançado brasileiro tinham alinhado, também de início e durante os 90 minutos, no encontro do FC Porto B diante da Naval, da 21.ª jornada da 2.ª Liga, que teve início às 16h00 e terminou cerca das 17h45. De acordo com o artigo 78.º Regulamento Disciplinar da LPFP, sobre a inclusão irregular de jogadores, o clube será punido com as sanções de derrota e de subtração de pontos (dois a cinco), enquanto o artigo 44.º frisa que a sanção da derrota prevê a perda dos pontos correspondentes ao jogo em causa e a sua atribuição ao adversário.

Logo, o FC Porto poderá perder os três pontos conquistados e cair o segundo lugar do Grupo A, por troca com os sadinos, que assim garantem a passagem às meias-finais da prova, onde devem defrontar o Rio Ave. Na outra meia-final, Sp. Braga recebe o Benfica, vencedor das últimas quatro edições do troféu.

* Não somos adeptos do FCP e lei é lei, mas a aplicação da lei refere-se neste caso a uma "panasquiçe" de 15 minutos que pode deitar por terra o esforço e valor dos jogadores da equipa.
Assim não.

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NOVA YORK VAZIA





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 Era um lingrinhas/6




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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

 Desempregados tratados como "bandidos" em centros de emprego

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza denunciou, esta sexta-feira, que há centros de emprego que tratam os desempregados como "bandidos" e esquecem-se que, para terem direito a subsídio de desemprego, essas pessoas já descontaram para a Segurança Social.
Sérgio Aires falava no decorrer do debate promovido pela rádio Antena 1 sobre "Estado Social. Que futuro?", em Lisboa, no qual criticou o facto de alguns centros de emprego tratarem os desempregados como "bandidos". No final do debate, o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal admitiu à agência Lusa que alguns centros de emprego, em algumas zonas do país, estão a passar por situações "que os próprios funcionários nunca imaginaram", "desde o número de pessoas que acorre aos centros de emprego até ao volume de trabalho que também aumentou".

 Sérgio Aires frisou que se trata de um "trabalho meramente burocrático" porque as "pessoas vão aos centros de emprego marcar presença" em vez de irem procurar ofertas de emprego ou mostrar que andam à procura de emprego. "É provável que o cansaço de alguns funcionários de alguns centros de emprego ajude a que esta interpretação seja feita, principalmente em cidades onde o desemprego é mais acutilante, como Setúbal ou o Porto, mas a verdade é que os ecos que nos chegam é que as pessoas são tratadas como se não tivessem direito a receber aquele valor e estão a tirar dinheiro a alguém", criticou. 

Sublinhou que esta é uma situação "emocionalmente muito pesada" para alguém que não contava estar desempregada, que tem outras pessoas a cargo e que muitas vezes para terem algum rendimento extra têm de fazer coisas "inimagináveis" como ir buscar um familiar a um lar para poder ter acesso ao valor da pensão e complementar assim o rendimento mensal do agregado familiar. "Tudo isso em cima desta mesma pessoa e ainda por cima vai a um centroi de emprego e é tratado como se o dinheiro que está a receber no estivesse a roubar a alguém, não é positivo", apontou, apesar de admitir que os centros de emprego também estão atualmente "numa situação muito complicada". 

Sérgio Aires alertou também que, se muitas vezes as pessoas desempregadas recorrem à economia informal, "não é porque são bandidos, mas porque têm contas para pagar e pessoas para alimentar". "O que os nossos políticos têm de pensar é que se não se fizer nada no sentido de criar e reforçar a economia formal, a economia informal vai crescer", apontou. 

Acrescentou que há preconceito em relação ao desemprego, às pessoas desempregadas, a quem recebe o Rendimento Social de Inserção (RSI), com todas as pessoas "que ficam nesta dependência do Estado como se o Estado não tivesse obrigação de lhes pagar". 

O responsável deixou ainda um alerta em relação ao caminho que se está fazer em matéria de reforma do Estado Social e de como se pode estar a caminhar para o fim do Estado democrático dado que "a coesão social está em risco".

* Esse tratamento não é inocente, alguém o induz a fazê-lo...

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 Era um lingrinhas/5




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 2/PARA VIVER
               E SONHAR

Das mais simples e acolhedoras


ao tradicionalismo conservador



ou como se fosse uma jóia incrustrada


talvez um bloco temático


 num desafio ao fio de prumo


recambiada do Ártico


ou na magia do abismo



a noite revela-a em pleno


no céu e no mar


em qualquer lugar


 na  simplicidade do tempo


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 Era um lingrinhas/4





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