18/04/2012

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Anonymous entre as 100 personalidades
. de 2012 da lista da revista Time

O grupo de piratas informáticos Anonymous, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e a cantora pop britânica Adele figuram na lista das 100 personalidades mais influentes de 2012 divulgada, esta quarta-feira, pela revista norte-americana Time.

Três brasileiros constam este ano da lista: a presidente da República Dilma Rousseff, a presidente-executiva da Petrobás Maria das Graças Silva Foster e o bilionário Eike Batista.

Este ano, a lista da Time, composta por artistas, empresários, políticos e outras individualidades de renome, integra um número recorde de 54 personalidades não norte-americanas, sublinhou a revista.

Entre estas personalidades está a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde.

"A natureza da influência mudou. Na época do Twitter [rede social], ela nunca foi tão fácil ou efémera", explicou a Time.

"É por isso que tentámos escolher pessoas cuja influência é durável e, com poucas exceções, louvável", reforçou o título.

Do mundo político destaca-se a presença do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, da chanceler alemã Angela Merkel, do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ou do chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu.

No universo desportivo, a revista elegeu o basquetebolista (da NBA) norte-americano originário de Taiwan Jeremy Lin, o futebolista argentino Lionel Messi e o tenista sérvio Novak Djokovic.

Entre os artistas, a Time também considerou a cantora pop Rihanna e a atriz norte-americana Viola Davis, nomeada este ano para o Óscar de melhor interpretação feminina, como figuras influentes em 2012.

Sharmeen Obaid-Chinoy, a realizadora paquistanesa que ganhou o Óscar para melhor documentário com um filme sobre os ataques com ácido contra mulheres, e a ativista egípcia Samira Ibrahim, que denunciou a realização de "testes de virgindade" impostos a manifestantes detidas, são outros dois nomes da lista.

A estilista britânica Sarah Burton, que idealizou o vestido de noiva da duquesa de Cambridge Kate Middleton, também figura na lista.

A própria Kate Middleton, mulher do príncipe herdeiro William, e a sua irmã, Pippa, foram igualmente destacadas pela revista norte-americana.

Esta lista anual, que não se assume como um 'ranking', é criada com base nas recomendações dos correspondentes da revista, durante um processo que dura vários meses.


* Quem diz que ser pirata não é fixe?


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I-HISTÓRIA DA CIÊNCIA



4 - O QUE HÁ LÁ FORA?




UMA MAGNÍFICA E IMPERDÍVEL  SÉRIE DA BBC


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Estudo quer conhecer relações entre empresas e políticos

Decorre durante o mês de Abril o inquérito a 100 empresários e a 50 políticos sobre as relações entre poder político e empresarial. Os resultados serão apresentados na Cimeira Ibero-Americana. O inquérito está a ser realizado em Portugal pela Imago-Llorente  & Cuenca.

A influência das empresas na definição de políticas económicas dos governos, ou a colaboração dos executivos na actividade empresarial são temas abordados num inquérito que tenta perceber a relação entre política e mundo empresaria. Ou ainda em que medida a política diplomática do Governo contribui para a actividade da empresa no exterior. Pede-se também a opinião sobre a medida mais urgente que deveria ser tomada pelo Governo e as características de um bom líder político. Algumas destas questões colocadas a empresários são também endereçadas aos políticos.

São catorze perguntas colocadas a empresários da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Espanha, México, Panamá, Peru, República Dominicana. E a 100 empresários portugueses, num inquérito que está a ser realizado, durante o mês de Abril, nestes países e que pretende conhecer as relações entre empresários e políticos.

Em Portugal, o inquérito está a ser conduzido pela Imago-Llorente & Cuenca. O tratamento dos resultados e relatório final será elaborado por Alfredo Arceo, professor da Faculdade de Ciências de Informação, da Universidade Complutense de Madrid.

Os resultados serão apresentados na Cimeira Ibero-Americana que se realiza em Junho, em Cádiz, lê-se no comunicado da Imago-Llorente & Cuenca.

No inquérito aos políticos, que em Portugal será dirigido a 50 pessoas, são feitas igualmente 14 questões, mas de sentido contrário, perguntando-se, por exemplo, o empresário que considera de maior valor, assim como as características que devem os empresários deter.

Este é um estudo que já foi feito em anos anterior. Em Junho de 2011 foi apresentado o inquérito realizado a 1800 personalidades e que contou, pela primeira vez, com Portugal. Nos resultados gerais, 25% dos empresários consultados dizem que o contacto com o Governo é suficiente, 24% frequente e 11% constante. E não se sentem influenciados pelas políticas governamentais que não geram confiança suficiente nas empresas. As medidas laorais, fiscais e sociais são as mais urgentes, no entender dos empresários consultados.

No inquérito do ano passado, Barack Obama e Angela Merkel são os políticos internacionais mais valorizados e Lula da Silva foi, no ano passado, o político latino-americano mais referido. Nos empresários, os internacionais mais valorizados foram Bill Gates e Steve Jobs e Carlos Slim, nos latinos.


* É um estudo interessante para dar a ganhar mais uns milhares de euros a alguns "estudiosos". Claro que empresários e políticos vão omitir a verdade das verdades nas suas relações, que é a do conluio perfeito, chegando ao requinte de criação de legislação conveniente para determinado grupo económico, empregos topo de gama para políticos e familiares, sacos azuis, etc., etc., etc..


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GENIAZINHA




Ellis, 7 anos

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HOJE NO
"DESTAK"

O dia em que se celebra 
os monumentos e os sítios

Entradas grátis, visitas guiadas e exposições marcam o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Muitas são as ideias para não deixar passar a efeméride. Veja as nossas! A Fortaleza Nossa Senhora da Luz em Cascais, e as Ruínas Romanas do Sítio Arqueológico de Tróia são dois dos palcos destas celebrações.

Hoje, o dia é aberto, com entrada gratuita no sítio arqueológico de Tróia. Pelo segundo ano, as Ruínas Romanas abrem as portas para uma visita livre das 10h às 13h e das 15h às 17h30. Ás 15h, está marcada a visita temática A Singularidade do Sítio Arqueológico de Tróia.

Também o Aqueduto das Águas Livres e a Fábrica da Pólvora de Barcarena abrem as portas para visitas temáticas, hoje, das 10h às 17h30. Os dois espaços da Rede Portuguesa de Museus têm o objectivo de dinamizar estes lugares histórico-culturais. Além da visita, a Fábrica da Pólvora de Barcarena e o Museu da Pólvora Negra oferecem uma visita à exposição Fio da Memória – Operários da Fábrica da Pólvora, hoje, às 10h e amanhã, às 14h30.
Com o lema Do Património Mundial ao Património Local: Proteger e Gerir a Mudança, o Museu da Cidade organiza hoje um percurso pedestre ao longo do traçado da Cerca Velha, das 10h às 14h30. À mesma hora, decorre também Registos de Santos em Azulejo – Um Percurso em Alfama. Também o Museu do Teatro Romano tem visitas orientadas de entrada livre, hoje, às 14h30.

Sintra também não fica indiferente ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Estão marcadas para hoje visitas técnicas guiadas ao Palácio da Pena (às 10h), ao Castelo dos Mouros (às 12h), ao Palácio de Monserrate (às 15h), e ao Chalet da Condessa d’Edla (às 16h30).

No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara de Cascais e a Universidade Lusíada promoveram hoje às 10h, no Centro Cultural de Cascais, o seminário Do Património Mundial ao Património. Do programa que decorre até dia 21, destacam-se ainda as visitas à Fortaleza de Nossa Senhora da Luz.


* Aproveitemos os nosssos monumentos e sítios antes que o governo os venda...


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AUTO-COLANTE PARA SENIORES






Acredito em ter sexo no primeiro encontro, na minha idade talvez não haja um segundo

 N
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HOJE NO
"i"

Portugueses tristes, desanimados, stressados... e esquecidos?
Psicólogos fazem o retrato da nação em tempo de crise: as soluções também estão no passado

Décia tem 36 anos e vive em Rabo de Peixe, uma das freguesias mais pobres do país. Teve um AVC, um irmão morreu com cancro, os filhos estão com problemas na escola. A psicóloga e professora da Universidade Técnica de Lisboa Helena Marujo, mentora da psicologia positiva, vai buscar o exemplo porque mostra uma “estratégia genial” para lidar com dificuldades constantes e incontornáveis, o prato do momento. Quando está em baixo, Décia pára o que está a fazer. À sua esquerda imagina uma caixa onde fecha todos os problemas. À direita, uma caixa de imaginação, com a vida de que gostaria e merece ter. Depois fecha o sonho e vira-se para a caixa do lado esquerdo: “Ganhou forças e deixa sair um problema de cada vez.”

Em vésperas do primeiro congresso da Ordem dos Psicólogos, sete psicólogos traçaram ao i o diagnóstico dos portugueses nesta crise e avançam soluções.

Como estamos? Desanimados, com pouca esperança no futuro, vulneráveis a pressões que levam a um stresse crescente nem sempre valorizado. Temos dificuldade na escolha de prioridades. Entramos em espirais viciosas de queixas, deixamo-nos dominar pelas más notícias. Somos pouco pró-activos, acusamos os políticos e não assumimos a nossa parte da culpa. E esquecemos que esta crise não é a primeira que vencemos.

“Falta esperança, algum optimismo e a confiança de uma perspectiva histórica”, aponta Helena Marujo, que tem estudado a felicidade e o bem-estar em contextos de privação. “Pessoas em lugares como Rabo de Peixe têm-nos ensinado onde ir buscar forças. Dizem-nos que não perdem o optimismo, ajudam os outros, partilham o pouco que têm, investem no sentido de humor, têm uma grande atenção à família e às relações interpessoais”, diz a investigadora, que vê a crise acordar muitas pessoas – mesmo as mais desafogadas – para o essencial. “Já tivemos fascismo, emigração profunda, uma guerra colonial, e conseguimos entrar numa democracia mais ou menos bem-sucedida e encontrar equilíbrios e políticas sociais de que nos orgulhamos.”

Para Anabela Vitorino, professora e coordenadora do gabinete de apoio psicológico da Escola Superior de Desporto de Rio Maior do Instituto Politécnico de Santarém, a instabilidade, a tristeza e o desânimo são indicadores visíveis, com impactos que é preciso saber gerir com instrumentos da psicologia. Só na sua escola, a maioria por dificuldades financeiras, 12 alunos anularam as matrículas desde o início do ano. “A grande dúvida que me apresentam é para quê este esforço na formação, de que vai valer, se terão de emigrar. Falam na quebra de expectativas, de virem a ser caixas de supermercado.”

Definir Prioridades Os resultados, que em muitos casos passam por trabalhar o amor-próprio, vão sendo conseguidos, com alguns alunos a optarem por só fazerem exames, em vez de avaliação contínua, e a contribuírem para o orçamento familiar com part-times ou trabalhos sazonais: “Enfrentar a crise passa por definir muito bem prioridades e os portugueses por regra não o fazem.”

Sara Bahia, especialista em psicologia da educação da Universidade de Lisboa, também nota o aumento do abandono académico. Mas, se por um lado diagnostica um sentimento generalizado de insatisfação com a vida, a resignação e a inactividade são constantes. “As pessoas queixam-se muito, mas não sei se já interiorizaram a crise e o que ela implica. Se o tivessem feito, seriam mais pró-activas.”

Na saúde em contexto laboral, João Paulo Pereira, psicólogo clínico e professor do Instituto Superior da Maia, fala de um cenário preocupante, pelo agravamento das pressões negativas, mas ao mesmo tempo de uma oportunidade de mudança permanente que será um trunfo para todos, empregados e empregadores: organizações mais centradas nas pessoas. “Uma estratégia de gestão virada para as pessoas é a grande arma para manter a motivação, o envolvimento e a saúde mental dos trabalhadores.”
Liderança José Afonso Oliveira, presidente da ICF Portugal Associação de Coaching (International Coach Federation), é outro apologista desta mudança de paradigma como forma de combater o pessimismo instalado. “Levar as pessoas a envolverem--se mais, a sentirem-se protagonistas da vida das empresas, não custa muito dinheiro. A liderança não se aprende só nos livros, mas na postura que se tem perante a vida e na relação com os outros.” Afonso Oliveira diz que assumir este protagonismo será crucial para vencer a crise e proteger a cabeça: “Se cairmos no choro sistemático sobre o leite derramado não construímos nada, quando muito temos pena de nós próprios e fazemos com que os outros tenham pena de nós. Isso não nos devolve nem os recursos, nem a riqueza, nem o valor que precisamos de reencontrar.” E uma chave para isso, diz o coach, seria mais civismo: “Sejamos exigentes com os políticos, mas cada um de nós tem poder. Se eu não estacionar em cima do passeio provavelmente evito que as câmaras gastem balúrdios a proteger-nos da nossa falta de civismo. A ideia de que temos nas mãos o nosso destino é uma ideia que os nossos antepassados tinham. Perdemo-la não sei porquê e é preciso recuperá-la como orientação básica da nossa vida.”

Carlos Anunciação, psicólogo clínico, acredita que o fundamental é também aprender a lidar com o stresse, parte do mecanismo básico de luta ou fuga em que muitas vezes optamos pela segunda via, evitar e negar os problemas: “Em 2020 a Organização Mundial do Trabalho estima que o stresse seja a principal causa laboral de doença. Temos de interiorizar que as estratégias de resolução dos problemas estão menos vezes associadas a depressão e ansiedade e é preciso que sejam ensinadas e treinadas.”

Francisco de Soure, psicólogo clínico da Oficina da Psicologia, assume que não tem notado a tendência mais falada: na prática do consultório não se sente o aumento dos quadros de depressão e acredita que os portugueses estão historicamente habituados a fazer frente às adversidades, até com melhores resultados do que quando o país está melhor, mesmo que para alguns o cenário de desemprego e instabilidade pareça assustador. Mesmo para esses, a perspectiva do passado poderia ser um trunfo. “Quando o nosso país, no século xv, estava numa situação difícil do ponto de vista económico, ultrapassámos o cabo das Tormentas, porque nos organizámos enquanto povo. Diria que é o equivalente ao que pensamos nos cenários de recessão que vão sendo sucessivamente apontados. A incerteza em relação ao futuro tendencialmente vai ser olhada como cenário catastrófico, mas se assim quisermos poderemos vê-lo como oportunidade de superação.”



* É a exaltação do efémero...


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