03/07/2012

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Probabilidade de Grécia e Portugal 
saírem do euro é de 85% 

Uma economista próxima de Nouriel Roubini disse hoje que há "uma probabilidade de 85%" de a Grécia e Portugal saírem do euro.

Num colóquio anual organizado em Atenas pelo jornal britânico The Economist, que nunca escondeu as suas dúvidas sobre a manutenção da Grécia na Zona Euro, Megan Greene, diretora de estudos europeus da empresa do analista Nouriel Roubini, afirmou que a Grécia deverá ser a primeira a abandonar a moeda única. "Estimamos que há uma probabilidade de 85 por cento de ver a Grécia e Portugal saírem da Zona Euro. Na minha opinião, a Grécia vai ser o primeiro país a sair e isso vai acontecer no início do próximo ano", afirmou Greene. Jörg Asmussen, membro do Banco Central Europeu (BCE), falou na abertura do debate em representação dos credores internacionais de Atenas - BCE, Comissão Europeia (CE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). 

O responsável foi perentório: os gregos devem aceitar e acelerar os sacrifícios e as reformas estruturais se quiserem sair da crise e garantir a pertença à Zona Euro. E, para isso, devem proceder à "desvalorização interna", ou seja, baixar fortemente os custos de produção do país, sobretudo os salários, para poderem entrar num caminho de competitividade e de crescimento, sem desvalorizar a moeda. 

Convidado de honra para as conferências que hoje tiveram lugar em Atenas, Alexis Tsipras, líder da oposição e dirigente da esquerda radical grega, o Syriza, que se tornou o segundo partido mais votado do país depois das eleições legislativas de 17 de junho, foi um dos oradores. 
Para Tsipras, o esquema de "desvalorização interna" preconizado pelos credores internacionais da Grécia é "doloroso para o povo grego" e "ineficaz", uma vez que conduz a um "desastre humanitário". "A austeridade", disse, vai "agravar a situação" e "conduzir o país à saída da Zona Euro, que é a única via institucional possível para um Estado no interior da moeda única", acrescentou. 
Referindo uma reforma fiscal e a luta contra a corrupção, Tsipras considera que estas alterações "necessárias" não podem ser realizadas de maneira duradoura num ambiente de "afundamento da economia". Entre as medidas que defende, o responsável do Syriza aponta "uma moratória" sobre o pagamento da dívida helénica. Megan Greene, por seu lado, não acredita que "este governo tenha mais hipóteses do que o anterior de adotar reformas" e afirma que a Grécia "já não pode suportar mais austeridade". 
A economista alerta ainda para que, "de qualquer forma, se conseguirem [implementar as reformas], isso vai colocar em risco o crescimento, o que vai ser muito duro para o povo". "A 'troika' [BCE, CE e FMI] nunca vai permitir uma moratória sobre o pagamento da dívida e a Grécia vai ser obrigada a entrar em incumprimento e, por isso, a sair da Zona Euro", sentenciou a responsável. 

* Se Grécia e Portugal saírem da zona euro a UE acaba em pouco tempo. Rússia e China esfregarão as mãos de contentamento e os Estados Unidos irão chorar amargamente. 
No entanto parece-nos que as profecias da desgraça proferidas por estes gurus da economia, incorporam uma grande orquestração de lobbys interessados em estabelecer grandes confusões políticas e sociais, em toda a periferia da europa, no norte de áfrica e próximo oriente.
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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/
/DINHEIRO VIVO"

Finanças enviam 300 milhões em 
crimes fiscais para PJ investigar


 As Finanças enviaram para a PJ e o Ministério Público investigarem 3167 inquéritos relativos a crimes fiscais avaliados em mais de 300 milhões de euros. De acordo com o Relatório de Combate à Fraude e Evasão Fiscais e Aduaneiras relativo a 2011, entregue ontem na Assembleia da República, "em resultado da intensificação da investigação criminal por parte da DGCI (Direção-Geral de Contribuições e Impostos), foram instaurados 7.182 inquéritos criminais, e concluídos 7.917." 

  "No que concerne à intervenção da PJ, mais de 40% dos inquéritos concluídos em matéria tributária foram remetidos ao Ministério Público com proposta de acusação, sendo que o valor em causa nos referidos inquéritos supera os 300 milhões de euros". Ou seja, as Finanças consideram haver matéria de facto para acusar e condenar por crime cerca de 3167 casos de contribuintes. O mesmo documento diz que "os serviços antifraude da DGAIEC [Alfândegas] foram protagonistas de múltiplas apreensões de sucesso respeitante a mercadorias cujo valor se cifrou na ordem dos 52 milhões de euros, um valor histórico de apreensões dos quais se destacam automóveis, bebidas alcoólicas, óleos minerais. 

Mais se acresce o desempenho assinalável nas apreensões de estupefacientes que ascenderam a 716.474 gramas [mais de 716 quilos], correspondente a 187 apreensões". As compras e vendas de imóveis por parte de empresas também permitiram a deteção de irregularidades. "No âmbito do controlo do regime jurídico e do cumprimento das obrigações tributárias dos sujeitos passivos de IRC por parte da IGF, no âmbito do sistema de controlo das correções ao valor de transmissão de direitos reais sobre bens imóveis [...] foram detetadas situações irregulares, que implicaram correções à matéria coletável de IRC na ordem dos 130,2 milhões de euros", refere o relatório das Finanças. 


* Oxalá o crime não compense

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BOM DIA





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