Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
06/08/2009
DANÇARINO DE BOITE GAY
| A professora pergunta na sala de aula - Pedrinho qual a profissão de seu pai? - Advogado, professora. - E a do seu pai, Marianinha? - Engenheiro. - E o seu, Aninha? - Ele é médico. -E o seu pai, Joãozinho, o que faz? -Ele... Ele é dançarino numa boite gay! - Como assim? (pergunta a professora, surpresa) - Fessora, ele dança na boite vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam a mão nele e poem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele. A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos Joãozinho. Ela caminha até o garoto e novamente pergunta: - Menino, o seu pai realmente faz isso? - Não, pfessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar! Ele é Deputado do PS..... Mas dá-me uma vergonha falar isso na frente dos outros...! | ||
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CHARLES AZNAVOUR E FILHAS
05/08/2009
ANDRÉ MACEDO
O PSD em nu frontal
por André Macedo, publicado em 04 de Agosto de 2009, jornal "i"
Ora bem, este professor escolheu para se banhar este pedaço idílico do rio Cherwell não por uma razão prosaica ou por achar os baixios mais propensos às suas demoradas braçadas domingueiras. A explicação era outra, menos académica: aqui, nestas águas calmas do Cherwell, era possível tomar banho completamente despedido de preconceitos e do fato de banho de rigor noutras margens menos liberais.
Acontece que a vida pacata nem sempre corre bem. Um dia, quando o roliço nudista saía da água, um grupo de estudantes que passava de barco apanhou-o sem o tweed e as calças de bombazina que o catedrático habitualmente passeava nas circunspectas salas de aulas da universidade.
Surpreendido pela visita, o professor não se atrapalhou: agarrou imediatamente na toalha para defender a honra. Quem de nós não o faria? Mas foi mais longe: pegou na toalha, não a meteu à volta da generosa cintura, preferiu enrolá-la à volta da cabeça. Resultado alcançado: nenhum dos alunos o reconheceu. Afinal, ao contrário do que parecia, o essencial não estava à mostra.
Ferreira Leite não é professora em Oxford e não tem os hábitos arejados do catedrático inglês. No entanto, a sua estratégia política é de alguma maneira semelhante. Candidata a primeira-ministra nas eleições de 27 de Setembro, há uma coisa que a líder social-democrata já disse que ia fazer: renovar a lista de deputados com gente nova, caras frescas, pessoas de fora dos corredores cinzentos da política partidária.
Curioso paradoxo: se há coisa que Ferreira Leite não pode dizer ao eleitorado é que ela própria é uma novidade política. E como não tem à mão esse elixir mágico, a toalha que lhe permitirá disfarçar o facto de exibir um longo percurso partidário - embora com passagens pontuais pelo sector privado - é precisamente esta ilusão do refrescamento das listas de deputados com novos e promissores mourinhos e, quem sabe, até alguns futuros capitães da indústria.
A ideia é simples: sacodem-se as caras mais batidas, mantêm-se outras - desde que bem emparelhadas -, e fica tudo com um ar de novinho em folha ou, pelo menos, ?usado como novo?.
É sabido: novo, em política, ajuda a vender como gelados no Verão. Novo é bom, dá esperança, motiva, reaviva, talvez junte alguns votos extra. Para Ferreira Leite, a lista de deputados que hoje apresenta ao conselho nacional do PSD equivale, portanto, à parra que, em tempos bíblicos, escondeu outros pecados. Mas embora banhar-se na fonte da juventude possa resultar eleitoralmente, na prática não garante nada de substancial às pessoas. O substancial são as políticas; e quanto a políticas, não deu ainda para perceber se são novas, se são velhas, ou se são outra receita qualquer. Para já, é apenas marketing. Marketing à Sócrates. Há muito que o rei vai nu. A rainha, pelos vistos, também.