23/10/2011


ESTA SEMANA NA
"VOGUE"

Atacadores preciosos

Um objecto secundário a uma peça de calçado ganha protagonismo quando se cria uma versão feita em ouro e prata.

A marca colombiana Mr. Kennedy criou os primeiros atacadores de uma gama sem precedentes. A edição limitada a 40 réplicas foi feita à mão, a partir de técnicas de joalharia tradicional, e exigiu 120 horas de trabalho para cada uma das peças, 10 em ouro de 24 quilates e 30 em prata.

Colin Hart, o designer responsável, revelou, em conversa com o The Look, que o primeiro par foi vendido a uma pessoa da indústria do rap.
Peças extravagantes disponíveis para venda mundial, no site da marca inventora.


* Da Colômbia o atacador da fome dourada

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MONTES TIANMEN






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37 - ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» marquesa de alorna



Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (Lisboa, 31 de outubro de 1750Benfica, 11 de outubro de 1839) foi uma nobre e poetisa portuguesa.


Conhecida como "Alcipe", era filha de D. João de Almeida Portugal, conde de Assumar, morreu na mansão do neto, veador honorário da Fazenda (Finanças) da Casa Real, D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto, Marquês de Fronteira.

Títulos

D. Leonor, aquando da sua morte, somava os título de Donatária de Assumar(6ª), condessa de Assumar Marquesa de Alorna (4ª) - sucedendo ao irmão, o terceiro Marquês de Alorna e quinto Conde de Assumar, D. Pedro, devido ao seu falecimento em 1813, nos títulos a 26 de outubro de 1823, Morgada de Vale de Nabais (5ª), Dama das Ordens de Santa Isabel de Portugal e da Cruz Estrelada da Áustria, Comendadora da Ordem de São João de Jerusalém, Dama de honra de D. Carlota Joaquina, da Sereníssima Regente Infanta D. Isabel Maria de Bragança e da Rainha D. Maria II de Portugal. Foi, na Áustria, Condessa de Oyenhausen-Granvensburgo

Nascimento e Juventude

Era filha do 2º Marquês de Alorna D. João de Almeida Portugal e a sua família foi perseguida pelo marquês de Pombal por ter parentesco com os Távoras. Teve uma infância atribulada, pois aos 8 anos foi encerrada como prisioneira com a mãe e a irmã no convento de São Félix em Chelas, de 1758 a 1777, estando seu pai preso e encarcerado na Torre de Belém e depois no forte da Junqueira, suspeito de conhecimento do crime dos Távoras. Na verdade, segundo informa Hernâni Cidade em Marquesa de Alorna, Poesias, «era acusado de ter emprestado uma espingarda caçadeira a um dos conjurados.» Esteve no exílio de 1803 a 1814.
Pombal ordenara a prisão dados os laços de parentesco que ligava os Alorna com a família dos Marqueses de Távora. 0 infortúnio durou dezoito anos, findos os quais, por morte de el-rei D. D. José, sua filha a rainha D. Maria I, subindo ao trono, mandou libertar os prisioneiros do Estado. Alguns, porém, não quiseram usar da liberdade sem que primeiro fosse proclamada sua inocência, como seu pai.
Em Chelas passou a primeira quadra da vida, com a mãe e a irmã, entregando-se ao estudo das obras de Rousseau, Voltaire, Montesquieu, Pierre Bayle e até a Enciclopédia de D'Alembert e Diderot, e dedicou-se à composição de poesias que alcançaram grande fama e que figuraram nas suas obras completas com o título de Poesias de Chelas.
Estavam em voga os chamados outeiros pela corte, e também pelos conventos. Além dos sócios da Arcádia, havia bons poetas, entre os quais se distinguia Francisco Manuel do Nascimento, com o nome Filinto Elísio. Este poeta, com alguns amigos, começou a ir ao convento de Chelas, recitando versos, pedindo motes às freiras, esperando encontrar D. Leonor de Almeida e ouvi-la na grade. Com efeito a jovem apareceu, brilhou e confundiu os admiradores do seu talento.
«Data destes encontros o nome de Alcipe, com que eles a celebraram, assim como o de Daphne, que deram a sua irmã, D. Maria de Almeida. Era permitido e tolerado em todos os conventos, nessa época, quando alguma senhora, freira ou secular, se via gravemente enferma, algum parente insuspeito como pai, irmão ou filho, a visitasse, tomando o lugar de um dos criados do convento, e conduzir à cela da enferma qualquer coisa que por outra pessoa não conviesse que fosse levada.
Achava-se a Marquesa muito doente, e vinha para lhe falar o filho D. Pedro de Almeida Portugal, depois 3º Marquês de Alorna; D. Leonor, vendo o irmão chegar à portaria, e estando ali o aguadeiro com o barril, fez com que pusesse o barril às costas, e assim fosse encontrar-se com sua mãe. Havia, porém, a circunstância desta senhora ser presa do Estado, o que causou grande impressão, havendo denuncia para o arcebispo de Lacedemónia. O prelado obrigou D. Leonor a ficar na cela, determinando-lhe que cortasse os cabelos e se vestisse de cor honesta. D. Leonor não fez caso desta ordem e quando o arcebispo voltou ameaçou-a com o Marquês de Pombal, ao que a poetisa respondeu com altivez que não era professa. O arcebispo conteve-se, e desistiu de a apoquentar.
Seu pai enviava-lhes com dificuldade cartas escritas com seu sangue, a que a jovem começou a responder, desde que completou 11 anos de idade, em consequência da enfermidade da mãe. Houve um momento em que mostrou desejos de professar, pelo desgosto inaudito que sofreu, vendo que tinha perdido uma das cartas de seu pai; chegou a fazer os exercidos espirituais de Santo Inácio de Loiola, que em lugar de dez dias, segundo a prática, foram de 20. Dissuadiu-a do propósito frei Alexandre da Sagrada Família, tio de Almeida Garrett, e que depois foi bispo de Malaca e bispo de Angra.
Além dos seus trabalhos artísticos e literários, D. Leonor entregava-se também à pintura, e dedicava-se ao serviço de enfermeira, de refeitoreira e de organista do convento. Conhecia a fundo várias línguas, tinha uma vasta instrução científica, desenhava e pintava admiravelmente. Era de carácter afável, sabia amenizar com a sua meiguice e candura as amarguras da mãe, tornara-se querida de todas as religiosas.»
Quando o marquês, seu pai, saiu da prisão, dirigiu-se ao convento, onde na grade o esperavam sua mulher e filhas, acompanhadas de parentes, para o cumprimentarem. Foram viver para a Quinta de Vale de Nabais, nas proximidades de Almeirim e depois em Lisboa. D. Leonor era o encanto da sociedade, seu talento elevado, espírito finíssimo e puramente aristocrata, o prestigio do infortúnio que sofrera, a audácia de ter afrontado as iras de Pombal, a tornavam digna de consideração e respeito.
Saiu do convento aos vinte e sete anos «em situação moral demasiadamente penosa para que sua poesia pudesse ser o risonho passatempo da época», diz Hernâni Cidade. Sobretudo, viveu quase toda a poesia realizada na prisão de Chelas.» «Bem mais interessantes são as composições poéticas em que, senão ainda com uma expressão romântica, ao menos com romântica sensibilidade a acentuar-se mais e mais, nos dá as impressões da sua vida conventual».´«E é grato reconhecer - grato e surpreendente! - que, no colectivo abastardamento que tanta vez transforma a lira dos poetas em rabeca de mendigos cegos, da de Alcipe jamais se elevasse um acento de súplica ao ministro que a sequestrava. Altivez que radicou nos contemporâneos impressão que floriu em lenda.
Segundo ela, quando o arcebispo de Lacedemona, criatura de Pombal, lhe comunicava a indignação do ministro por ter facilitado, sem respeito pelo estatuto claustral, a visita do irmão disfarçado em aguadeiro à mãe enferma, repondeu altivamente com dois versos de Corneille: 'Le cœur d'Eléonore est trop noble et trop franc pour craindre ou respecter le bourreau de son sang". Ou seja: «O coração de Leonor é nobre demais e franco demais para temer ou respeitar o carrasco de seu sangue».

Casamento

Casou em Lisboa em 15 de fevereiro de 1779 com Carlos (Pedro Maria José) Augusto (3 de janeiro de 1739-3 de março de 1793) Conde de Oyenhausen-Groewenbourg na Austria e Conde do Sacro Império Romano, filho de Frederico Ulperico Conde de Oyenhausen-Groewenbourg no Sacro Império Romano e de D. Frederica Guilhermina de Lorena. Gentil-Homem do rei Jorge II da Inglaterra. Ajudante de Campo junto do General Sporch das forças de Hanover destacadas na Inglaterra. Fez a Guerra dos Sete Anos no exército do Príncipe Fernando de Brunswick; ajudante-general junto do Príncipe de Anhalt Bernbourg. General em chefe das tropas de Hesse-Cassel. Ao serviço do landgrave Frederico Guilherme em diversas negociações em Viena, Haia, Berlim, onde assinou como plenipotenciário o contrato de casamento do Landgrave com a princesa de Brandemburgo, sobrinha do rei da Prússia. 

Sua filha Julia Stroganof

Passou ao serviço de D. Maria I de Portugal em setembro de 1777 com a patente de brigadeiro. Nomeado em 1780 Ministro Plenipotenciário em Viena. Marechal-de-campo em 1789.. Tenente-General, Inspetor Geral da Infantaria em 1792. Do Conselho de Estado de D. Maria I; nomeado Governador das armas do Algarve, morreu antes de ocupar o cargo. Era comendador, na Ordem de Cristo, de São João de Vila Meã e de França.
Enamorada do fidalgo hanoveriano, o conde Carlos Augusto de Oeynhausen, que viera a Portugal com o primo co-irmão, o Conde-Reinante de Schaumbourg-Lippe, contratado em 1762 por Pombal para organizar e comandar o exército, ele, para a desposar, não duvidou converter-se.
Casaram em 15 de fevereiro de 1779, sendo madrinha a rainha e padrinho D. Pedro III de Portugal. O Conde foi armado cavaleiro da Ordem militar de Cristo em cerimónia a que assistiu a corte. A rainha deu-lhe o abraço ou acolada, o Rei pôs-lhe o cinturão e tocou-o com a espada nua, D. José e D. João ajudaram os reis, seus pais, na investidura.

No Porto, em Viena

Tendo o comando do 6º regimento de infantaria, com sede no Porto, Oeynhausen foi residir naquela cidade. Mais tarde foi nomeado ministro plenipotenciário de Portugal em Áustria; partiram para Viena por terra, ficando a filha com a avó. Demoraram-se nas cortes de Espanha e de França, sendo a condessa recebida pelos reis Carlos III de Espanha e Luís XVI de França. Conheceu os Necker e sua prestigiosa filha, Madame de Stael. Chegando a Viena, ganhou as simpatias da imperatriz Maria Teresa e do seu sucessor, D. José II, que a nomeou Dama da Cruz Estrelada. Quando o Papa Pio VI foi visitar o imperador, também teve a honra de ser recebida pelo papa.
Tornou-se notável em Viena como poetisa e pintora. Mandou para Lisboa, ao pai, o quadro da Soledade; o quadro Amor conjugal oferecido à princesa D. Maria Benedita, ardeu no incêndio do paço da Ajuda. Pintou outros, seu retrato e uma copia da Sybilla de Guido Reni. A maior parte, hoje perdidos. Sua saúde não se deu bem com o clima da Áustria; como os negócios de sua casa reclamavam a sua presença, Oeynhausen voltou para Lisboa, sendo nomeado inspector-Geral da infantaria com o posto de tenente-general. Estava nomeado governador do Algarve ao morrer a 3 de março de 1793, aos 54 anos.

Viuvez e retiro; o exílio

D. Leonor retirou-se com os filhos para suas propriedades de Almeirim, e outras em Almada. Entregou-se à educação dos filhos, estimada pelos benefícios que dispensava aos pobres; em Almeirim, pagava a uma mestra para ensinar as prostitutas da vila e das povoações vizinhas a ler, escrever, coser. Foi nomeada dama de honor da rainha D. Carlota Joaquina e encarregada de elaborar os desenhos para a decoração do paço da Ajuda, o que não executou.
Morto o pai em 1802, partiu para Madrid e para a Inglaterra, onde se demorou, por ter tido notícia da entrada dos franceses em Portugal e da fuga da família Real. Frequentava casas inglesas e a do embaixador de Portugal D. Domingos de Sousa Coutinho, Conde do Funchal. Participou do assassinato de um general francês: Henry Forestier

Retorno a Lisboa e novo exílio

Voltou em 1809; sua situação tornava-se critica: o irmão, D. Pedro, partira para a França no comando da Legião Portuguesa, e apesar de ter mandado seu filho para o Rio de Janeiro, os governadores do reino a intimaram para partir.
Ficou na Inglaterra até 1813, quando faleceu D. Pedro de Almeida; obtendo licença para regressar, vindo residir para Benfica, na casa do neto, o Marquês de Fronteira D. José Trazimundo de Mascarenhas Barreto. Ao fim de dez anos conseguiu a reabilitação da memória do irmão, condenado como traidor à pátria; passou a usar do título de 4ª Marquesa de Alorna, e 6ª condessa de Assumar, como herdeira do irmão.
Regressando do exilio, reivindicou em 1815 por morte do irmão o título e os vínculos por ele deixados. Seus biógrafos descrevem-na vivendo no palácio da Anunciada e nas quintas de Almada e Almeirim - ocultando a sua ignorância em administrar os seus bens, as privações sofridas, situação de grande penúria por vezes, o que é difícil crer, pois tinham duas quintas e recebiam do Erario Real a pensão de 12 mil cruzados por serviços do pai.
D. José Trazimundo em suas «Memorias» diz:
«Minha avó passava mais facilmente sem dinheiro do que sem banqueiro. Nunca conseguiu ter cinco moedas juntas mas desde que foi senhora da Casa nunca dispensou um banqueiro. Minha avó e tias tomaram uma parte do palácio do Lavra, à Anunciada; grande loucura, porque não tinham fortuna para se estabelecerem tão ostentosamente. Muitas vezes meu bom tio, o Marquês de Aracati, se dirigiu a mim para que eu a socorresse de sua casa. (...) Cumpria à risca os ditames da lei da nobreza - maneiras pomposas, génio caritativo, prodigalidade em benefícios e favores". As receitas eram pequenas, as despesas enormes. Devia saber que a sua avó, a primeira marquesa, Vice-Rainha da India, quando enviuvou do marido (sic!) achou a Casa tão empenhada que foi preciso que D. José « em Provisão nomeasse Inácio Pedro Quintela "administrador de todas as suas dependências, interesses e total economia». E porque se achavam apreendidos quase todos os bens e rendimentos por execuções e posses de credores, sendo a maior a Santa Casa da Misericórdia e ocorriam novas penhoras de maneira a dificultar a congruente porção para em cada mês se assistir à Marquesa e suas filhas e também a D. Pedro de Almeida com o decente tratamento, mestres para sua educação e mais gastos necessários, procuradores para as dependências da Casa, culturas das Fazendas de Almeirim, etc. «mandava-se que houvesse um cofre onde se arrecadassem todas as rendas e separados os alimentos, à proporção das mesmas Rendas e das dividas se rateasse o resto pelos credores pela sua antiguidade. Mas apesar das providências de Quintela («e ser êle considerado por todos de boa fé e notória probidade») os rendimentos foram tão diminutos que D José por outra provisão autorizava o pagamento dos credores «com os rebates que se ajustassem» para poder-se conseguir o desempenho da Casa. Depois sucedeu a aventura do 2° Marquês, sua prisão no forte da Junqueira, o confisco dos bens, etc.»
O título de Conde de Assumar não foi renovado, e desde o título de Alorna ficou ligado ao título de Fronteira. Depois da morte do filho, o Conde de Oeynhausen D. Carlos Ulrico, em 14 de agosto de 1822, a condessa ficou vivendo em tristeza, e poucas vezes saía do retiro. Só compareceu na abertura real das cortes em 1826, servindo de camareira-mor, e em 1828, como dama de honor da infanta D. Isabel Maria, na sessão em que a infanta entregou o governo do reino a seu irmão, o infante D. Miguel. Assistiu ao Te DeumPedro IV de Portugal e D. Maria II de Portugal entraram em Lisboa; às exéquias de D. Pedro IV, ao casamento de D. Maria II com o príncipe D. Augusto de Leuchtenberg. Ao segundo casamento de D. Maria II com D. Fernando não pode assistir, por causa da sua avançada idade, mas os reis foram visitá-la a Benfica.
Em 24 de Julho de 1833, o Duque da Terceira e o Marquês de Fronteira foram também visitá-la, apenas entraram em Lisboa. D. Maria II concedeu-lhe a banda da ordem de Santa Isabel. Era dama da Ordem da Cruz Estrelada, da Alemanha.

 Os títulos de 6.ª condessa de Assumar e 4.ª marquesa de Alorna foram renovados por decreto de 26 de outubro de 1833. Súbdita respeitosa e obediente aos soberanos, era pouco afeiçoada à medicina, tendo por inúteis os remédios na sua idade. A filha D. Henriqueta lembrou-se de lhe falar em nome da rainha, para que tomasse os remédios que os médicos receitassem.

Obra

As obras da Marquesa de Alorna publicadas depois da sua morte são:
  • «Obras poeticas de D. Leonor d'Almeida, etc., conhecida entre os poetas portugueses pelo nome de Alcippe». Lisboa, 1844, com o retrato da autora. Seis volumes.
Tomo I: Noticia biographica da marqueza, seguida de outra noticia historica de seu esposo e conde de Oeynhausen; Poesias compostas no mosteiro de Chellas; Poesias escriptas depois da sa­hida do mosteiro de Chellas.
Tomo II: Continuação das poesias lyricas, escriptas depois da sahida do mosteiro de Chellas.
Tomo III: A primavera, tradução livre do poema das Estações de Thompson; os primeiros seis cantos do Oberon, poema de Wieland, traduzidos do alemão; Darthula, poema traduzido de Ossian; tradução de uma parte do livro I da llliada em oitava rima.
Tomo IV: Recreações botanicas, poema original em seis cantos; O Cemiterio d'aldeia, elegia, imi­tada de Gray; O Eremita, balada imitada de Goldsmith; Ode, imitada de Fulvio Testi; Ode de Lamartine a Filinto Elysio, traduzida; Epistola a lord Byron, imitação da 2ª meditação de Lamartine; imitação da 28ª meditação do mesmo poeta, intitulada: Deus.
Tomo V: Poetica de Horacio, traduzida com o texto; Ensaio sobre a critIca, de Pope com o texto; O rapto de Proser­pina, poema de Claudiano em quatro livros com o texto.
Tomo VI: Paraphrase dos cento e cinquenta salmos que compõem o Psalterio, em várias espécies de ritmo seguida da paráfrase do varino cânticos bíblicos e hinos da igreja. Parece que a paráfrase dos salmos não fora feita sobre a vulgata, mas sim sobre a versão italiana de Xavier Matthei. Uma parte do Psalterio já fôra publicada em vida da autora, num volume de 4º, impresso em Lisboa, em 1833. A outra parte saíra também anteriormente com o título: Paraphrase e varios psalmos, Lisboa, 1817; também haviam sido impressas em Londres em 8º gr. as traduções da Poetica de Horacio, e do Ensaio sobre a critica, de Pope.
Também foi publicada ainda em vida da autora: De Buonaparte e dos Bourbons; e da necessidade de nos unirmos aos nossos legitimos principes, para a felicidade da França e da Europa: por F. A. de Chateaubriand. Traduzido em linguagem por uma senhora portu­gueza, Londres, 1814;
Ensaio sobre a indifferença em materia de religião: trad. de Lamennais, Lis­boa, 1820, 2 tomos;
Estudo biographico- critico, a respeito da litteratura portugueza, de Romero Ortiz, de pag. 61 a 96, que saíra também na Revista de España, tomo IX;
Elegia à morte de S. A. R. o principe do Brazil O sr. D. José, Lisboa. 1788.

WIKIPÉDIA



ALVITO
DISTRITO DE BEJA




Caracterização do Concelho

Alvito é uma vila pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e subregião do BaixoAlentejo, com cerca de 1 400 habitantes.

É sede de um município com 260,93 km² de área e 2 708 habitantes (2004), subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Viana do Alentejo, a leste por Cuba, a sul e oeste por Ferreira do Alentejo e a oeste por Alcácer do Sal.

Alvito tem uma área aproximada de 136,39 Km2 e 1 630 habitantes (2001). Apresenta-se segundo uma forma irregular apoiada pelas EN nos 257 e 258, que para além do papel importante na organização estrutural do agregado urbano, fazem a ligação aos concelhos limítrofes.

Vila Nova da Baronia é uma freguesia do concelho do Alvito, com 124,54 km² de área e 1 328 habitantes (2001). Outrora foi chamada Vila Nova de Alvito, Vila Nova a par de Alvito e Vila Nova a par de Viana, tendo recebido o actual nome no século XVIII, por fazer parte dos domínios do barão de Altivo. Foi vila e sede de concelho entre 1280 e 1836. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 704 habitantes.
É servida pela EN no 383, que assegura as ligações às vilas limítrofes de Alvito, Viana do Alentejo,

Torrão e Odivelas. A estação ferroviária de Vila Nova da Baronia desempenha um papel importante como factor de desenvolvimento, sendo uma das poucas a ser servida por comboios intercidades.

O clima desta zona interior Sul do País apresenta forte feição mediterrânea. Esta traduz-se nomeadamente em precipitações relativamente baixas e concentradas no Inverno, temperaturas médias altas, amplitudes térmicas elevadas, humidade relativamente baixa, nebulosidade baixa e insolação e radiações elevadas no Verão.

Geologicamente, o Concelho de Alvito, situa-se no limite entre os terrenos antigos antemesozoitos, pertencentes ao bordo ocidental do Maciço Hespérico, na parte Sudoeste da zona de Ossa-Morena, e os terrenos mais modernos mesocenozóicos que constituem a orla ocidental, localmente representados pelas formações cenozóicas da bacia do Sado.

Localização

O Concelho de Alvito encontra-se situado na região do Baixo Alentejo, mais exactamente no distrito de Beja.

Gentílico Alvitense
Área 264,81 km²
População 2 720 hab. (2009[1])
Densidade populacional 10,27 hab./km²
N.º de freguesias 2
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1280
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Baixo Alentejo
Distrito Beja
Antiga província Baixo Alentejo
Orago Nossa Senhora da Assunção
Feriado municipal Quinta-feira de Ascensão
Código postal 7920 Alvito
Endereço dos
Paços do Concelho
Não disponível
Sítio oficial C.M. Alvito
Endereço de
correio electrónico

A sua situação geográfica permite-lhe fácil acesso quer por rede rodoviária, quer por rede ferroviária.
A linha ferroviária que serve o concelho disponibiliza os serviços de comboios intercidades e regional, que fazem a ligação entre Lisboa e Beja. Neste dois pontos cruzam-se outras linhas da rede ferroviária vindas de diversos pontos do País. Em Beja faz-se a ligação à linha do Algarve estabelecendo assim uma ponte de ligação a esta região do País.

Quanto às vias rodoviárias é de referir que a vila de Alvito se encontra localizada a 173Km de Lisboa, a 37Km de Beja, a 43Km de Évora, a 198Km de Faro, a 147Km de Badajoz (Espanha).
O melhor percurso rodoviário, vindo de Lisboa é pela A2 (Ponte 25 de Abril) ou pela A12 (Ponte Vasco da Gama), seguindo para a A6 em direcção a Évora. Depois, deverá seguir pela EN254 até Viana do Alentejo, para depois finalizar com a passagem pela EN257 até Alvito.

Síntese Histórica de Alvito

Os testemunhos mais antigos que se conhecem da presença humana no concelho remontam ao neolítico, existindo vários vestígios que nos asseguram a presença do Homem durante a idade do cobre, a idade do bronze e a idade do ferro.
Largo do Rossio

A ocupação intensa levada a cabo pelos romanos fez-se sentir logo no início do século I, subsistindo ainda vários testemunhos desta presença, de que são exemplos as villae de S. Romão, de S. Francisco e Malk Abraão.

Também visigodos e muçulmanos ocuparam estas antigas villae, dando continuidade à ocupação romana.

Conquistada pelos Portugueses em 1234, em 1251 a povoação é doada a D. Estêvão Anes, chanceler-mor do reino, por D. Afonso III e pelos Pestanas de Évora. A partir desta data, sobretudo através da acção do Chanceler, procede-se ao seu repovoamento, passando Alvito a ser uma povoação com dimensões consideráveis para a época.

Em 1279 morre D. Estêvão Anes, ficando a vila em testamento para a Ordem da Santíssima Trindade, a qual lhe concede carta de foral, idêntica ao de Santarém, a 1 de Agosto de 1280. Tal foral viria a ser confirmado por D. Dinis em 1283. Em 1387, D. João I doa Alvito a D. Diogo Lobo, em troca dos bons serviços prestados na batalha de Aljubarrota (1385) e na conquista de Évora aos espanhóis (1387), ficando a vila ligada à história desta família ao longo de todo o período que durou o regime monárquico.
Grutas

A 24 de Abril de 1475, D. Afonso V concede ao Dr. João Fernandes da Silveira, esposo de D. Maria de Sousa Lobo, o título de Barão, passando Alvito a ser a «cabeça» da primeira baronia instituída em Portugal. Nesta época já a povoação desfrutava de um crescimento acentuado, fruto da conjuntura favorável em que o reino se encontrava e que permitiu um forte crescimento populacional em todo o país.
Tal crescimento teve fortes repercussões na economia da vila, dado que Alvito passa a ser um dos principais centros político- económicos de todo o Alentejo, durante o período moderno, tendo quase 1700 habitantes e 364 fogos, segundo as estatísticas do senso de 1527. Este facto justifica o esplendor que se pode observar em muitos monumentos: Castelo, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Igreja de Nossa Senhora das Candeias, bem como na representatividade da arte manuelina de Alvito.
Postal antigo da Praça da República
Na época de transição do séc. XVIII para o séc. XIX, o crescimento e prosperidade de Alvito estagnam, começando o seu declínio a partir de meados do séc. XX, sobretudo durante as décadas de 60 e 80.
Apesar disso, esta localidade patenteia ainda a riqueza de outrora, revelada através da beleza dos seus monumentos e da grandiosidade da sua história.
Alvito é pois, um concelho onde ruralidade e monumentalidade se encontram para desenhar os caminhos do futuro.

PERCURSOS

Alvito Manuelino
" Alvito é uma curiosa vila Alentejana que conserva quase intactas as suas construções manuelinas, entre as quais avulta o castelo maciço e imponente. 
Foi povoação de algum relevo e ponto de referência bastante nomeado do Alentejo, servindo até o seu topónimo para distinguir, de outras vilas do país, as de Viana e de Vila Nova da Baronia, porque tanto uma como a outra foram antigamente mais conhecidas por Viana de a par de Alvito e Vila Nova de Alvito.
Apesar de tão velho uso, que muito divulgou o nome da povoação, do aspecto arquitectónico do castelo e do grande número de peças quinhentistas dispersas pela vila, que embelezam as portas e janelas do seu modesto casario e reflectem o acentuado empenho que então houve em adoptar nas construções a feição manuelina, ligeiras são as referências que os cronistas e escritores até hoje lhe fizeram.
Portal Manuelino

Merece, porém, que se lhe consagrem uns momentos de atenção pelo cunho característico da sua arquitectura, embora sumária e muito sóbria, mas cuja forma decorativa reveste um aspecto especial nesta vila afastada e tão pequena”.

In A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito, de Luiz de Pina Manique, 1949.

O Município de Alvito aprovou em Outubro de 2007, um Programa de Requalificação de Portais Manuelinos, que prevê a substituição, reparação ou conservação de portas ou janelas instaladas em portais manuelinos ou de reconhecido interesse patrimonial.

A Rota de Sant’Águeda
O Percurso dá a conhecer uma das mais belas regiões da planície Alentejana.
Vila Nova da Baronia, freguesia do Concelho de Alvito, apresenta passeios e história dignos de registo.
A Praça da República, com o seu Pelourinho, é o ponto de partida para este percurso, que concilia a paisagem humanizada e o património edificado, com a paisagem natural e o património rural.
Destacam-se ainda no centro histórico, alguns monumentos como a Capela de Nª Sr.ª da Conceição e a Igreja Matriz de Nª. Sr.ª da Assunção.
A paisagem de planície vai depois apresentado as suas surpresas e particularidades: trilhos com sombras e riachos, veredas com rouxinóis, garças, peneireiros e coelhos, caminhos com alecrim e rosmaninho e algum sobro e azinho.
O ponto culminante do percurso é a seiscentista Ermida de Santa Águeda (que dá nome a esta Rota). Neste local, somos convidados a momentos de aprazível repouso em harmonioso convívio com o edifício religioso e com a paisagem envolvente.

Rota do Fresco
SPIRA – Revitalização Patrimonial, Vila Nova da Baronia
Pinturas Alentejanas por descobrir
O Projecto Rota do Fresco pretende democratizar o acesso ao património cultural e natural do Alentejo e promover o seu conhecimento. 
Para isso, foram criadas diferentes Rotas, Experiências temáticas e Programas através dos quais se pode aceder a património arquitectónico usualmente fechado, assistir ao vivo às tradições etnológicas, provar a gastronomia regional e perceber a paisagem envolvente. E sempre partilhando a descoberta de uma pintura mural – um “fresco”: o tesouro desconhecido do Alentejo.

Baseado numa rede de parceiros locais proprietários de património, entidades públicas, comerciantes, associações de desenvolvimento local – o Projecto Rota do Fresco tem por objectivo promover o desenvolvimento sustentável do território abrangido e a preservação do seu legado cultural.
Cada visitante Rota do Fresco contribui assim activamente para a preservação deste património uma vez que parte das receitas reverte para o desenvolvimento de programas de valorização e obtenção de mecenato / patrocínio para a conservação desta herança cultural comum. A Rota do Fresco também se encontra disponível para pessoas com mobilidade reduzida.

ALGUNS MONUMENTOS

Castelo de Alvito
É um solar fortificado do século XV, raro em Portugal. As dependências organizam-se em redor de um pátio central, com características da arquitectura militar e habitacional. 

Destaca-se a Torre de menagem e alguns panos de muralha. Na base, integra-se um silhar almofadado de época romana. Sobre o portal do castelo-alcáçova encontram-se as armas dos marqueses de Alvito. Tem janela geminada e arcos de ferradura rendilhada.

Edifício dos Paços do Concelho de Alvito
Neste edifício da época manuelina destaca-se a torre coroada por merlões, numa reminiscência da arquitectura militar. 

É de salientar, ainda, a abundante utilização de pilastras nos cunhais encimadas por pináculos.

Ponte do Azinhal no Alvito
Ponte de tabuleiro rampante sobre três arcos de volta perfeita. Ponte romana de reconstrução medieval. 

É apenas pedonal dadas as características do tabuleiro estreito e de rampas inclinadas. por baixo passa a ribeira de Vila Nova da Baronia.



Igreja de Nossa Senhora da Assunção / Igreja Matriz de Alvito
Igreja construída no final século XV, passou por diversas obras de ampliação nos séculos seguintes. Este templo reúne vários estilos, do gótico ao barroco, passando pelo manuelino, pelo renascentismo e pelo maneirismo. 

Na face sul encontra-se a torre sineira que ostenta um relógio de Sol de mármore. O corpo interior da igreja tem forma de cruz e possui três naves com abóbadas que apresentam elementos góticos e ... renascentistas. Grande parte do interior encontra-se coberto por azulejos do século XVII.

Chafariz do Largo General Humberto Delgado no Alvito

Chafariz de espaldar com tanque rectangular e com quatro bicas sempre com água potável disponível. Local de abastecimento para a população.

Convento e Igreja de Santo António no Alvito
Este edifício foi mandado construir por Manuel Lopes, primeiro juíz da Confraria de Santo António, e por D. João Lobo, oitavo barão de Alvito. 

No interior é possível observar o forro de azulejos seiscentistas, sobressaindo as flores e os passáros. Destaque, também, para a pintura mural da abóbada de berço da capela-mor. Esta pintura retrata um episódio da vida do Padroeiro. Ainda é de salientar o conjunto pictórico maneirista de óleo sobre a madeira.

Oferta Gastronómica
Em qualquer dos restaurantes do Concelho:
· Açorda de Cação;
· Migas;
· Ensopado de Borrego;
· Sopa de Beldroegas;
· Feijão com Catacuzes;
· Carrasquinhas.

Destaca-se também a doçaria regional (pastéis de chila e grão), os licores e, em Vila Nova da Baronia, os deliciosos enchidos (Enchidos da Baronia) e os vinhos da Herdade das Barras.
O evento gastronómico de maior relevo é, desde 2007, o Ciclo Gastronómico "As Ervas da Baronia".
Em Fevereiro, Junho e final de Outubro, realizam-se semanas gastronómicas em que participam os restaurantes do concelho, oferecendo pratos em torno de espargos, catacuzes e carrasquinhas (na 1ª semana), beldroegas (na 2ª semana) e poejos, coentros e hortelãs (na 3ª semana).

Trata-se de um verdadeiro ciclo das Ervas na Cozinha! 

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4 - Alta Escola

Escola Portuguesa de Arte Equestre 

 


1 - QUAL É O COTA QUE NÃO SE LEMBRA COM NOSTALGIA, OU A PENSAR QUE ESTÁ MESMO VELHO?










...e da folha de papel selado









BOM DIA