18/07/2009

ENCOMENDA PARA A CP

jva

Ultrapassando os 574 Km/h

Ensaios feitos no TGV,em França, há alguns meses atrás.

Dá para ir comer caracóis a Caminha e beber a última bjeca no Estoril

OBRIGADO ROGER


ENTÃO NÃO SE LÊ O MANUAL?

Uuups!!! Esqueci-me de ler o manual de Instruções!!!
Este espectacular Airbus 340-600, novinho em folha, o maior avião de transporte de passageiros já construído, está estacionado à porta do hangar em Toulouse, Frnça, sem uma horinha de voo que seja.
Chega a tripulação árabe da ADAT (Abu Dhabi Aircraft Technologies) para realizar testes preliminares no solo, tais como ligações dos motores, antes da entrega da aeronave à "Etihad Airways", de Abu Dhabi. A tripulação da ADAT conduz o A340-600 pelo 'taxi-way' (circulações periféricas) até à zona de descolagem.
De seguida, elevaram todos os quatro motores para a potência de descolagem, com um avião practicamente vazio. Sem terem lido os manuais de operação, não têm ideia da peso exacto de um A340-600 vazio e como é leve.
O alarme de descolagem disparou no cockpit devido a todos os 4 propulsores se encontrarem à potência máxima.
Os computadores de aviónica assumiram que estavam a tentar descolar, mas as configurações necessárias (flaps/slats, etc.) não se encontravam feitas devidamente.
Um dos tripulantes da ADAT decidiu desligar o Sensor de Proximidade do Solo para silenciar o alarme. Este procedimento "engana" o avião, fazendo-o "pensar" que está no ar.
Os computadores libertaram automaticamente todos os travões e dispararam o avião.
A tripulação da ADAT não fazia a menor ideia de que tudo isto é um sistema de segurança para impedir que os pilotos aterrem o avião com os travões a funcionar.
Nem um único dos sete homens da tripulação árabe teve a inteligência de inverter a potência dos reactores da sua configuração máxima, e por isso a aeronave novinha em folha, no valor de 200 milhões de dólares, chocou em cheio numa barreira de disparo, ficando destruída.
Desconhece-se a extensão dos ferimentos sofridos pela tripulação, devido ao blackout noticioso sobre o assunto, quer em França quer nos outros países.
A cobertura mediática do caso foi considerada como sendo insultuosa para os árabes muçulmanos.
Só agora as fotos começam a ser divulgadas, meio em segredo.
Um Airbus: 200 milhões de dólares
Tripulação árabe sem treino: salários de 300 mil dólares por ano
Manual de operações não lido: 300 dólares
Choque do avião contra muro de retenção, com vitória do muro: sem preço

OBRIGADO ROGER

BELMIRO AL ZEVEDO

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

DEEPUUUTAADO GAGO - receitas para a gaguez



A L A R V E S



enviado por E. FRANÇA

5 - BOCA DE LIXO - um mundo à parte

17/07/2009

FRANCISCO CAMACHO

Quem quer casar com a Rosinha?
Os socialistas não têm uma bengala chamada CDS para usarem quando começam a coxear. O PSD é que a tem. A esquerda não se entende.

Os pequenos partidos têm uma função higiénica na sociedade, mas quem vota sempre no PS ou no PSD desvaloriza a importância dos extremos no Parlamento. Tendem a encarar o CDS, o PCP e o BE como caricaturas da acção política e os seus protagonistas como figuras histriónicas em bicos de pés com as suas bandeiras garridas. São muitas vezes esses deputados que animam as sessões na Assembleia da República, a qual acaba de fechar para férias. Mas fazem mais do que isso. À esquerda ou à direita, levantam assuntos incómodos para um centro que fala com a cautela de quem ambiciona tomar ou manter-se no poder. É quase sempre dessas forças que nascem as causas ditas fracturantes, desde o casamento dos homossexuais aos direitos dos combatentes. Sem estes partidos, sem as pressões que exercem junto de quem governa, algumas minorias não teriam voz e a nossa democracia seria um campo de discussão mais árido e nebuloso. Bem hajam os pequenos partidos e o equilíbrio que alimentam com os seus murros na bancada.

Existe uma diferença fundamental entre as duas pequenas forças de esquerda, por um lado, e a única de direita, por outro. PCP e BE, tirando acordos pontuais a nível local, são incompatíveis com o PS. Os comunistas ficaram acorrentados a um anacronismo sem paralelo na Europa. Tiveram oportunidade de guardar a foice e o martelo, mas enterraram a via renovadora e deram vivas à ala ortodoxa, ainda hoje reflectida nas feições angulosas de Jerónimo. Há muito que o PC se excluiu de qualquer aliança.

O BE é um notável agregador de protestos, venham eles de onde vierem. Mas tem alergia ao poder e mantém-se na adolescência, com tudo o que isso implica de frescura e inconsequência. Se a origem do BE é difusa, o futuro é um mistério e o presente um dilema. Se dá sinais de namoro com o PS, arrisca-se a perder alguns dos milhares de votos que lhe deram esta popularidade. Se insiste no discurso contrapoder, corre o risco de ser ferido de morte pelo voto útil da esquerda receosa do avanço do PSD. E ainda que o BE suavize pontualmente esse discurso, basta consultar o seu programa político para tirar as dúvidas. Questões em torno das quais PS e PSD partilham um consenso à prova de bala, como a presença portuguesa na NATO, são postas em causa com uma veemência irrealista.

Quando o PS sonha com aliados, choca então neste evidência: não há. Bem pode Manuel Alegre apelar a um entendimento entre a esquerda. A esquerda quer entender-se.

À direita, tudo muda. O CDS cabe naquele termo de que os comentadores tanto gostam: o arco da governabilidade. Tem um historial de governação e sempre que vê uma oportunidade modera o discurso e assume uma pose de Estado. Ao contrário do PS, o PSD tem sempre esta carta para usar no momento certo. E, pelo menos neste ponto, os centristas não se importam de ser usados. Em entrevista ao i, Ribeiro e Castro diz que CDS e PSD "estão condenados a entender-se" . A palavra "condenados" tem uma conotação dramática que fica bem na boca de um político mas que, como todos sabemos, não é para aqui chamada. PSD e CDS entendem-se. Ponto final. Ao contrário da esquerda, dividida entre a social-democracia e o marxismo. Esquizofrénica, portanto.

in "i"