19/07/2010

JORNAIS DE HOJE

PARA OS FILHOS

Caro (a) amigo (a),

Nestas férias o ATL de Verão do
Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva vai ser biodivertido!

Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, as crianças entre os 6 e os 12 anos vão identificar os insectos dos jardins, apanhar minhocas, conhecer o mundo dos morcegos e descobrir que quem vive no fundo do mar brilha no escuro.E como a ciência está sempre à espreita no Pavilhão do Conhecimento, os pequenos exploradores irão ainda observar flores à lupa, representar uma peça de teatro dedicada aos insectos, construir um herbário e confeccionar pudins e gomas a partir de algas. Porque afinal a cozinha também é biodiversa.

As inscrições estão abertas!

Datas: De 21 de Junho a 10 de Setembro Nota: o programa repete-se de 15 em 15 dias, tendo cada dia um tema diferente. Idades: dos 6 aos 12 anos

Horário: das 9h00 às 18h00 (as crianças serão recebidas a partir das 8h30)

Preço:5 dias - 160 euros (sócios: 140 euros)
1 dia - 40 euros (sócios: 35 euros)
Almoço e lanche incluídos.

Marcações:Tel. 21 891 71 00
Fax 21 891 71 71

FOTOS IMPRESSIONANTES DE 2009

NO REINO DO FUTEBOL BRASILEIRO

18/07/2010

TRABALHOS FORÇADOS

ENFERMEIRA

PAULO NOZOLINO



PAULO NOZOLINO DEVOLVE PRÉMIO AICA/MC

COMUNICADO


Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo.

O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo, pune-o!

Ao abrigo de "um parecer" obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas.

A saber…

Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS.

Quem, sem pedir, é premiado tem que dividir o seu valor com o Estado!

Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes.

No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa
de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir "um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS".

Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé.

A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES.

Não é verdade.

Nunca poderia assinar tal documento.

Se tivesse sido informado do presente envenenado em que tudo isto consiste não teria aceite passar por esta charada.

Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez.

É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte.
Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada.

Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições.

Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.


Paulo Nozolino
1 de Julho de 2010