23/03/2012

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De MOÇAMBIQUE
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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Mais de 150 crianças a deambular 
pelas ruas em 2011

O Instituto de Apoio à Criança encontrou, durante o ano de 2011, mais de 100 crianças nas ruas de Lisboa e recebeu 49 denúncias que davam conta de desaparecimentos de menores ou casos de crianças que deambulavam pela cidade.
Manuela Eanes, presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), relatou em declarações à agência Lusa que a carrinha do instituto encontrou em 2011 "mais de 110 crianças em contexto de rua".
O Projeto Rua faz parte da ação do instituto e percorre alguns dos bairros mais problemáticos da cidade, como é o caso dos Anjos, do Intendente e do Cais do Sodré.

O serviço, que intervem junto das crianças que vagueiam e dormem na rua, foi criado para prevenir novos casos de jovens sem-abrigo.
Hoje em dia, o projeto também lida com pedidos de ajuda para encontrar crianças desaparecidas e denúncias de menores que se encontrem sozinhos nas ruas da cidade. Em 2011, foram acompanhadas 49 situações de denúncia. "A maioria dos casos são encaminhados pelo SOS Criança ou então são crianças que fogem das instituições do Ministério da Justiça ou de casas particulares", explicou Manuela Eanes.
A responsável da instituição recorda que há 29 anos, quando o IAC começou a trabalhar nesta área, a situação era bastante mais problemática. "Em 1999, havia cerca de 500 crianças na baixa de Lisboa a dormir nas grelhas do metropolitano, em vãos de escadas, com uma vida muito difícil. Tinham saído de casa, da escola e andavam em bandos", descreve.

Atualmente, o instituto atua em zonas específicas da cidade onde frequentemente surgem situações de risco para menores. Este ano, o IAC está nos bairros da Boavista, Arroja e Bairro Bem-Saúde, onde trabalha diariamente com 357 crianças e 30 famílias.
Para além da atividade na cidade de Lisboa, o instituto faz ainda parte da rede "Construir Juntos", um projeto que reúne cerca de uma centena de instituições que lidam com "crianças em situação de marginalidade e delinquência" explica Manuela.
O IAC foi criado há 29 anos e desde aí tem denunciado mal tratos com crianças e situações de abusos sexuais. Nessa altura, a pedofilía era uma realidade escondida. "Em 1983 começámos a trabalhar com estas crianças mas, em Portugal, a maioria das pessoas só ficou alertada para a problemática do abuso sexual de menores com o caso Casa Pia", recorda Manuela.

O serviço SOS Criança foi só criado em 1988, e, por isso, "quando alguém se apercebia de que uma criança era vítima de violência doméstica ou sexual, ninguém falava, porque as pessoas tinham medo", explica.
Manuela reconhece que a situação atual é melhor, mas que os números continuam a ser preocupantes e que há ainda muito trabalho para fazer.
A presidente do IAC vai reunir nesta sexta-feira com o presidente da Portugal Telecom, entidade que decidiu apoiar o Projeto Rua da instituição.


* Isto é uma situação de urgência prioritária a que o governo não sabe responder, é mais importante obedecer à Troika.


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BRIAN GOLDMAN
Os Médicos erram, podemos falar sobre isso?



Todos os médicos erram. No entanto, segundo o médico Brian Goldman, a cultura de negação (e vergonha) em medicina faz com que os médicos nunca falem sobre esses erros nem os usem para aprender ou melhorar. Contando casos da sua longa prática clínica, ele apela a que os médicos comecem a falar sobre o estar enganado.

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2.1-A IGREJA CATÓLICA

CONSTRUTORA DA CIVILIZAÇÃO


Igreja e Ciência






Série da EWTN apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental. 

NR: Há muito que somos zurzidos por muitos amigos e alguns visitadores, pela nossa atitude agreste, alguns dizem agressiva, em relação à igreja católica, nos vários comentários que por vezes dirigimos à estrutura ou a alguns dos seus intépretes.
Lá nos vamos defendendo destas "vis" acusações referindo que só zurzimos em quem se põe a geito...
Mas, como apreciamos a imparcialidade decidimos editar uma série longa em defesa acérrima da igreja católica, não para nos redimirmos ou ganharmos o céu mas por respeito aos nossos amigos e visitadores que professam esta religião.
A Redacção

HELENA GARRIDO



 Toda a verdade?


 O Governo prometeu-nos toda a verdade e transparência. No acompanhamento das medidas consagradas no Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, nas nomeações para os gabinetes ministeriais, nos apoios ao sector privado, nas decisões em geral. Estava prometida a verdade sobre a realidade e a transparência nas decisões. Depressa está a cair no esquecimento.

É preciso falar verdade aos portugueses. Esta era uma das frases favoritas de Pedro Passos Coelho na era de Sócrates e nos primeiros meses de Governo.

De todas as verdades e transparências prometidas, apenas uma se mantém passados nove meses de governação: a verdade sobre os terríveis tempos de austeridade que nos esperam este ano. Uma verdade, sim, mas muito conveniente para assegurar o perfil que se deseja para este ajustamento: uma recessão profunda e rápida que nos conduza depressa à recuperação. O perfil que a troika quer e que se ajusta à gestão do ciclo eleitoral. É preciso sentir a recuperação o mais tardar em meados de 2014 para não perder eleições.

Todas as outras verdades prometidas foram votadas ao esquecimento. Entrámos na fase da gestão das verdades, com ocultação e concentração da informação.

A evolução da comunicação da troika é um exemplo. Começou sem controlo - tudo o que soubemos da primeira avaliação foi da boca da troika. O ministro das Finanças nada disse e a troika tudo disse. Foi tal a desorganização que o país conheceu os problemas financeiros da Madeira via Bruxelas, através de declarações do porta-voz de Olli Rehn. Na segunda avaliação, já todos estavam mais coordenados. Nesta terceira avaliação, a troika deixou de fazer a habitual conferência de imprensa. Os argumentos apresentados são fortes. Um deles é que o plano é do Governo e não da troika. O outro é que aqueles encontros com a imprensa transmitiam uma imagem de colonização. Na realidade, perdemos todos um mecanismo de escrutínio das decisões do Governo e o próprio Executivo perdeu uma arma de pressão contra os lóbis.

O mais recente exemplo do fim da era de toda a verdade está no caso da energia. Durante a segunda avaliação, que já alertava para os atrasos na concretização de medidas no sector da energia, o Governo comprometeu-se a apresentar "uma proposta para corrigir as rendas excessivas nos regimes especiais (cogeração e renováveis) e nos CMEC, que pertencem à EDP, e na garantia de potência". Para avançar nesse sentido, o Ministério da Economia encomendou um estudo que foi fechado a sete chaves para o público em geral. Divulgado, primeiro pela TVI e, depois, pelo Jornal de Negócios, foi criticado pelo presidente da EDP ainda antes de se conhecer o trabalho em todos os seus pormenores. Resumindo: o estudo da energia não podia ser divulgado, mas a empresa que mais era afectada pelos resultados do relatório conseguiu criticá-lo. Temos todas as razões para concluir que um documento que o Governo defendia como confidencial acabou nas mãos das empresas do sector. Como e porquê?

Assim acabou a fase de toda a verdade. É pena. Porque a verdade e a transparência podiam, e podem, ser um extraordinário aliado para um Governo que queira de facto mudar a estrutura de uma economia, romper de vez com a exploração de rendas por pequenos grupos ainda viciados pelo condicionamento industrial de Salazar. A tentação das tentações depois de um Governo condenar "toda a verdade" é controlar a comunicação social. Que a verdade nos livre dessa tentação.



* IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
19/03/12


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ANA DRAGO

UM FUTURO PIOR



O projecto Bandex aproveitou um discurso de Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda para o transformar num sucesso musical, eis o resultado.

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I - GALÁPAGOS

4 - NASCIDO DO FOGO




O lugar que inspirou a teoria da evolução de Darwin. As ilhas Galapagos são um laboratório vivo, um cinturão geológico que gerou e viu morrer inúmeras espécies de plantas e animais. As ilhas ocidentais ascendem no mar dando mais chances a vida enquanto as ilhas orientais afundam garantindo a morte de vários seres e plantas. Entre os dois existem as ilhas centrais, fertéis e imponentes elas dão abrigo a um sem número de seres vivos. Em nenhum outro lugar na terra encontramos o ciclo da via e da morte tão aparente quanto aqui. Veja os ciclos se desdobrando perante seu olhos nesta fantástica filmagem feita em alta definição HD pela BBC e o National Geographic Channel.


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