05/10/2011



HOJE NO
"i"

Número de portugueses sem médico de família aumenta 50% desde 2003
Entre 1991 e 2003 o número de pessoas sem médico de família manteve-se mas depois disparou para 1,5 milhoes

O número de pessoas inscritas em Centros de Saúde mas sem acesso a um médico de família aumentou 50% entre 2003 e 2010, mas entre 1991 e 2003 o número de pessoas sem médico de família manteve-se praticamente inalterado.
Se em 1991 havia cerca de um milhão de portugueses nestas condições, em 2003 existiam 1 005 090, segundo um levantamente efectuado na altura pelo Ministério da Saúde.
Em 1991, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) alertou para o facto de quase um milhão de pessoas não ter garantida uma cobertura clínica adequada por falta de médicos de família. Em 2002, uma sondagem da Marktest efectuada a pedido da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, a propósito de alterações governamentais que pretendia reduzir a rede de prestação de cuidados de saúde, concluiu que a “maioria dos utentes dos Centros de Saúde era contra o fim da figura de médico de família”. Dos cerca de 900 inquiridos, que responderam a seis perguntas, a esmagadora maioria (76,2%) manifestou a intenção de “continuar a ser consultado por um médico de família especializado”.
Mas ontem, a Associação de Médicos de Clínica Geral avisou que o SNS está à beira da ruptura devido a “cortes cegos” feitos sem soluções alternativas. Criticou ainda a falta de investimento nas Unidades de Saúde Familiar, uma das várias denominações dadas às equipas de médicos que servem a população.
No entanto, para se poder evitar estes cortes, um estudo apresentado ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, mostra que a melhoria da eficiência nos hospitais portugueses pode poupar 804 milhões de euros, o que será o equivalente a 10% do custo anual do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O estudo em causa foi realizado no âmbito de um protocolo entre a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e a Fundação Francisco Manuel dos Santos, e o trabalho de investigação foi realizado por uma equipa coordenada pelo professor Carlos Costa. Nas conclusões do trabalho, que deverá entrar em debate público em Janeiro de 2012, os autores propõem, entre outras medidas, a avaliação das organizações e dos profissionais que trabalham no SNS, a criação de incentivos (positivos e negativos), a responsabilização dos gestores e a promoção de “uma nova cultura de transparência e de informação”.
No resumo que foi divulgado depois da apresentação ao ministro Paulo Macedo e aos secretários de Estado do Ministério da Saúde, são apontados “resultados positivos da cobertura universal e tendencialmente gratuita” dos serviços de saúde portugueses, tal como refere a Constituição, que apresentam “um dos melhores rácios” quando comparado com os outros países europeus.
“As principais conclusões mostram que há um caminho possível de melhoria de eficiência do sistema de saúde, o que inclui uma melhor organização e gestão do sistema e exige uma reavaliação da política do medicamento, dos cuidados de saúde primários e, muito em especial, dos hospitais”, escrevem os autores do documento que tem um total de oito volumes.
Um dos factores identificados como passível de ser corrigido é o “internamento excessivo” detectado, e cuja correção levaria à poupança de 200 milhões de euros por ano.
Um exemplo referido no estudo é a redução em 10% da percentagem de partos por cesariana, actualmente nos 34% – valor muito acima da média europeia – e que só por si pouparia 20 milhões de euros, lê-se ainda nas conclusões do estudo.


* Tranquilizem-se, com a falta de médicos e de verbas o aumento vai continuar.

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7 - ATÉ QUANDO ESTA VERGONHA???











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HOJE NO
"PÚBLICO"

Alguns hospitais fornecem dados 
clínicos de doentes contra parecer 
da Comissão de Dados

Alguns hospitais estão a fornecer dados clínicos de doentes sem consultar os seus médicos e indo contra o parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), revelou hoje a respectiva secretária-geral.

"Há administrações de hospitais que estão a dar informações clínicas, contrariando o parecer da CNPD e sem consultar os médicos, o que não podem fazer", disse à agência Lusa Isabel Cruz, falando à margem do debate "Saúde: estarão os dados seguros?", que hoje decorreu em Lisboa.

A responsável salientou que, mesmo em tribunal, no decorrer de um processo-crime, um médico pode negar o acesso a dados clínicos do seu paciente.

Isabel Cruz referiu que várias entidades, como companhias de seguros, pretendem aceder a dados clínicos dos pacientes, uma situação que não tem o acordo da CNPD. "O acesso a dados de terceiros é proibido", frisou.

Trata-se da relação de confiança entre o paciente e o médico e do dever de confidencialidade do profissional de saúde, o que deve ser conjugado com a necessidade de troca de informações entre médicos.

"A quebra de confiança [do doente no médico] pode mesmo levar a um problema de saúde pública", defendeu a secretária-geral da CNPD, apontando o exemplo das doenças contagiosas, em que o paciente pede ajuda ao profissional e é tratado numa base de confidencialidade.

A lei já prevê a prescrição electrónica de medicamentos e grande parte das unidades hospitalares públicas já funcionam com ficheiros electrónicos, o que coloca diversas questões de segurança dos dados e de garantia da privacidade dos utentes, dúvidas transmitidas pelos participantes no debate organizado pela Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde e pela SRS Advogados.


* Os portugueses têm o direito de saber quais são os hospitais que passam essas informações e quais são as seguradoras que as recebem, não é uma questão de ilegalidade, é crime.


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ROCK IN RIO 2011


RIHANNA



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ONTEM NO
"A BOLA"

Hugo Passos ouro no Europeu 
de luta para surdos

Hugo Passos conquistou hoje a medalha de ouro da categoria de 66kg do Campeonato da Europa de luta greco-romana para surdos, que decorre na Arménia, revalidando o título.

O português, tricampeão olímpico depois de Roma (2001), Melbourne (2005) e Taiwan (2009) e campeão europeu e mundial na vertente para surdos, o lutador português teve de defrontar e vencer um arménio e um búlgaro antes de encontrar o rival russo na final.

Hugo Passos, que participou nos Jogos Olímpicos em Atenas (2004), esteve presente no Campeonato do Mundo absoluto em Setembro e terminou em 22.º lugar, com uma vitória sobre o ucraniano Armen Vardanyan, medalha de bronze em Pequim 2008. Desta forma o portuguÊs vai integrar o Projecto Londres 2012


* Mais um português que se distingue pela diferença, entenda-se como diferença a excepcional qualidade de trabalho.


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MAMOPLASTIA



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