04/03/2012


ILHA DO SAL

CABO VERDE




.



ESTA SEMANA NA
"PAIS E FILHOS"

Campanha de sensibilização 
contra a epilepsia 

A partir do dia 9 de março, a Liga Portuguesa Contra a Epilepsia (LPCE) vai iniciar uma campanha de sensibilização nacional para os problemas causados pela doença, que afeta mais de 50 mil pessoas em Portugal. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da LPCE, Francisco Sales, revelou que «o grande objetivo desta campanha é ajudar a uma desmistificação social da epilepsia. Existe um estigma e um peso histórico de 4000 anos» relativamente às pessoas que sofrem desta doença. Assim, a campanha intitulada Viver com epilepsia… como sair da escuridão, «visa a desestigmatização social da doença e a disseminação de informações úteis, para o público em geral, sobre como lidar com a epilepsia». Beneficiando de «muitos apoios pessoais e de outras instituições», o projeto inclui a produção de vídeos e exposições, entre outras ações, e vai ser divulgado no âmbito do 24.º Encontro Nacional de Epileptologia e das sextas Jornadas de Epilepsia, no auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra. A epilepsia é uma doença neurológica que afeta pelo menos 50 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais 50 a 70 mil em Portugal. «Ao longo dos tempos, as pessoas com epilepsia têm sido confrontadas com sentimentos de medo, discriminação e estigma, principalmente devido à falta de informação», diz uma nota da Liga Portuguesa Contra a Epilepsia, uma organização científica que reúne médicos e outros técnicos. Esta iniciativa integra-se na campanha mundial Epilepsia fora das sombras, lançada por três organizações: a Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE), o International Bureau for Epilepsy (IBE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). 


 * Os "epilépticos" são pessoas como nós, melhores que muitos. 



.
.


POEMAS


'cantico negro' de José Régio 

por João Villaret 



n
.


5.FLAGRANTES AÉREOS












mm



ESTA SEMANA NO
"i"

 Poder local. 
O negócio que gira à volta das rotundas 

 As autarquias gastam milhões a construir rotundas. Algumas, até gastam dinheiro para as destruir, devido aos acidentes que provocam Ninguém sabe exactamente quantas rotundas existem em Portugal. Como “a grande maioria da extensão de estradas em Portugal está sob jurisdição das autarquias”, explicou ao i a Estradas de Portugal, o jornal decidiu lançar o desafio a 308 municípios portugueses. As respostas não esclareceram esta questão, mas evidenciaram outras realidades. Nove concelhos gastaram em 2010 perto de 2 milhões de euros a construir dez rotundas. E não se trata apenas de grandes metrópoles, mas de pequenos municípios, onde se incluem Carregal do Sal, Mesão Frio e Celorico de Basto, por exemplo. Num grupo de 22 concelhos, dos quais os quatro maiores são Bragança, Seixal, Lagos e Faro, existem 422 rotundas. Houve também quem tivesse o cuidado de responder, mas sem dar qualquer informação. Foi o caso da Amadora. O vereador Gabriel Oliveira disse que “no âmbito do processo de requalificação urbana que tem desenvolvido nos últimos anos, a câmara implementou várias rotundas no concelho”. Quantas não especifica. A verba dispendida, também não. Mas lembra que “um sistema de rotundas, desde que bem concebido, traz inúmeras vantagens ao tráfego”. O que nem sempre acontece. Em Águeda, por exemplo, não foram construídas rotundas nos últimos seis anos. Mas uma teve de ser destruída: “O município procedeu à eliminação de uma rotunda na localidade de Borralha, uma vez que no local onde a mesma se encontrava ocorriam muitos acidentes”, fez saber a câmara. Em 2011, com os cortes orçamentais, já quase não se construiram rotundas, mas não foi possível saber junto da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária se o número de acidentes aumentou. Os valores das rotundas variam consoante a localização, a dimensão e a arquitectura. É verdade que todas (quase todas) são redondas, mas algumas têm esculturas em cobre, ferro, pedra, são relvadas, possuem flores, árvores, iluminação própria e muita água, entre outras características. E são estas as particularidades que tornam os custos das rotundas ainda mais elevados. De tal forma, que há rotundas que não são iguais todo o ano, de noite ficam escuras, no Verão ficam secas. A manutenção chega a custar, em alguns casos, mais do que a construção da própria rotunda ou muito perto disso. Um grupo de dez câmaras, e, uma vez mais, não se trata das maiores cidades, gasta perto de 500 mil euros por ano na manutenção das rotundas. A Câmara Municipal de Alenquer, por exemplo, disse ao i que “a despesa anual do município com a manutenção das suas rotundas relativamente à limpeza conservação de espaços verdes é de 174,6 mil euros, mais 21,9 mil euros quanto à electricidade se a ligação for feita todo o dia ou 4,9 mil euros se apenas em período económico, e 7,3 mil euros relativamnete ao consumo de água”. No total, são perto de 200 mil euros que o concelho gasta para manter as suas rotundas. A maioria das câmaras optou por não divulgas os custos de conservação, alegando não ter estes valores disponíveis. Além destes valores, a despesa inerente às rotundas inclui, grande parte das vezes, a compra de obras de arte, cujos custos não aparecem aqui reflectidos.

 * MARAVILHOSO PODER LOCAL.... 

.
.

5 - PLANETA HUMANO




O ser humano não foi concebido para sobreviver na água. Mas as pessoas descobriram formas de viver uma vida quase aquática para que pudessem explorar as riquezas dos oceanos. De um "encantador" de tubarões no Pacífico aos pescadores brasileiros que cooperam com golfinhos para capturar tainha, essa viagem rumo à imens
idão azul revela histórias surpreendentes de inteligência e coragem.
mm

42 - ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»»barros basto


Artur Carlos de Barros Basto (Amarante, 18 de Dezembro de 1887 — Porto, 08 de Março de 1961) foi um militar português, mas também um idealista, um reformador e um filósofo, tendo publicado inúmeras obras.

Depois de cursar na Escola de Guerra, Barros Basto participou na implantação da República em Portugal. Foi ele que hasteou a bandeira da República, na cidade no Porto. Por essa mesma época, em 1910, foi iniciado na Maçonaria Portuguesa - Grande Oriente Lusitano, na Loja Montanha, de Lisboa, com o nome simbólico de «Giordano Bruno». Posteriormente, Barros Basto comandou um batalhão do Corpo Expedicionário Português, na Primeira Guerra Mundial, como tenente, na Frente da Flandres, pelo que que foi condecorado.

Ainda na juventude, tomou conhecimento, pelo avô, Francisco de Barros Basto, de que tinha ancestrais judeus. Essa descoberta haveria de marcar, para o bem e para o mal, toda a sua vida. Na época em que iniciava a sua vida castrense, o então jovem Barros Basto apresentou-se na sinagoga de Lisboa e declarou-se judeu. Apesar do seu empenho, a Congregação negou-lhe inicialmente a integração na congregação. Por forma a ser aceite como membro de pleno direito, Barros Basto aprendeu o hebraico e deslocou-se a Marrocos para receber instrução religiosa. Em Tânger, foi circuncidado e oficialmente aceite dentro da religião judaica, adoptando o nome de Abraham Israel Brandon Ben-Rosh. Casou-se com Lea Israel Montero Azancot, nascida em Lisboa, da Comunidade Israelita de Lisboa, de quem teve um filho, Nuno Carlos Azancot de Barros Basto, e uma filha, Miryam Edite de Barros Basto. Vários netos e bisnetos. Era tio-bisavô da actriz Daniela Ruah.

Barros Basto ficou conhecido como o “Apóstolo dos Marranos”, denominação que lhe foi dada pelo historiador Cecil Roth, e que descreveu o empenho com que se dedicou à sua “Obra do Resgate”: uma corajosa actividade consistente em trazer para a “luz” os criptojudeus descendentes dos antigos judeus portugueses forçados à conversão, e que, agora, com a liberdade de culto, poderiam assumir sem receio a religião dos seus ancestrais.

“Adonai li velo irá” (Tenho Deus comigo, por isso não temerei”) era a divisa de Barros Basto, que durante anos percorreu o interior de Portugal, por vezes a cavalo, procurando resgatar todos os criptojudeus que, apesar de estarem há séculos afastados do judaísmo oficial, permaneciam judeus no coração. Em 1923, Barros Basto fundou o instituto teológico israelita e a comunidade judaica do Porto, e foi o grande impulsionador da construção da Sinagoga Kadoorie Mekor Haim, a sinagoga do Porto, a maior da Península Ibérica e uma das maiores da Europa. Esta sinagoga haveria de ser inaugurada em 1938.

Mas a campanha pública de Barros Basto destinada a persuadir os criptojudeus a reabraçarem, sem medo, o judaísmo, foi muito mal encarada pelas autoridades portuguesas da época e acabou por dar lugar ao seu afastamento do exército. Julgado pelo Conselho Superior de Disciplina do exército em 1937, Barros Basto foi separado do exército por alegadamente participar nas cerimónias de circuncisão dos alunos do instituto teológico israelita do Porto, facto que aquele Conselho considerou “imoral”.

Barros Basto faleceu em 1961. No leito da morte, ele exclamou que um dia lhe seria feita justiça. Foi enterrado no cemitério de Amarante, conforme o seu desejo, envergando a farda com a qual orgulhosamente servira a sua pátria.

Reabilitação do Capitão Barros Basto no ano de 2012

Exactamente 50 anos após a sua morte, o nome de Barros Basto haveria de ser formalmente reabilitado. Em 29 de Fevereiro de 2012, a 1.ª Comissão da Assembleia da República Portuguesa reabilitou, por unanimidade de todos os partidos políticos, o nome de Arthur Carlos Barros Basto, considerando que “imoral” foi a sentença que o condenou.Apreciando a decisão de 1937 à luz dos direitos humanos, a 1.ª Comissão considerou que tal decisão foi tomada em “manifesta violação da liberdade de religião e de culto” e motivada “por intolerância religiosa e por um preconceito antisemita”. Jamais a prática do preceito judaico atinente às circuncisões poderia ter sido susceptível de afectar a “moralidade” do oficial Barros Basto, bem como o “prestígio” e “o decoro da sua farda”. A 1.ª Comissão conclui que “Barros Basto foi separado do exército devido a um clima genérico de animosidade contra si motivado pelo facto de ser judeu, de não o encobrir, e, pelo contrário, de ostentar um proselitismo enérgico convertendo judeus portugueses marranos e seus descendentes.” No dia em que se conheceu a decisão da 1.ª Comissão, a neta de Barros Basto, Isabel Ferreira Lopes, autora do pedido de reabilitação à Assembleia da República, declarou à Agência Lusa: «Hoje, a Comissão mais importante do Parlamento declarou que a sentença de 1937 foi antissemita. Barros Basto não foi imoral. A sentença que o condenou é que foi imoral.» Também a Liga Anti-Difamação, na pessoa do seu presidente, Abraham Foxman, manifestou ao Parlamento português a sua “profunda satisfação” pela declaração da 1.ª Comissão, saudando o facto de Portugal estar verdadeiramente “comprometido com os direitos humanos”. Para além de terem reabilitado formalmente o nome de Barros Basto, todos os partidos da Assembleia da República se comprometeram a reintegrá-lo no exército, a título póstumo, atribuindo-lhe a patente a que teria direito se não houvesse sido separado do serviço, em 1937, por motivos antissemitas. Mesmo depois de separado do serviço, Barros Basto continuou fiel aos judeus em risco, participando activamente na ajuda a correlegionários de todas as nações, fugidos ao nazismo, e que, a partir da cidade do Porto, recomeçaram a sua vida.

WIKIPEDIA

Daniela Ruah apela a mobilização por Barros Basto
A petição online da organização internacional Shavei Israel que apela à celeridade no processo de reabilitação do capitão Barros Basto ultrapassou as mil assinaturas, depois da actriz Daniela Ruah se ter identificado como sobrinha bisneta do capitão e de ter apelado à participação dos seus fãs.

“Só faltam algumas centenas de assinaturas. Este homem foi meu tio bisavô e acredito que esta petição é importante”, assim escreveu a actriz na sua conta no Twitter .

A petição online (Rehabilitate the late Jewish war hero Capt. Arthur Barros Basto) foi lançada a 14 de Novembro pela Shavei Israel (uma organização internacional sediada em Israel) pedindo celeridade no processo de reabilitação do capitão Barros Basto, vítima de antissemitismo institucional no seio das Forças Armadas Portuguesas, em 1937.

IN "http://ruadajudiaria.com/?p=666"

.