13/09/2012

.

 I -VISÕES DO FUTURO
 
2- A REVOLUÇÃO QUÂNTICA



 A revolução quântica poderá transformar qualquer idéia da ficção científica em ciência real. Desde metamateriais com propriedades tão impressionantes quanto a invisibilidade, passando por energia quântica ilimitada e supercondutores de temperatura, até o elevador especial de Arthur C. Clarke. 
Alguns cientistas predizem, inclusive, que na segunda metade do século qualquer um poderá ter um produtor molecular que reagrupará as moléculas para produzir qualquer coisa a partir de qualquer material. 
Como usaremos este poder à nossa disposição?


.


HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Aprovada extinção e mudança 
de estatuto de 139 fundações

 O conselho de ministros validou hoje propostas de extinção ou mudança de estatuto para 139 fundações e a manutenção de outras 91. 

Num comunicado, o conselho de ministros anuncia ter aprovado "as propostas de decisão relativas ao processo de censo às fundações", estipulando quais é que serão alvo de "extinção, redução ou cessão de apoios financeiros públicos [ou] cancelamento do estatuto de utilidade pública".

Ainda segundo o comunicado, o censo às fundações identificou 558 entidades; destas, foram excluídas as fundações religiosas e as que não responderam ao inquérito. Outras 174 fundações são de solidariedade social, alvo de um "processo de avaliação qualitativa" que "estará brevemente terminado".
Restam 230 fundações. Segundo o comunicado, foi decidida a "manutenção" para 91 delas; para as restantes 139, o destino será a extinção, o corte (parcial ou total) de dinheiros públicos ou a perda do estatuto de utilidade pública.
O comunicado não especifica que fundações terão que destino. Inquirido pela Lusa, o Ministério das Finanças não disponibilizou a lista das 139 fundações, mas ela deverá ser conhecida ainda esta semana.

A "conclusão definitiva do processo" está pendente "dos procedimentos legalmente exigidos", lê-se no comunicado do conselho de ministros.

No mês passado, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, foi designado pelo Executivo para avaliar as fundações.
O Governo quer extinguir "dezenas de fundações" para cortar entre 150 milhões a 200 milhões de euros por ano, cerca de metade do apoio financeiro concedido.

* O país cresce quando for exterminada a "Fundação dos Políticos Corruptos e Ofícios Correlativos"

.


.
PHIL COLLINS
IN THE AIR TONIGHT





.
 .

HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Universidade de Ânglia Oriental, Inglaterra
Sexo melhora qualidade do sono 

Há novos indicadores que o sexo faz bem à saúde. Um estudo realizado com moscas fêmeas registou benefícios não apenas em funções relacionadas com a reprodução e fertilidade, mas com a qualidade do sono, imunidade e alimentação.

Segundo cientistas da Universidade de Ânglia Oriental, Inglaterra, o que provoca estes benefícios nas moscas é uma proteína - chamada de "peptídeo do sexo" ­- presente no sémen dos machos. Os genes beneficamente afectados estão ligados à ovulação, à percepção de nutrientes e à reacção à luz - que influencia a regulação do sono.

* Uma excelente notícia para quem sofre de insónias!  Sexualizem, se a insónia for grande sexualizem até ficarem  a arfar, verão que um sono repousado os irá confortar.
Também será uma excelente notícia para as lojas de venda de artigos eróticos, é claro que quem vive só não pode sexualizar com o primeiro transeunte que lhe passa à frente dos olhos, não senhor, mas há uns artefactos modernos e limpinhos que também dão conta do recado sem exporem ninguém na praça pública. Para os mais púdicos até existem cintos de castidade com vibrador.
Quem não ficará muito contente com esta investigação serão mesmo os fabricantes de psicótrópicos que vendem diáriamente toneladas de  drunfos para dormir.
E as farmácias, além das "pillow" para um sono melhor, será que vão passar a vender outros artigos???
Sexualizem porque quem nos f... é o governo.


.
..
  ISLÃO/7



 No que respeita a religiões temos muito pouca consideração mas, no entanto, respeitamos em absoluto a fé de quem as pratica. Há um ror de semanas que temos, às sextas-feira, editado um trabalho em defesa da Igreja Católica, estamos a falar da igreja não do catolicismo. Achamos de inteira justiça difundir um trabalho sobre o Islão, mau grado a história contemporânea registe actos criminosos em nome da fé extremista. É da sua competência, estimado visitador, comentar sobre o assunto, com inteligência, sem recorrer à calúnia. 

Lembramos os Srs. Visitadores que esta série teve início a 28/06/12 e se prolongou por todas as quintas-feira do mês de Julho. Retomámo-la a 06/09, obrigado.

.
.


HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Comissão para as PPP regressa
Inquérito retomado

A comissão de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias vai retomar os trabalhos na próxima terça-feira, com o ex-ministro de Estado das Obras Públicas João Cravinho e o ex-secretário de Estado do Orçamento João Carlos Silva. 

Naquela que será a segunda fase de audições, a primeira PPP a ser analisada será a Fertagus, a concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril, revelou o presidente da comissão parlamentar de inquérito às PPP do setor rodoviário e ferroviário, o deputado do PCP António Filipe. 

Na terça-feira, os deputados vão questionar o ex-ministro das Obras Públicas João Cravinho e o ex-secretário de Estado do Orçamento João Carlos Silva. Nos dias seguintes, serão ouvidos José Luís Catarino, presidente da concessionária, e António Brito da Silva, que presidiu ao conselho de administração do extinto Instituto Nacional do Transporte Ferroviário. 

 Na sexta-feira, é a vez de José Braamcamp Sobral, que presidiu à comissão para o concurso da Fertagus. 


* Inquérito ao covil 

.
.

DOUTRO SÉCULO

ou talvez não 







 O cinto castidade foi um acessório projetado para ser usado sobre o ventre, envolvendo totalmente os órgãos genitais e trancado ao redor da cintura por cadeado de modo a frustrar, limitar ou restringir a atividade sexual (penetração), orgasmo e a masturbação. Ao mesmo tempo, o cinto de castidade não impede a realização de outras funções fisiológicas, para que a sua utilização por períodos longos ou até indeterminados seja viável. Os cintos de castidade podem ter sido usados de forma voluntária com a finalidade de proteção contra estupro, para evitar doenças, infidelidade ou ainda para eliminar a "possibilidade de o usuário cair na tentação e pecar (luxúria)" dentro de preceitos cristãos, e se auto-flagelar dentro de um contexto religioso rigoroso.



Podem ter sido usados de forma obrigatória, com o intuito de torturar fisicamente ou psicologicamente inocentes, para intimidar, punir, coagir ou para obter falsas confissões.
Alguns pesquisadores consideram o uso de cinto de castidade na Idade Média como falácia, isto é, sem comprovação.


De qualquer forma, embora seja contrário ao senso comum, os cintos de castidade não são coisas de um passado remoto. Não são só objetos de museu, não caíram em desuso e nem estão extintos, mas continuam sendo produzidos, vendidos e utilizados hoje em dia, principalmente por homens, porém em um contexto totalmente diferente.


Ao longo dos anos foram criados e aperfeiçoados vários dispositivos, tanto para mulheres quanto para homens, buscando melhorias ergonômicas como segurança, higiene, tamanho e conforto para possibilitar o uso contínuo e indeterminado com maior garantia de eficácia e discrição.



Provavelmente foi na Europa da Idade Média onde se tem notícia que surgiram os primeiros modelos de cintos de castidade femininos, possivelmente na Itália, na cidade de Carrara, há aproximadamente seiscentos anos atrás e depois na França, Inglaterra e até na Península Ibérica. Mas alguns estudiosos alegam que esses objetos surgiram apenas no início do século XIX.


Há alguns registos de uso de dispositivos de castidade no Japão e Índia feitos de cordas e complexas amarrações. Não há registros de cintos masculinos naquela época, apenas existiam modelos femininos, sempre usados como forma severa de opressão sexual contra atos de traição a seus cônjuges.

MACHO NÃO ESCAPA

A submissão feminina ao cinto não era sempre consensual e havia um viés religioso intrínseco ao uso do aparato. O seu uso era compulsório, bastante desagradável e degradante à mulher, porém era justificado como forma de dominação, mortificação ou para evitar infidelidades, estupros ou o conceito cristão de "pecado da carne" e a "queda ao inferno".
A mulher escondia o cinto de castidade da sociedade da época por debaixo das volumosas saias e vestimentas para evitar embaraço ou troça.



 Possivelmente, durante a Inquisição, no tempo das Cruzadas e na época das Grandes Navegações, como os homens costumavam se ausentar por meses, anos ou até mesmo por décadas, cuidando de diversos interesses pessoais, religiosos ou do Estado, muitos deixavam as suas esposas, concubinas, filhas ou prometidas desprotegidas, sozinhas e disponíveis ao chamado "pecado" (um conceito cristão de transgressão às severas leis impostas pela Igreja) ou a outros pretendentes. 


A invenção do cinto de castidade feminino representava uma possibilidade de controle à distância e garantia de posse, em uma sociedade bastante primitiva nas questões das liberdades individuais e direitos da mulher e do homem. Não é de se espantar que na mesma época a prática da escravidão fosse aceita pela sociedade, religião dominante e era praticada amplamente nas colônias como forma de exploração da mão-de-obra de negros e nativos.



Naquela época a abstinência sexual voluntária ou negação do prazer foi considerada como pureza, um tipo de virtude desejável (hoje em dia em algumas culturas e situações esse conceito permanece). O prazer sexual feminino e masculino, liberdade sexual em muitos lugares, inclusive no interior do Brasil, é visto ainda como um tabu ou violação de preceitos de pureza ou rebeldia contra os fundamentos basilares da cultura judaico-cristã. 

VERSÃO CHINESA MASCULINA
O conceito do "pecado original" e a mitológica "queda de Adão" estão intimamente correlacionados com a bíblica "descoberta do conhecimento do bem e do mal". O prazer sexual feminino é tabu, ou seja, a mulher foi pretensamente a "causadora de todo o mal", pois, segundo a mitologia judaico-cristã, "detém o poder da sedução, recebendo a culpa por atentar contra a pureza da criação". Dessa forma, o uso do cinto, poderia ser justificado e tornado obrigatório e não poderia ser contestado, caso fosse requerido. Não cabia ao homem se educar, conter os seus instintos e desejos sexuais, mas a mulher deveria ser tolhida e se sacrificar para evitar a consumação de atos considerados "libidinosos".

 
Além de garantir a "virgindade" de forma cruel, o uso do cinto pretensamente "evitava" a disseminação de doenças venéreas, gravidez, estupro e a masturbação. Provavelmente o uso do cinto de castidade também se tornou uma forma de castigo, uma punição para mulheres adúlteras, excessivamente libidinosas ou por pura crueldade ou até por sadismo pervertido. De qualquer forma o uso de cintos foi aceito socialmente como uma forma de controle feminino, com aval religioso e aceitação em conventos, mosteiros e outras instituições religiosas e sociais.

O Uso atual

Há registro de uso de cintos na França, Alemanha, Américas e Austrália por homens e mulheres no final do século XX.

 Segundo estatísticas recentes cerca de trinta mil homens vão trabalhar trancados em seus cintos de castidade masculinos no Reino Unido todos os dias, segundo o jornal The guardian. Dessa forma o uso atual é muito mais difundido do que na antiguidade e, curiosamente, se tornou predominantemente masculino. 

Embora ainda existam diversos modelos femininos disponíveis para aquisição; A novidade realmente são os modelos masculinos, porque além da troca de papéis com relação ao passado, são muito variados em formato, materiais, preço e fabricação. As vendas alcançam percentuais muito superiores aos dos modelos femininos. Todavia, como outrora, o seu uso continua sendo sigiloso para não chocar, causar embaraço ou escárnio.

A utilização atual do cinto de castidade se tornou um ato consciente e opcional (consensual) e pode estar intimamente relacionado com algumas práticas fetichistas, inclusive com o BDSM, porém não exclusivamente, porque pode ser uma opção de um casal interessado em banir definitivamente a possibilidade da traição masculina ou evitar a masturbação por inúmeros motivos.


.