27/02/2011

JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA







O que faz falta é enganar a malta

O ex-director-geral da Administração Interna desmentiu a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, que o tinha acusado de deslealdade na questão das cartas que deviam ter sido enviadas aos eleitores portadores do Cartão de Cidadão - e que acabaram por não sair do Ministério.
Indignado com o ataque da superior hierárquica, a que se associou o próprio ministro Rui Pereira, o funcionário reagiu com vigor - e devolveu a acusação.

«Não sou um delinquente, não trabalhei sozinho, nem sou um insubordinado», disse.

Não sei quem mentiu neste caso - se a secretária de Estado, se o ex-director-geral.
Mas uma coisa é certa: um deles mentiu.
Eu estava a ver a notícia na televisão e a pensar: como é possível pretender que os ministros, os secretários de Estado, os directores-gerais, etc., não mintam, se o primeiro-ministro é o primeiro a dar o exemplo?
Uma das primeiras vezes que José Sócrates foi acusado com todas as letras de mentir foi numa manchete do SOL de 13 Novembro 2009, que dizia: «Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI».
Confesso que hesitei muito antes de fazer este título.
A palavra mentir implica a existência de intenção.
O facto de uma pessoa não dizer a verdade não significa que esteja a mentir: pode estar enganada, equivocada, iludida.

Uma pessoa só mente quando conhece a verdade mas deliberadamente diz outra coisa - com o objectivo de enganar outros.
Assim, quando os meus jornalistas me disseram que o primeiro--ministro tinha mentido, eu resisti - e só me decidi a usar a palavra mentir quando, depois de ter conhecimento do teor das escutas telefónicas do processo Face Oculta e de confrontar isso com o que Sócrates dissera no Parlamento, pude constatar que o primeiro-ministro estava perfeitamente a par do negócio PT-TVI quando disse aos deputados desconhecer o assunto.
Depois de apanhado , Sócrates veio tentar limitar os estragos, dizendo que não conhecia o negócio «oficialmente».
Mas o mal estava feito.
Todos já tinham percebido que o chefe do Governo procurara enganar os deputados.

A partir daí, as acusações a Sócrates por mentir tornaram-se recorrentes.
E começou a perceber-se uma coisa: não era só Sócrates quem mentia.
O exemplo vem de cima: como o primeiro-ministro não zelava pela verdade, outros membros do Governo e altos funcionários acharam-se no mesmo direito.
Mentiu-se descaradamente no caso do Diploma , no caso Freeport , no caso Face Oculta , etc.
Armando Vara, Lopes da Mota, Alberto Costa, Mário Lino, Ana Paula Vitorino, etc., etc., etc., foram apanhados em contradição - mas já ninguém ligou muito.
A mentira banalizou-se, passou a fazer parte do dia--a-dia.

Sócrates pode dizer que o pior da crise passou, que estamos no bom caminho, que até já vamos à frente nisto e naquilo - e a seguir anunciar que é preciso reduzir os ordenados.
Perante isto, seria normal que as pessoas perguntassem: se as coisas estão tão boas como o primeiro-ministro diz, por que razão temos de ganhar menos?
Mas ninguém põe a questão, porque todos já se habituaram à ideia de que a mentira, a ilusão, a farsa, o engano, fazem parte do exercício do poder.

SÓCRATES faz irresistivelmente lembrar aqueles vendedores de banha da cobra que antigamente andavam de terra em terra e falavam ao povo empoleirados na camioneta onde transportavam a mercadoria.
Também eles não eram levados muito a sério - mas havia sempre quem comprasse os seus produtos.
Porquê?
Uns porque continuavam a ser crédulos apesar das evidências, outros porque queriam enganar-se a si próprios e acreditar numa cura impossível.

SÓCRATES também anda hoje de terra em terra a vender o seu produto, como os antigos vendilhões.
O produto mudou, mas a lenga-lenga é a mesma.
Os palcos também mudaram - já não são os estrados das velhas camionetas mas palcos verdadeiros novinhos em folha, montados por modernas empresas pagas principescamente.
E muitos portugueses continuam a acreditar, mesmo sabendo que o primeiro-ministro está muito provavelmente a mentir.
O problema é que Sócrates, rendido ao lema o que é preciso é enganar a malta , diz o que as pessoas querem ouvir - e é capaz de dizer a verdade e a mentira exactamente com a mesma cara.
É esta a sua grande força.
E não será fácil batê-lo.

P.S. - É extraordinário como alguns sociais-democratas admitiram a hipótese de o PSD votar favoravelmente a moção de censura do BE. O comportamento do PSD tem de ser o oposto: responsável, não dando ao Governo pretexto para se fazer de vítima.

A ideia de que o PSD está ansioso por subir ao poder ser--lhe-á fatal. Mais do que nunca, os sociais-democratas precisam de saber controlar a ansiedade.

IN "SOL"
21/02/11

IRS 2011 - DESPESAS


O Orçamento do Estado para 2011 vem introduzir alterações significativas em matéria fiscal e no caso dos documentos de despesas com saúde, educação, formação, com lares, etc., vem acrescentar o nº 6 ao artº 78º do CIRS, cuja alínea b)  tem a seguinte redacção, relativa às condições para serem aceites nas deduções à colecta:

b) Mediante a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa.

Agradeço que passem esta informação a todos para que saibam que a partir de 1 de Janeiro de 2011 têm de pedir as facturas ou recibos para os tipos de despesas atrás mencionadas em nome e com o numero de contribuinte da pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito passivo ou membro do agregado familiar, descendentes ou ascendentes.

Assim, quem tem filhos, mesmo os recém-nascidos, deverá de imediato requerer o seu número de contribuinte para que possa deduzir as despesas com ele incorridas, já que as facturas tem de vir em seu nome e com o respectivo NIF.
Na declaração de rendimentos anual é também obrigatório o NIF de cada membro do agregado.
Rematando, não podemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos, educação, etc, com o nome do destinatário e o NIF em branco, para posterior colocação destes dados.
O NIF tem que fazer parte do preenchimento correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque serão objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalização da DGCI.

Como já estamos quase no final de FEVEREIRO e não sendo um tema que seja muito publicitado, e perceptível pela maioria das pessoas, é muito importante que passemos a mensagem para evitar situações desagradáveis quando os contribuintes se defrontarem com os problemas na altura da apresentação da declaração de rendimentos em Março de 2012.

4 - PLANETA TERRA »»» ÁGUA DOCE

DURAN DURAN - HOUSE OF THE RISEN SUN

MUITOS LÍQUIDOS



Quais as causas que mais fazem 
os idosos terem confusão mental? 

As três responsáveis mais comuns: 
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária; 
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. 
Constantemente os idosos, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
 - Quando falta gente em casa para lhes lembrar, desidratam-se com rapidez.
- A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. 
- Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
 
Na melhor idade, que começa aos *60* anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica..
Mas há outro factor complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
- Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água no corpo.
- Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
 
Por isso, aqui vão dois alertas.
- O primeiro é para os idosos: tornem voluntário o hábito de beber líquidos.
Por líquido entenda-se água, sumos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, ingerir algum líquido.
 
Lembrem-se disso! 
- O  segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas 
decorrentes de desidratação.
"Líquido neles 
e rápido para um serviço médico"

enviado por M. COUTINHO

2011 - NBA TORNEIO DE AFUNDANÇOS

SUNITA KRISHNAN




Sunitha Krishman tem dedicada a sua vida em salvar mulheres e crianças da escravatura sexual, o marcado global de muitos milliões de dollares. Nesta corajosa conversa, ela conta três histórias poderosas, bem como a dela, e invoca para uma aproximação mais humana para ajudar estes jovens victimas a reconstruirem as suas vidas.