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10/07/2011
31 - ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» cristina torres dos santos
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| (21.03.1891-01.04.1975) |
Professora do ensino técnico na Figueira da Foz e em Braga, Cristina Torres é filha de Ricardo Torres dos Santos, alfaiate, e de Delfina da Cruz Marques. Casa, em 1914, com o jornalista Albano Correia Duque de Vilhena e Nápoles. Frequenta desde muito cedo as sociedades operárias, recreativas, educativas, republicanas e maçónicas, tendo festejado nas ruas a implantação da República.
Militante do Partido Republicano Português, começa a trabalhar muito nova como costureira, ao mesmo tempo que segue cursos nocturnos na Escola Industrial da Figueira. Em 1911, funda a Fraternidade Feminina, Associação de Instrução e Beneficência responsável pelo funcionamento de uma escola nocturna para raparigas e, no ano seguinte, com 21 anos, parte para Coimbra, onde continua a labutar como modista enquanto estuda no Liceu e, posteriormente, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (anos lectivos de 1916/17 a 1918/19).
Termina o curso de Histórico-Geográficas em Novembro de 1920. Entre 1915 e 1922, é professora das Escolas Móveis em Coimbra (Cantina Escolar Bernardino Machado, Santo António dos Olivais e Tovim) e Montemor-o-Velho (Moinho da Mata). De seguida, é colocada como professora provisória na Escola Comercial da Figueira da Foz, onde lecciona Português, Francês, Inglês e Geografia (de Janeiro de 1922 a Julho de 1924). Neste mesmo ano, e devido a diligências dos seus alunos, é nomeada professora efectiva da Escola Industrial de Bernardino Machado.
Cristina Torres participa no Congresso Pedagógico Regional das Escolas Técnicas Elementares (Porto, 1927), com a tese "O Ensino do Português e Francês nas Escolas Técnicas Elementares", tendo sido das mais entusiastas defensoras e colaboradoras do projecto de fundação na Figueira da Foz de uma Delegacia da Universidade Livre de Coimbra (1929), responsável pelo funcionamento de cursos nocturnos de educação básica e por uma obra importante de divulgação cultural. Antiga aluna de Física e Química de Rodrigo Alberto Peixoto Galvão de Oliveira (1872-1928), director da Escola Industrial e Comercial da Figueira da Foz, redige um pequeno texto de homenagem póstuma a este seu professor.
Em Outubro de 1931, apresenta, no Congrès International de la Protection de l'Enfance, realizado em Lisboa, a comunicação "Les difficultés de l'enseignement chez les enfants pauvres". Nela pronuncia-se especificamente sobre o ensino das crianças pobres, as mais atingidas pela dureza da vida, e alerta para a necessidade de se reconhecer que apenas uma pequena parte das crianças frequenta a escola e muitas não acabam os estudos, sendo a taxa de abandono elevada. Isto sucede porque as escolas, sobretudo as técnicas, são frequentadas por rapazes e raparigas pobres, os livros de estudo são caros e muitos alunos têm a necessidade de trabalhar. Para contrariar a situação, é preciso acompanhar as crianças desde o seu nascimento e intervir sempre que necessário. Se é a pobreza que impede a criança de se instruir, também a atitude dos pais não ajuda ao manterem-na longe da escola. Esta, por sua vez, tem grandes responsabilidades na educação, pois é ali que a criança começa a formar o seu espírito.
Cristina Torres opõe-se ao uso da violência e critica os programas, não só pela sua extensão, mas também por só se preocuparem em fomentar a memória e não o acto de raciocinar. Na qualidade de professora, prefere educar também o acto de pensar, já que as crianças não são papagaios e devem aprender segundo a sua idade e a sua inteligência. De forma a proporcionar às crianças pobres o direito à felicidade, era necessário alterar os processos de ensino, propondo Cristina Torres várias medidas: criar por todo o lado escolas para a primeira infância, porque as crianças começam a sofrer muito cedo; preparar um corpo docente que faça do ensino uma festa e não uma profissão; impedir que se bata nos alunos; dar livros às crianças pobres em todas as escolas (primárias, técnicas e secundárias); impedir o trabalho dos menores; regulamentar o mínimo dos salários; regulamentar a entrada e a saída das crianças nos estabelecimentos e nas fábricas; fazer da escola técnica a continuação da escola primária, sem limitar as entradas; proporcionar a todas as crianças pobres o direito de se aperfeiçoarem nos trabalhos manuais; pagar às crianças de todos os cursos industriais, salários iguais ou superiores aos das fábricas e ateliers; e submeter os programas à aprovação de médicos de crianças. No ano seguinte, prefacia a 4.ª edição da obra O convento desmascarado: escândalos da vida conventual, de Edith O'Gorman e é nomeada delegada voluntária de vigilância para a Tutoria da Infância da Câmara da Figueira da Foz (26/02/1932).
Cristina Torres mantém intensa actividade de propagandista, promovendo conferências, discursando em sessões e pronunciando-se, na imprensa regional da Figueira e de Coimbra, sobre questões feministas, educativas e políticas, para além de publicar esporadicamente poemas e contos para crianças. Utiliza, por vezes, os pseudónimos de Maria República, nos artigos de carácter político, e Nôquim, nos textos dirigidos aos mais novos. Mulher voluntariosa e empenhada, obreira de uma persistente actividade pedagógica dirigida aos mais desfavorecidos, ao operariado e às mulheres, assume a responsabilidade pelo funcionamento da Escola de Instrução Primária da Universidade Livre.
Vítima da oposição ao Estado Novo, é transferida compulsivamente, em Dezembro de 1932, para a Escola Industrial e Comercial de Bartolomeu dos Mártires (depois, baptizada de Carlos Amarante), em Braga, onde permanece dezassete anos. Data desse período a publicação de dois livrinhos (de contos e fábulas), dedicados "Às raparigas e rapazes que passaram pelas minhas aulas e a quem devo as melhores horas da minha vida", e a escrita de alguns artigos para a Seara Nova. As suas convicções políticas, levam-na a sofrer, segundo A. Lopes de Oliveira, "prisões e martírios", sendo afastada do ensino em 1949, e obrigada a aposentar-se, na sequência da participação na Campanha de Norton de Matos à Presidência da República.
De regresso à Figueira, subsiste através de explicações e continua a destacar-se no combate ao Estado Novo, tendo integrado a Comissão Nacional do 3º. Congresso da Oposição Democrática, realizado em Aveiro, em 1973. Por isso, recebe com emoção e alegria a data de 25 de Abril de 1974 e, apesar dos 83 anos de idade, integra a manifestação que se realiza na sua terra natal. A 24 de Agosto de 1974 profere o seu último discurso: "Ver-vos a vocês todas, às raparigas, às mulheres casadas, a todas aquelas mulheres que pudessem colaborar na vida da nação, que tirassem um bocadinho do seu dia, das suas horas de descanso, para lerem, para se cultivarem, para não terem medo da vida, porque a vida não nos mata, nós é que a matamos!" (cf. Sousa, 1983, p. 103). Adere ao Partido Socialista, sendo eleita "por unanimidade e aclamação, Presidente Honorária da Secção" (Sousa, 1983).
O seu perfil de educadora, cujo legado perdura em muitos dos seus alunos, e a sua postura cívica e política tornaram-na numa referência local e motivaram a atribuição do nome "Cristina Torres" à Escola Secundária nº. 3 da Figueira da Foz. Em 1992, a Câmara Municipal dedica-lhe a Exposição comemorativa do 25 de Abril, tendo-se socorrido do suporte documental oferecido pelo casal ao Museu e à Biblioteca.
Bibliografia
Aos rapazes: palavras de Cristina Torres dos Santos na festa de 8 de Dezembro de 1910 na Associação de Instrução Popular da Figueira, Figueira da Foz, 1910. "Os deveres e os direitos da mulher: conselhos a minha irmã", A Redenção, nº. 4 a nº. 18, de 15/06/1909 a 15/01/1910. "A obra maternal", A Redenção, n.º 14, 15/11/1909. "Maternidade", A Redenção, nº. 19, Fevereiro de 1910. "Associação de Instrução Popular: ainda a festa do dia 8: palavras da nossa conterrânea Cristina Torres dos Santos", A Voz da Justiça, 13/12/1910. "Pela criança", A Voz da Justiça, 21/02/1911. "Pela mulher", A Voz da Justiça, 14/03/1911. "As mulheres e mães dos trabalhadores", O Carpinteiro, 1913. "Horas de trabalho em Coimbra", União e Luz, nº. 3, 01/07/1913. "Carteira feminista", A Briosa, 05/03/1913, 23/04/1913, 21/05/1913, 14/05/1914 e 26/11/1914. "Educação portuguesa", A Revolta, 08/07/1916. Ligeiros comentários sobre a Revolução Francesa: para a Escola Normal Superior, 1921. "A reforma da Educação Nacional", A Voz da Justiça, 6 artigos entre 03/08/1923 e 28/09/1923. "O ensino", A Voz da Justiça, 09/11/1929. "Cultura e Ensino", A Voz da Justiça, 13/11/1929. "Universidade Livre: a notável conferência 'O terror na educação infantil' pela sr.ª dr.ª Cristina Torres", A Voz da Justiça, 07/06/1930. "Influência feminina: a brilhante conferência da sr.ª dr.ª Cristina Torres, em Coimbra", A Voz da Justiça, 21/06/1930. "Homenagem", In-Memoriam Rodrigo Galvão, Figueira da Foz, 1931, pp. 3-4. Les difficultés de l'enseignement chez les enfants pauvres, Lisboa, 1931. "Notas de uma professora", Seara Nova, n.º 883, 1944, p. 170; nº. 921, 1945, pp. 235-236; nº. 927, 1945, pp. 34-35; nº. 930, 1945, pp. 88-89; nº. 938, 1945, pp. 228-229; nº. 964, 1946, pp. 70-72; nº. 1032, 1947, pp. 22-23; nº. 1092, 1948, pp. 150-151. "Recordando - A mulher e a República", Seara Nova, nº. 1054, 1947, pp. 81-83. "A mulher e o trabalho", Seara Nova, nº. 1087, 1948, pp. 69-71. Para crianças (contos), Braga, 1949. Para crianças (fábulas), Braga, 1949. A mulher, Figueira da Foz, 1952.
João Esteves, «TORRES dos Santos, CRISTINA», in António Nóvoa (dir.), Dicionário de Educadores Portugueses, Porto, Edições Asa, 2003, pp. 1380 - 1382, com adaptações.
IN "http://correiodaeducacao.asa.pt/44167.html"
O V A R
DISTRITO DE AVEIRO
Ovar é uma cidade portuguesa, situada no Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 16 849 habitantes
É sede de um município com 147,52 km² de área e 57 983 habitantes (2008)[1], correspondendo a uma densidade populacional de 393 habitantes/km², estando subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Espinho, a nordeste pelo de Santa Maria da Feira, a leste pelo de Oliveira de Azeméis, a sul pelo de Estarreja e pelo da Murtosa e a oeste pelo Oceano Atlântico, que banha perto de 15 km da sua costa, contribuindo para um clima ameno e praias agradáveis.
História
Nas enciclopédias, o nome "Ovar" é um tanto ou quanto invulgar, apenas se encontrando para ele três significados: o nome desta cidade (não existe outra povoação do mesmo nome em Portugal ou em qualquer outro país); verbo transitivo (pôr ovos, criar ovos ou ovas) e verbo transitivo brasileiro (fazer ovação, aplaudir, aclamar, vitoriar). A etimologia mais popular e citada é a que deriva do verbo "ovar", dado a multidão de aves que desovavam e criavam na região.
O litoral de Ovar encontrava-se compreendido no maior segmento de costa baixa e lisa do país, mas nem sempre isso aconteceu, porque primitivamente a ria não existia e o mar avançava mais para o interior, formando uma baía. Aliás, conforme ensinam Amorim Girão, Alberto Souto e Jaime Cortesão, todos os terrenos do concelho de Ovar, a oeste da linha do caminho-de-ferro (actualmente a estação da CP de Ovar dista cerca de 5.200 metros do litoral, estando a uma altitude de 17,24 metros do nível do mar) foram domínio do mar.
A formação da Ria é contraditória, pois há quem lhe dê uma longevidade de quatro milénios, mas também quem lhe aponte os meados do século X ou mesmo XI, como início da sua sedimentação. Tudo leva a crer que, no século X, a linha da costa passava em Ovar. No entanto, o afastamento progressivo da linha da maré fez com que Ovar ficasse cada vez mais no interior, decaindo como porto de mar.
Porto salineiro e de pesca na Idade Média, é citado num documento laudatório com data de 12 de junho de 922, inserto no Livro Preto da Sé de Coimbra, tendo resultado da aglutinação de vários lugares, entre os quais a vila de Cabanones (28 de abril de 1026), São Donato (1101) e de Ovar (24 de fevereiro de 1046).
Ovar constituiu-se em Concelho desde 1251, com foral passado por Manuel I de Portugal em 10 de fevereiro de 1514.
Nos séculos XVIII e XIX destacou-se pela atividade pesqueira, tendo os seus pescadores povoado grande parte do litoral português, fundado a Torreira, As Areias (São Jacinto), Espinho, e fixando-se ainda na Afurada, na Caparica, em Olhão, Paramos e no Ribatejo.
Foi em Ovar que Júlio Dinis redigiu "As Pupilas do Senhor Reitor" e esboçou "A Morgadinha dos Canaviais".
Por ter resistido aos monarquistas à época da chamada "Traulitânia" (1919), a vila foi agraciada com a Ordem Militar da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito.
Ovar foi elevada a cidade em 1984, pela lei n.º 9/84, de 28 de Junho.
| Gentílico | Ovarense / Vareiro |
| Área | 147,52 km² |
| População | 57 983 hab. (2008[1]) |
| Densidade populacional | 393 hab./km² |
| N.º de freguesias | 8 |
| Presidente da Câmara Municipal | Não disponível |
| Fundação do município (ou foral) | 10 de Fevereiro de 1514 |
| Região (NUTS II) | Centro |
| Sub-região (NUTS III) | Baixo Vouga |
| Distrito | Aveiro |
| Antiga província | Beira Litoral |
| Orago | São Cristóvão |
| Feriado municipal | 25 de Julho |
| Código postal | 3880 Ovar |
| Endereço dos Paços do Concelho | Praça da República 3880-141 Ovar |
| Sítio oficial | www.cm-ovar.pt |
| Endereço de correio electrónico | gapresidencia@cm-ovar.pt |
Área Geográfica
Situando-se no extremo sul do Concelho, Ovar localiza-se numa planície, ocupando uma área aproximada de 53 km² . Espraiando-se entre a beira-mar e a ria, a sua Praça da República dista mais ou menos 4.600 metros da costa marítima e, em relação aquela laguna 2 km do cais da Ribeira e 2.650 metros do cais do Carregal. É uma freguesia de casas compactas com numerosas ruas e largos, mas ao mesmo tempo uma povoação alongada com casas ao longo das vias de comunicação que a cortam.
IN "WIKIPÉDIA"
PASSEIO TURÍSTICO OVAR
Igreja Matriz de Ovar - Ovar - A Igreja de Ovar foi construída a finais do século XVII e sofreu numerosas reconstruções no decorrer da sua história. Situada no centro histórico da população, é um templo de planta longitudinal com três naves separadas por colunas, duas capelas laterais, dois púlpitos e coro.
Destaca-se sua imponente fachada, revestida de azulejos e com duas torres sineira, na qual se encontra um pequeno nicho com a imagem do padroeiro São Cristóvão do século XV, considerada a peça mais antiga do templo. No seu interior se encontra uma das sete Capelas dos Passos, a Capela do Pretório.
Capelas dos Passos Situadas na zona histórica da cidade, as sete Capelas dos Passos foram construídas a meados do século XVIII e constituem o conjunto arquitectónico e artístico mais interessante da cidade, depois da Igreja Matriz. O conjunto é formado pela Capela do Pretório, Passo do Horto o Senhor Caído por Terra, Passo do Encontro, Passo do Cireneu, Passo da Verónica, Passo das Filhas de Jerusalém e O Calvário.
Capela de Santo António A Capela de Santo António é um templo construído no século XVII e situado na Praça do Município. Sua arquitectura combina os estilos maneiristas e barroco, e a sua fachada está decorada com azulejos do século XX. Em um dos lados da sua fachada tem uma torre sineira acabada em forma piramidal. Os retábulos de madeira do seu interior pertencem ao século XVIII e estão pintados de branco e ouro.
É conhecida pela tradicional missa que benze o gado, que se realiza todos os anos o 13 de Junho, junto a igreja.
Museu de Ovar O Museu de Ovar foi inaugurado no ano de 1961 na Rua Heliodoro Salgado. Seu interior acolhe diversas salas entre as que se destacam estão a sala da colecção de bonecas com seus trajes tradicionais de 30 países diferentes, a Sala do Mar, a Sala da Cozinha Típica, Sala dos Utensílios agrícolas, etc.
Também resultam de interesse as colecções de peças de etnografia africana, pintura e escultura. Uma das suas principais atracções é a exposição de Vestes Tradicionais da região de Ovar.
Jardim dos Campos O Jardim dos Campos de Ovar é um amplo jardim com forma rectangular. É uma das zonas arborizadas mais importantes da população. No seu interior encontra-se no Museu Júlio Dinis.
Jardim dos Campos O Jardim dos Campos de Ovar é um amplo jardim com forma rectangular. É uma das zonas arborizadas mais importantes da população. No seu interior encontra-se no Museu Júlio Dinis.
Museu Júlio Dinis - Uma Casa Ovarense O Museu Júlio Dinis, Uma Casa Ovarense, encontra-se a casa onde viveu um dos grandes autores clássicos da literatura portuguesa, situada na Rua Júlio Dinis, Jardim dos Campos. Sua obra abarca diferentes géneros como são a poesia, o teatro e o romance. Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde o ano de 1984. Foi doada por sua família à Câmara Municipal no ano de 1989 e aberta ao público no ano de 1996.
Casa Museu de Arte Sacra
(Ordem Terceira de S. Francisco) A Casa Museu de Arte Sacra, situada na Rua Gomes Freire, expõe em seu interior imagens, vestuário sacerdotal, pinturas, porcelanas, etc. Algumas das suas imagens são utilizadas nas procissões, especialmente a de Nossa Senhora da Conceição do século XVIII. No exterior a parede de azulejos que cobre a fachada, conta com o símbolo da Ordem Terceira de São Francisco.
(Ordem Terceira de S. Francisco) A Casa Museu de Arte Sacra, situada na Rua Gomes Freire, expõe em seu interior imagens, vestuário sacerdotal, pinturas, porcelanas, etc. Algumas das suas imagens são utilizadas nas procissões, especialmente a de Nossa Senhora da Conceição do século XVIII. No exterior a parede de azulejos que cobre a fachada, conta com o símbolo da Ordem Terceira de São Francisco.
Chafariz de Neptuno O Chafariz de Neptuno se ergue sobre o centro da cidade e é considerado um dos símbolos de Ovar.
Foi inaugurado no ano de 1877, sendo o primeiro abastecimento público de água da população.
Gastronomia
O Pão-de-Ló de Ovar é o produto mais conhecido da gastronomia vareira, projectando o nome do concelho a nível nacional e internacional.
O doce aparece referido pela primeira vez em 1700, a deliciar o gosto dos oradores e figurantes que animavam as festas da Quaresma e da Semana Santa.
A origem da receita é conventual tendo surgido provavelmente nas cercanias do concelho no decurso da Época Moderna.
Confeccionado à base de açúcar, muitos ovos e alguma farinha de trigo, o Pão-de-Ló de Ovar distingue-se dos demais pelo facto de ser mais baixo, fofo e acima de tudo húmido. É servido e envolvido em papel branco, ligeiramente tostado pelo calor e apresenta uma superficie acastanhada.
O Pão-de-Ló de Ovar tem conquistado um lugar proeminente à mesa portuguesa, especialmente em ocasiões festivas como o Natal e a Páscoa.
O doce aparece referido pela primeira vez em 1700, a deliciar o gosto dos oradores e figurantes que animavam as festas da Quaresma e da Semana Santa.
A origem da receita é conventual tendo surgido provavelmente nas cercanias do concelho no decurso da Época Moderna.
Confeccionado à base de açúcar, muitos ovos e alguma farinha de trigo, o Pão-de-Ló de Ovar distingue-se dos demais pelo facto de ser mais baixo, fofo e acima de tudo húmido. É servido e envolvido em papel branco, ligeiramente tostado pelo calor e apresenta uma superficie acastanhada.
O Pão-de-Ló de Ovar tem conquistado um lugar proeminente à mesa portuguesa, especialmente em ocasiões festivas como o Natal e a Páscoa.
O caracter artesanal do seu fabrico explica o facto da procura ser maior que a oferta.
Os restantes produtos típicos da gastronomia do concelho tem origem nas comunidades piscatórias: Caldeirada de Peixe, Enguias de Escabeche, Sopas e Ensopados de Enguias, entre outros petiscos.
Na cidade de Ovar existem várias casas onde se confecciona e vende o dulcíssimo Pão-de-ló, iguaria quase sempre acompanhada por um bom vinho fino.
Os restantes produtos típicos da gastronomia do concelho tem origem nas comunidades piscatórias: Caldeirada de Peixe, Enguias de Escabeche, Sopas e Ensopados de Enguias, entre outros petiscos.
Na cidade de Ovar existem várias casas onde se confecciona e vende o dulcíssimo Pão-de-ló, iguaria quase sempre acompanhada por um bom vinho fino.
Praias
Existem diversas praias de grande qualidade na nossa costa. Furadouro, Cortegaça, Esmoriz, Maceda, Torreira e S. Jacinto são algumas das mais conhecidas.
Nelas pode-se práticar desportos naúticos como o surf, body-surf, Kitesurf, canoagem, etc.
Nelas pode-se práticar desportos naúticos como o surf, body-surf, Kitesurf, canoagem, etc.
No concelho de Ovar tem a oportunidade de descobrir os múltiplos encantos das belas praias atlânticas, onde se confundem o azul do mar, o amarelo do sol e o verde dos pinhais. No sentido norte-sul temos as praias de Esmoriz (Praia da Barrinha), Cortegaça, Maceda (S. Pedro) e Ovar (Furadouro), com grandes extensões de areal e dunas, com ligação às zonas florestais, constituindo uma das maiores áreas do género do litoral português. É ainda muito apreciada a praia fluvial do Areínho, em plena Ria.
No Verão, os turistas podem deliciar-se com a qualidade das águas e da areia, os eventos de animação – espectáculos e desporto - o ambiente nocturno e a gastronomia.
No Verão, os turistas podem deliciar-se com a qualidade das águas e da areia, os eventos de animação – espectáculos e desporto - o ambiente nocturno e a gastronomia.
IN "SITE DO MUNICÍPIO"
1 - VULTOS DA CULTURA DO SEC XIX »»» júlio dinis
| Monumento a Júlio Dinis, no Porto, sua cidade natal. | |
| Nome completo | Joaquim Guilherme Gomes Coelho |
| Nascimento | 14 de Novembro de 1839 Porto |
| Morte | 12 de Setembro de 1871 (31 anos) Porto |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Médico, escritor e professor |
Joaquim Guilherme Gomes Coelho (Porto, 14 de Novembro de 1839 – Porto, 12 de Setembro de 1871) foi um médico e escritor português.
Biografia
Joaquim Guilherme Gomes Coelho, que no período mais brilhante da sua carreira literária usou o pseudónimo de Júlio Dinis, nasceu no Porto, na antiga Rua do Reguinho, a 14 de Novembro de 1839, e faleceu na mesma cidade, na Rua Costa Cabral, numa casa que já não existe, a 12 de Setembro de 1871.
Júlio Dinis era filho de José Joaquim Gomes Coelho, cirurgião, natural de Ovar, e de Ana Constança Potter Pereira Gomes Coelho, de ascendência anglo-irlandesa, e vitimada pela tuberculose quando Júlio Dinis contava apenas seis anos de idade. Frequentou a escola primária em Miragaia. Aos catorze anos de idade (1853), concluiu o curso preparatório do liceu. Matriculou-se na Escola Politécnica, tendo, em seguida, transitado para a Escola Médico-Cirúrgica do Porto, cujo curso completou a 27 de Julho de 1861, com alta classificação. Mais tarde (1867), foi incluído como demonstrador e lente substituto no corpo docente desta mesma Escola.
Já então sofria da doença da tuberculose pelo que, esperançado em encontrar cura no ambiente mais salutar da província, se transferiu temporariamente para Ovar, para casa de uma sua tia, Rosa Zagalo Gomes Coelho, que vivia no Largo dos Campos. E foi ainda esperançado numa cura de ares, que esteve duas vezes na ilha da Madeira, além de outras peregrinações que terá feito através do país. Simplesmente, o mal de Júlio Dinis não tinha cura. E com trinta e dois anos apenas, morria aquele que foi o mais «suave e terno romancista português, cronista de afectos puros, paixões simples, prosa limpa». De resto, essa terrível doença, que já havia vitimado a mãe, em 1845, foi a causa da morte de todos os seus oito irmãos.
O romance «As Pupilas do Senhor Reitor» foi publicado em 1869, tendo sido representado e cinematizado. Um ano antes, tinha sido dado a público «Uma Família Inglesa» e, em 1870, veio a público «Serões da Província».
No ano do seu falecimento, 1871, publicou-se o romance «Os Fidalgos da Casa Mourisca». Só depois da sua morte se publicaram «Inéditos» e «Esparsos», em dois volumes, assim como as suas «Poesias», dadas à estampa entre 1873 e 1874. Encontra-se sepultado num jazigo de família com o n.º 58, no cemitério privado da Ordem Terceira de S. Francisco, em Agramonte.
Foi o criador do romance campesino e as suas personagens, tiradas, na sua maioria, de pessoas com quem viveu ou contactou na vida real, estão imbuídas de tanta naturalidade que muitas delas nos são ainda hoje familiares. É o caso da tia Doroteia, de «A Morgadinha dos Canaviais», inspirada por sua tia, em casa de quem viveu, quando se refugiou em Ovar, ou de Jenny, para a qual recebeu inspiração da sua prima e madrinha, Rita de Cássia Pinto Coelho.
Júlio Dinis viu sempre o mundo pelo prisma da fraternidade, do optimismo, dos sentimentos sadios do amor e da esperança. Quanto à forma, é considerado um escritor de transição entre o romantismo e o realismo.
Além deste pseudónimo, Júlio Dinis usou também o de Diana de Aveleda, com que assinou pequenas narrativas ingénuas como «Os Novelos da Tia Filomena» e o «Espólio do Senhor Cipriano», publicados em 1862 e 1863, respectivamente. Foi com este pseudónimo que se iniciou nas andanças das letras, tendo, com ele, assinado também pequenas crónicas no Diário do Porto.
A casa onde Júlio Dinis nasceu, foi demolida com a abertura da Rua Nova da Alfândega, e aquela onde morreu, deu lugar à construção de uma casa de espectáculos cinematográficos.
Obras de Júlio Dinis
- As Pupilas do Senhor Reitor
- A Morgadinha dos Canaviais (1868) (eBook)
- Uma Família Inglesa (1868)
- Serões da Província (1870)
- Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871)
- Poesias (1873)
- Inéditos e Dispersos (1910)
- Teatro Inédito (1946-1947)
Adaptações Cinematográficas
- 1921 - Os Fidalgos da Casa Mourisca - Realizado por Georges Pallu
- 1924 – Ass Pupilas do Senhor Reitor (1924) As Pupilas do Senhor Reitor – Realizado por Maurice Mauriad – com Eduardo Brazão, Augusto Melo, Duarte Silva, Maria de Oliveira, Maria Helena e Arthur Duarte.
- 1935 – As Pupilas do Senhor Reitor – Realizado porf Leitão de Barros – com Maria Paula, Paiva Raposo, Lino Ferreira, Maria Matos e Leonor D'Eça.
- 1938 - Os Fidalgos da Casa Mourisca - Realizado por Arthur Duarte
- 1949 - A Morgadinha dos Canaviais - Realizado por Caeltano Bonucci e Amadeu Ferrari - com Eunice Muñoz
- 1961 – As Pupilas do Senhor Reitor – Realizado por Perdigão Queiroga – com Anselmo Duarte, Mansa Prado, Isabel de Castro, Raúl Solnado e António Silva.
Adaptações Televisivas
- Existem duas adaptações brasileiras para telenovela d' As Pupilas do Senhor Reitor, a primeira em 1970 e a segunda em 1994.
- Os Fidalgos da Casa Mourisca foi adaptado para a televisão brasileira em 1972.
- A Morgadinha dos Canaviais foi adaptado para uma mini-série da RTP em 1990.
- João Semana, mini-série da RTP que adapta As Pupilas do Senhor Reitor mas centra a história na personagem do médico João Semana, desloca a acção do Minho para o Douro Litoral e acrescenta pequenas participações do Zé do Telhado e de uma Maria da Fonte pós-revolucionária. tudo .em fim é 1 periodo
Museu Júlio Dinis - Uma Casa Ovarense
Este museu abriu as suas portas em Março de 1996 e contém uma biblioteca dinisiana, espólio pessoal do escritor e etnografia vareira.
Está instalado num edifício exemplificativo da arquitectura ovarense, onde o escritor viveu durante o Verão de 1863 quando lhe surgiram os primeiros sinais de tuberculose. Aqui Júlio Dinis terá escrito grande parte da sua obra mais conhecida: "As Pupilas do Senhor Reitor".
Numa carta a Custódio Passos Dinis, o escritor referia-se assim à sua estada em Ovar: "O prazer que experimento nesta vida que levo em Ovar, pode-se comparar a um banho tépido; agrada-me adormecendo-me."
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