18/07/2010

MILOW

1 - TEMPESTADE DURANTE UM CRUZEIRO

1 - BATALHAS

LEONARDO RIBEIRO DE ALMEIDA












Leonardo Ribeiro de Almeida
Ministro de Portugal Portugal
Mandato: X Governo Constitucional
  • Ministro da Defesa Nacional
Precedido por: Rui Machete
Sucedido por: Carlos Brito

Nascimento: 19 de Setembro de 1924
Santarém
Falecimento: 18 de Janeiro de 2006 (81 anos)
Partido: Partido Social Democrata
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Leonardo Eugénio Ramos Ribeiro de Almeida (Santarém, 19 de setembro de 1924 - 18 de janeiro de 2006) foi um político Português.[1]

Vida

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa tornou-se advogado.

Pelo Partido Social Democrata (PPD/PSD), foi eleito adjunto para a Assembleia Constituinte em 1980 e para a Assembleia da República.

Tornou-se o 3º e 5º Presidente da Assembleia da República entre 8 de Janeiro de 1980 e 21 de Outubro de 1981 e a partir de 3 de Novembro de 1982 a 30 de maio de 1983, período em que também se tornou, membro do Conselho de Estado Português.

Foi ministro da Defesa entre Novembro de 1985 e Agosto de 1987.

Internacionalmente participou na Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Europeus, em Madrid, 1980 e representou o Parlamento Português, na Conferência dos Parlamentos Latino-americanos em Bogotá em 1981.

Funções governamentais exercidas

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6º GOVERNO CONSTITUCIONAL

O VI Governo Constitucional tomou posse a 3 de Janeiro de 1980, sendo constituído pela coligação eleitoral formada pelo Partido Social Democrata, o Centro Democrático Social e o Partido Popular Monárquico, com base nos resultados das eleições de 2 de Dezembro de 1979. Terminou o seu mandato a 9 de Janeiro de 1981, na sequência do falecimento do Primeiro-Ministro, em 4 de Dezembro de 1980.

ALIANÇA DEMOCRÁTICA

Aliança Democrática (AD)

Aliança partidária e governativa portuguesa, formada em 1979 pelo Partido Popular Democrático, hoje Partido Social-Democrata (PSD), liderado por Francisco Sá Carneiro, pelo Centro Democrático Social (CDS), de Freitas do Amaral, e pelo Partido Popular Monárquico (PPM), liderado por Gonçalo Ribeiro Telles. A AD colocou pela primeira vez, desde a queda do regime de Salazar, o Partido Socialista na oposição. Obteve duas importantes vitórias em legislativas, em 1979 e 1980, e, uma vez no Governo, deu início ao processo de abertura das empresas à iniciativa privada. Sob este ponto de vista, seguiu uma orientação contrária à dos Governos anteriores, que haviam optado pela nacionalização de diversos sectores da economia. A Aliança Democrática acabou devido a um conjunto de circunstâncias políticas, sociais e económicas. Entre elas conta-se a morte de Sá Carneiro em 1980, a falta de consenso no interior do PPD quanto ao caminho a seguir após aquele acontecimento, o fracasso da campanha presidencial do general Soares Carneiro nesse mesmo ano e o agravamento da situação económica nacional.

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FRANCISCO SÁ CARNEIRO










Francisco Sá  Carneiro
Primeiro-ministro de Portugal
Mandato: 3 de Janeiro de 1980 - 4 de Dezembro de 1980
Precedido por: Maria de Lourdes Pintasilgo
Sucedido por: Diogo Freitas do Amaral

Nascimento: 19 de Julho de 1934
Porto, Portugal
Falecimento: 4 de Dezembro de 1980 (46 anos)
Camarate, Loures, Portugal
Partido: Partido Social Democrata
Profissão: advogado, político
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Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro, (Porto, 19 de Julho de 1934Camarate, 4 de Dezembro de 1980) foi um político português, fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata, e ainda Primeiro-Ministro de Portugal, durante cerca de onze meses, no ano de 1980


Durante o Estado Novo

Advogado de profissão, licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, o partido único do regime salazarista, para a Assembleia Nacional, convertendo-se em líder da Ala Liberal , onde desenvolveu diversas iniciativas tendentes à gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, viria a resignar ao cargo de deputado com outros membros da Ala Liberal, entre os quais Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota. Foi, no entanto, na cidade do Porto, sua cidade natal, que o Partido Social Democrata tem a sua génese, no diálogo entre Mário Montalvão Machado, Miguel Veiga ou Artur Santos Silva (pai).

Pós 25 de Abril de 1974

Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), entretanto redesignado Partido Social Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.

Nomeado Ministro (Sem Pasta) em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e, em 1976, eleito deputado (na I Legislatura) à Assembleia da República.

Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.

Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintasilgo.

Uma morte inesperada

Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.

Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes…

Vinte e oito anos depois dos acontecimentos, contudo, continuam a existir duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção do avião), ou a de atentado (neste último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa).

Homenagem

O aeroporto internacional do Porto, para o qual ele se dirigia, foi posteriormente rebaptizado com o seu nome, apesar das objecções de que não seria elegante dar a um aeroporto o nome de alguém que havia morrido num desastre de aviação.

Obras

Sá Carneiro foi autor de várias obras, das quais se destacam:

  • Uma Tentativa de Participação Política (1973)
  • Por uma Social-Democracia Portuguesa (1975)
  • Poder Civil; Autoridade Democrática e Social-Democracia (1975)
  • Uma Constituição para os anos 1980: Contributo para um Projecto de Revisão (1979).
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